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    Cheia: mais de 1,3 mil famílias já foram identificadas em áreas de risco

    Na ação estiveram envolvidos direta e indiretamente cerca de 70 servidores municipais da Semsa - Fotos; Divulgação

    A Operação SOS Enchente iniciou, nesta quinta-feira (20), o trabalho de identificação das famílias dos bairros Betânia, na zona Sul, Santo Antônio, Compensa e Tarumã, na zona Oeste. Técnicos da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Defesa Civil e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) estiveram nos locais trabalhando de forma integrada.

    Desde o início dos trabalhos, na última segunda-feira, 17/4, mais de 1,3 mil famílias que deverão ser afetadas pela cheia do Rio Negro, já foram identificadas. No período da enchente, essas famílias poderão ser inseridas no Auxílio Aluguel e receber benefícios eventuais como cesta básica, colchão, rede e lençol, dependendo da necessidade de cada uma.

    “Estamos atuando nessas áreas para fazer o levantamento das famílias que serão afetadas pela cheia do Rio Negro. Nossa equipe é composta por assistentes sociais e psicólogos que fazem a triagem social identificando quem já é cadastrado e quem precisa fazer atualização de dados”, ressaltou Clícia Franco, chefe de divisão de Alta Complexidade, da Semmasdh.

    Ao todo 15 bairros de todas as zonas da capital serão afetados pela cheia

    Para Sheila Queiroz, que reside há 15 anos no Beco do Aterro, no bairro Betânia, a identificação das famílias chegou em boa hora. “No tempo que alaga, nossas casas ficam dentro d’água, então essa identificação veio para ajudar todos que são afetados pela cheia”, afirmou.

    Na próxima semana, a Operação SOS Enchente estará nos bairros São Jorge, Presidente Vargas, Cachoeirinha, Aparecida e Centro.

    Defesa Civil

    De acordo com a Defesa Civil, a partir da avaliação feita no Beco do Aterro, nesta quinta-feira, 200 metros de ponte serão construídas na próxima semana, para ajudar na locomoção das famílias que residem em meio a área alagada.

    Desde o dia 18 deste mês, o órgão começou a construção de pontes nas áreas que serão afetadas pela cheia deste ano. O primeiro local atendido foi o Beco Bragança, bairro São Jorge, onde as águas já começaram a subir.

    Ao todo 15 bairros de todas as zonas da capital que serão afetados pela cheia receberão construções de passarelas, entre eles Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara, além da zona rural e ribeirinha da capital.

    A Operação SOS Enchente estará nos bairros São Jorge, Presidente Vargas, Cachoeirinha, Aparecida e Centro.

    Saúde

    A Semsa realizou ações de orientação sobre os cuidado com a água para consumo humano, coleta de água em 31 pontos (domicílios e poços da área), desratização visando o controle populacional de roedores utilizando 92 kg de blocos parafinados, verificação do quadro vacinal dos moradores, orientação técnica e entrega de folderes em 31 estabelecimentos comerciais, identificação de condições e sinais de alerta de condições de saúde, orientações sobre os principais agravos e riscos que a enchente acarreta e como se prevenir, atendendo cerca de 1.000 famílias afetadas nessas localidades.

    As UBS Megumo Kado e Theomário Pinto e as Estratégias de Saúde da Família da área estiveram atuando, servindo como referência para essa população em situações envolvendo a atenção primária de saúde.

    Na ação estiveram envolvidos direta e indiretamente cerca de 70 servidores municipais da Semsa. No dia 24 de abril iniciam as ações na localidades afetas dos bairros da Zona Oeste da cidade.

    Técnicos de enfermagem e agentes de saúde orientaram sobre o cartão de vacinação e distribuíram hipoclorito de sódio para as famílias, no intuito de garantir água potável a população.

    Segundo Cláudio Martins, da Semsa, a equipe orienta as famílias quanto às doenças causadas pela cheia e identificam quem precisa de cuidados médicos.

    “Estamos primeiramente fazendo um trabalho preventivo, um deles é a visualização dos cartões de vacinação das famílias que vivem na área, pois, é muito importante que essas pessoas estejam com a vacinação em dia. Em situações mais graves verificamos a pressão e fazemos teste de glicemia, detectando algo, encaminhamos o paciente”, esclareceu o técnico.

    Com informações da assessoria

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