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    Seap confirma que executados em ramal são fugitivos da Vidal

    Os homens foram encontrados mortos a tiros, com sinais de execução - Fotos: Joandres Xavier

    Os corpos de três homens foram encontrados com várias marcas de tiro em uma área de mata fechada no ramal das Piçarras, no bairro Tarumã Açu, neste domingo (26). O secretário de administração penitenciária do Amazonas (Seap), tenente-coronel Cleitman Rabelo Coelho, confirmou que os mortos são fugitivos da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, nesta madrugada.

    A 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi avisada por volta das 6h. Os corpos são de Breno Custódio de Jesus, Douglas da Silva Costa, Edgar de Souza Ribeiro e estavam livres com vestimentas comuns, bermuda e camisa, há menos de dez metros da estrada de barro.

    Os corpos estavam em uma área de mata fechada no ramal das Pedreiras

    De acordo com informações do delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, todos foram mortos a tiros, com sinais de execução. A contagem inicial da perícia aponta que foram disparados pelo menos seis tiros, sendo que dois em cada vítima.

    “As equipes da Delegacia de Homicídios estão em campo, tanto na área dos ramais, como nas vizinhanças, para verificar a situação de disparos. O que tudo indica, como popularmente chamamos, aqui foi apenas um lugar de ‘desova’. O homicídio possivelmente foi em outro local. Há características de execução, em função dos tiros localizados no pescoço e cabeça. Além disso, vamos verificar as tatuagens no nosso banco de dados e se há relação com o crime organizado ou tráfico”, relatou.

    Todas as vítimas também tinham tatuagens nos braços, inclusive, com nomes de pessoas. Em um corpo tem o nome ‘Breno’ no braço direito. No segundo corpo é possível identificar o nome Douglas. O último tem o nome ‘Edgar’ e uma tatuagem do Flamengo na perna direita. As tatuagens conferem com os nomes de três detentos que constam na lista de fugitivos divulgada pela Seap.

    A DEHS já iniciou as investigações do caso. Os corpos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML).

    Joandres Xavier
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