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    Escola muda regras de horário sem aviso prévio e impede entrada de alunos atrasados

    Os alunos ficaram surpresos com a nova medida adotada pela direção da escola - Leitor Em Tempo

    Alunos atrasados foram impedidos de entrar na Escola Estadual Sólon de Lucena, localizada na avenida Constantino Nery, bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus, nesta segunda-feira (20). Os estudantes foram surpreendidos pela atitude já que, até semana passada, podiam entrar para o segundo tempo de aula se chegassem à instituição até depois 15 minutos do horário estabelecido.

    A mãe de um dos estudantes, Kelly Cristine, explicou que muitos moram longe, como o seu filho. Eles residem no bairro Tarumã, Zona Oeste, e o único ônibus que atende a área, não tem horário certo para passar, o que acaba prejudicando o filho e outros colegas de chegarem na escola na hora certa.

    “O 011 é o único ônibus disponível nesta área e pela manhã não passa no horário certo, e se passa, não para”, reclamou.

    Hoje, Kelly acompanhou o filho e outros alunos. Ao chegarem no Sólon, às 7h15, foram barrados pelo porteiro de entrarem, inclusive para o aguardo do segundo tempo.

    “Falei o que houve e mesmo assim o porteiro não entendeu, apenas xingou os alunos. Pedi para falar com a diretora e nem ela se prontificou em ir ao portão saber do ocorrido. No papel está escrito que pode entrar a partir do segundo tempo, mas os alunos foram impedidos e os mandaram embora”, relatou a mãe, que ficou revoltada, por presenciar a situação e ver os alunos sendo chamados de gazeteiros.

    Alguns alunos informaram que, após uma pequena manifestação realizada pelos estudantes barrados, os funcionários pregaram na parede um comunicado avisando que a partir desta segunda, a entrada dos alunos do turno matutino é até às 7h e, do vespertino, às 13h. Além disso, o documento destaca que não haverá mais entrada no 2º Tempo.

    “Já tinha acontecido antes, de a gente chegar atrasado, principalmente quem mora longe. Aí batia para o segundo tempo, eles abriam o portão e quem estava esperando, entrava. Mas hoje foi diferente, bateu o horário, todo mundo foi para o portão e ninguém abriu. Ficamos chamando, no sol quente e avisaram que não podia entrar”, relatou um dos alunos prejudicados.

    O estudante ainda disse que um homem, identificado apenas como ‘Aurilex’, informou que a entrada era, somente, até às 7h e “ainda gritou com as pessoas que estavam lá”. “Ele falou que quem quisesse filmar ou denunciar, que o fizesse. Uma menina falou que morava na barreira e ele retrucou, mandando que ela mudasse de escola. Foi arrogante com todo mundo, bateu a porta na nossa cara e fechou”, relatou o estudante.

    Em nota, a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) informou que a reclamação foi encaminhada para a Secretaria Adjunta da Capital, que supervisiona as escolas da capital do Estado, ressaltando que a denúncia vai ser apurada e que uma solução será apresentada o mais rápido possível para que os alunos não sejam prejudicados.

    A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a direção do colégio para esclarecer as dúvidas sobre a mudança no horário limite para a entrada dos alunos na unidade educacional mas, até o momento desta publicação, não obteve resposta.

    Manoela Moura
    EM TEMPO