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    Prefeitura capacita profissionais para atuarem em pesquisa sobre o HPV

    Em todo o país, 7.935 pessoas devem participar da pesquisa - Divulgação/Semsa

    Enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Morro da Liberdade, Zona Sul; Bairro da Paz, Zona Centro-Oeste; Avelino Pereira Zona Leste; Armando Mendes, Zona Norte; e Pau Rosa, Zona Rural, participaram, na manhã desta quarta-feira (11), de capacitação para o início da pesquisa “Prevalência do Papilomavírus (HPV) no Brasil”.
    Resultado de parceria público-privada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), o estudo é coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, com o apoio do Ministério da Saúde, e será aplicado em Unidades Básicas de Saúde das 27 capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal (DF), tendo como público-alvo jovens com idade entre 16 e 25 anos, de ambos os sexos.

    Por meio da coleta e análise de material cervical, peniano e bucal, a pesquisa pretende determinar a proporção de jovens no Brasil com o HPV, vírus que pode causar diferentes tipos de câncer, como de colo de útero, de pênis e bucal.

    Em todo o país, 7.935 pessoas devem participar da pesquisa. A meta para Manaus é obter amostras de 227 pessoas.

    Para o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, os resultados da pesquisa serão instrumentos para uma análise de maior precisão do cenário local e para o subsídio de novas estratégias de controle. “Dados fornecem direções a serem seguidas a fim de melhorar ou ampliar as ações do poder público, especialmente as preventivas”.

    Durante o trabalho de capacitação dos enfermeiros das UBSs, realizada na Escola de Serviço Público Municipal e de Inclusão Socioeducacional (Espi), a coordenadora nacional da pesquisa, médica Eliana Wendland, explicou que um dos objetivos é avaliar as diferenças regionais na prevalência do HPV.

    “Os dados que temos hoje são muito focados no Sul e Sudeste, com pouca representatividade de outras regiões e por isso buscamos incluir todas as capitais do Brasil”, informou a médica.

    A coordenadora explicou ainda que a intenção é realizar a pesquisa novamente depois de um período de cerca de três anos para tentar avaliar a efetividade da vacina contra o HPV entre a população. “O objetivo é ter dados para verificar se a vacinação terá algum impacto para a diminuição da prevalência do HPV e para identificar se há grandes diferenças regionais nos tipos de vírus do HPV. Conhecendo as realidades regionais e acompanhando a efetividade da vacina, também será possível ter informações que possam nortear as políticas públicas de combate à doença”, destacou Eliana Wendland.

    Prevenção

    Para participar da pesquisa na Unidade de Saúde, além da faixa etária de 16 a 25 anos, os participantes precisam ter vida sexual ativa. Mulheres grávidas não podem participar do estudo. O voluntário terá que responder um questionário sobre suas características pessoais e seu estado de saúde, dados que serão mantidos em absoluto sigilo.

    Para a chefe do Núcleo de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e coordenadora local da pesquisa, enfermeira Rita de Cássia Castro de Jesus, o estudo também é um instrumento nas ações de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, como é o caso do HPV.

    “A rede municipal de saúde trabalha de forma rotineira para a prevenção, orientando para a prática do sexo seguro, o uso do preservativo masculino e feminino, para quebrar a cadeia de transmissão do HPV, que é um grande fator de risco para o câncer de colo de útero e o câncer de pênis”, destacou Rita de Cássia.

    Também para a prevenção do câncer de colo de útero, lembra a enfermeira, a Semsa disponibiliza o exame preventivo, que pode identificar precocemente as lesões precursoras para a doença, permitindo o início do tratamento para evitar o câncer.

    “Muitas mulheres procuram a UBS para realizar o exame todo ano, mas normalmente são as mesmas mulheres. O desafio é sensibilizar aquelas, especificamente na faixa etária de 25 a 64 anos, que nunca realizaram o preventivo ou que estão há mais de três anos sem fazer”, reforçou Rita de Cássia.

    A Semsa ainda oferece a vacina contra o HPV, que este ano passou a ser disponibilizada também para os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos. “O HPV é um fator de risco para o câncer de pênis, que no Amazonas tem maior incidência que o câncer de próstata. Assim como a mulher deve fazer o auto-exame das mamas, os homens devem ficar atentos para qualquer tipo de alteração no pênis e não ter vergonha de procurar o atendimento médico. A detecção precoce pode ajudar a evitar o agravamento da doença ou mesmo uma amputação”, alertou a técnica responsável pela Saúde do Homem da Semsa, Maria Eliny Ribeiro da Rocha.

    Com informações da assessoria