Fonte: OpenWeather

    Dia A Dia


    Titular da Seap investiga entrada de novos produtos ilícitos na Vidal Pessoa

    O Exército utilizou detectores de metal e cães farejadores durante a revista na cadeia - Divulgação/CMA

    Vinte e três celulares, três videogames, 42 estoques, uma tereza e arma de brinquedo foram encontradas após a revista na cadeia pública desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na manhã desta terça-feira (31). Segundo o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Coronel Cleitman Rabelo, uma investigação foi iniciada para saber como esses materiais ilícitos estão entrando na unidade, uma vez que os presos estão sem visitas de familiares há quase um mês.

    "Já solicitei monitoramento por câmeras na Vidal. Eu tenho em outras unidades, mas nela ainda não. Eu também estou tentando entender como isso está entrando lá. Já instaurados um procedimento para saber como esses materiais foram parar lá. É possível que os agentes possam estar levando esses objetos", afirmou.

    Ainda segundo o secretário, as revistas foram identificadas para trazer a normalidade para dentro dos presídios. O procedimento também se aplica a Vidal, que voltou a ser usada como unidade prisional e possuí uma frágil estrutura.

    "Eu preciso ter um ambiente que sei que está seguro. O objetivo da revista é, além de tirar esses materiais ilícitos que podem ser usados para causar novas mortes, mas também evitar fugas. Verificamos se tem escavações, se estão fazendo terezas. Vai ter revista em todas as unidades. Temos um cronograma, mas não posso dizer quando vão ocorrer", disse Rabelo.

    De acordo com o tenente coronel do Comando Militar da Amazônia, Sérgio Oliveira, 364 homens do exército participaram da revista. Eles utilizaram detectores de metais, minas terrestres, e cães farejadores treinados para encontrar drogas e explosivos.

    "Nós levamos para o local retroescavadeira também para o caso de acharmos túneis e, se isso tivesse acontecido, nós íamos usar as máquinas para fechar as saídas dos túneis. Os detectores foram usados em toda a cadeia e podemos afirmar que lá não tem nenhuma arma de fogo", garantiu.

    O delegado geral da Polícia Civil, Frederico Mendes, afirmou que um inquérito policial foi instaurado para apurar a procedência e a entrada das armas na cadeia.

    Ana Sena
    EM TEMPO

    Mais lidas

    1. Entenda como são feitas as buscas por vítimas de afogamento no Amazonas

    2. Procuradores repudiam ataques de defensor público no AM e divulgam nota

    3. Saiba como funciona a tarifa de esgoto em Manaus

    4. Aprovados no concurso do TJAM pedem nomeação e marcam protesto

    5. Evento internacional sobre reprodução de peixes será realizado em Manaus