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    Quatro Escolas de Samba são autuadas pelo Crea-AM

    A Sem Compromisso não apresentou os documentos necessários durante a fiscalização do Crea - Janailton Falcão

    Quatro barracões das escolas de samba do grupo especial de Manaus não apresentaram a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), durante a fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), na manhã desta quarta-feira (22). As escolas que foram autuadas são Andanças de Ciganos, Unidos do Alvorada, Sem Compromisso e Vila da Barra.

    O objetivo da operação foi garantir a segurança dos artistas que trabalham nas confecções dos carros alegóricos, assim como dos brincantes que vão participar do Carnaval no próximo sábado (25).

    O fiscal responsável pela operação, Jhonny Bonatto, destacou que a entidade realizou um levantamento das questões que envolvem as criações dos carros alegóricos, verificando se existiam profissionais habilitados para a execução da montagem. Além disso, foi apurado a questão da segurança nos barracões e o uso obrigatório de equipamentos pelos operários.

    Segundo Bonatto, a ART é um documento de eficiência na área e, para a sociedade, uma comprovação de que um profissional habilitado acompanhou a execução das confecções das alegorias. A multa referente ao exercício ilegal da profissão pode chegar até R$ 6.463,79. Na falta da ART, a escola pode ser penalizada com a multa de até R$ 646,39.

    “Verificamos todos esses itens de segurança e se as escolas possuem os profissionais habilitados para essas atividades. No momento em que é cobrada a participação de um engenheiro, esse profissional já faz o estudo, os cálculos estruturais baseados na segurança desses carros. Qualquer responsabilidade que venha a ocorrer posterior a essa atividade, o profissional passa a ser o responsável pelos acidentes. Por isso, a importância da participação do engenheiro na confecção dessas alegorias”, ressaltou Bonatto.

    De acordo com o fiscal do Crea-AM, muitas escolas são autuadas com auto de reincidência. Na maioria dos casos, os problemas são sempre justificados com o custo da contratação dos profissionais por conta do repasse feito pelo poder público para que as escolas possam operar no Carnaval. “Procuramos sempre orientar, passar as informações corretas, para no último caso retornar aos barracões e autuar a agremiação, porque realmente não pode o Carnaval iniciar sem esses engenheiros”.

    Além disso, Jhonny frisou que tem sido muito comum nos barracões a questão de falta dos extintores e a falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI).

    O fiscal destacou que por se tornar uma situação corriqueira, o Crea-AM vem trabalhado intensamente para que esses problemas sejam sanados. Uma nova fiscalização deve ocorrer amanhã (24).

    “Após esse levantamento das pendências, informamos aos responsáveis pelas escolas, as situações que foram encontradas nos barracões. Não havendo as devidas regularizações, retornamos ao local e lavramos o auto. O importante é não iniciar o Carnaval sem que esses carros estejam devidamente acompanhados por um profissional habilitado”, finalizou Bonatto.

    Gerson Freitas
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