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    Dia A Dia


    Motociclistas fogem de blitze durante Carnaval

    O Detran-AM está realizando medidas estratégicas para capturar os infratores que desafiam o órgão - Divulgação

    Na tentativa de driblar as fiscalizações do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), motociclistas arriscam a própria vida e a de outros motoristas realizando manobras perigosas em avenidas de grande fluxo de veículos. Na noite do último domingo (19), condutores que estavam fugindo de uma blitz foram flagrados dirigindo pela contramão da avenida Djalma Batista.

    O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, informou que essas infrações na maioria das vezes é realizada por motociclistas. Segundo ele, elas estão cada vez mais frequentes nesse período carnavalesco. Feitoza também destacou que a conscientização dos motoristas tem sido uma das questões mais difíceis de se trabalhar.

    “É muito difícil conscientizar as pessoas. Nessa situação, todos os condutores que estavam na contramão, ou estavam alcoolizados ou com alguma coisa errada. Essa mesma infração aconteceu no sábado (18), na avenida Paraíba e na quinta-feira (16), na rua Terezina, ambas no Adrianópolis. Eles conseguem enxergar de longe as fiscalizações e quando não existe uma rua para eles retornarem, vão na contramão mesmo. É preciso que a população veja a que nível chegou a conscientização das pessoas”, disse.

    Conforme Feitoza, o Detran-AM está realizando medidas estratégicas e tentando capturar os ‘infratores da lei’, que insistem em desafiar as determinações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e principalmente os princípios básicos de segurança. O diretor, ao ter ciência de mais esse episódio lamentável, alegou que irá reforçar ainda mais as operações de combate às irregularidades do trânsito.

    “Nós estamos colocando agentes com motocicletas em locais estratégicos localizados antes das blitze, com o objetivo de inibir esse tipo de atitude. Só que as pessoas precisam entender que aquela ação pode resultar no acidente, ou até em mortes. É necessário dizer que esse tipo de fuga pode ser considerado pela PM algo mais do que uma simples embriaguez”, concluiu.

    Para o sociólogo e policial civil Raimundo Pontes, esse tipo de ação realizada por motociclistas é uma forma de corrupção e que somente por meio da ampliação do acesso à informação e da educação em relação à ética e as regras sociais poderá se obter resultados satisfatórios.

    Pontes destacou que, em qualquer situação, a corrupção deve ser combatida e o acesso à informação, a educação para a cidadania e a luta contra a impunidade são ferramentas da própria sociedade para isso, com vista a garantir a convivência segura em todos os setores.

    “A corrupção existe, sempre existiu, mas não é algo fixo, dado e acabado. Como processo cultural, a corrupção sofre transformações e, mesmo que se evidencie nas diversas condutas e ações individuais, de grupos e de instituições, pode e deve ser combatida, sobretudo daqueles que abusam dos meios, bens, influência, recursos e poderes que têm. A resistência à corrupção e a promoção da cidadania é um processo também em curso”, salientou.

    Consciência

    Professor evitou dirigir e beber no Carnaval e foi de ônibus para um bloco - Arquivo pessoal

    O professor de educação física Eduardo Filho, declarado folião, não abre mão de garantir a sua segurança, preservando a vida com um simples ato de evitar a combinação de direção e álcool. No último fim de semana, Eduardo serviu de exemplo para diversos condutores que insistem em protagonizar o papel de infratores das normas de trânsito.

    Uma foto publicada em rede social, onde o professor mostrou estar com uma latinha na mão, mas realizando o seu trajeto até um bloco de Carnaval em um ônibus público, ganhou a admiração de diversas pessoas.

    “Eu procuro evitar ir no meu carro para as festas de Carnaval porque sempre rola uma cervejinha. Além da grande possibilidade de provocar um acidente ou uma tragédia, tem a questão de ir contra as leis e, isso eu não faço. Tento passar essa consciência para os meus amigos. Sempre escolhemos o parceiro da vez, quem vai dirigir e não beber. Quando isso não acontece vamos todos de ônibus. A minha foto foi um alerta para a moçada que insiste em beber e dirigir. O Carnaval não pode acabar em um hospital”, contou o professor Eduardo Filho.

    Gerson Freitas
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