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    Professores da Semed prometem paralisação nesta quinta-feira

    Segundo a Asprom, mais de 12 mil profissionais pedagogos e professores da rede municipal de educação vão parar na manhã de quinta- Janailton Falcão

    O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) convocou uma "paralisação de advertência" para os professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), nesta quinta-feira (8), em prol do reajuste salarial da categoria, que está sem receber a correção há um ano. O movimento terá a concentração na praça da Polícia, localizada no Centro da cidade, e depois segue com uma caminhada até a sede da prefeitura de Manaus, na avenida Brasil, bairro Compensa. Os educadores esperam ser recebidos pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. De acordo com Lambert Melo, coordenador financeiro do Asprom, mais de 12 mil profissionais, entre pedagogos e professores, da rede municipal de educação vão parar na manhã de quinta.

    "São 510 escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) e vamos parar porque não recebemos o reajuste de salário, nem o pagamento dos salários que estão atrasados sobre a carga dobrada, dos profissionais que começaram a trabalhar em fevereiro desse ano".

    Ainda segundo Lambert, o sindicato esteve reunido por duas vezes com a prefeitura e a resposta da Semed sobre as reivindicações teria sido negativa. Segundo ele, o órgão disse que não haverá esse reajuste salarial.

    "Em uma das reuniões, eles informaram que 100% da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) já estão usando para pagar o salário atual".

    O sindicato explica que o reajuste de 12% dos salários representa os 6% da reposição da inflação e mais 6% do aumento de salário real. Além dessas pautas de reivindicação, os professores cobram também o retorno de 10% retirado do vencimento básico e que está sendo pago como Adicional de Prática Docente.

    "Queremos que retorne para o vencimento básico; além de termos o acréscimo de 100% no auxílio-alimentação, passando de R$ 220 para 440. Exigimos o pagamento das promoções de tempo de serviço e titularidade, que já estão há 5 anos sem ser pagas", disse Lambert.

    Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a Prefeitura de Manaus sempre tem buscado a valorização dos educadores e oferecido reajuste salarial acima da inflação. Nos últimos quatro anos, os educadores da rede tiveram reajuste de aproximadamente 40%.

    A Semed informou, ainda, que os professores da rede pública municipal possuem salários 70% superiores ao novo piso nacional da categoria, para 40 horas semanais, que teve reajuste, em janeiro de 2017, de 7,64%, subindo para R$ 2.298,80. O salário-base dos professores de Manaus, em sala de aula, com carga horária de 40 horas semanais, é de R$ 3,8 mil, ou seja, 70% a mais que o piso nacional, com diferença real de mais de R$ 1,5 mil.

    Bruna Chagas

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