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    Homem é preso após violar sepultura e furtar crânio para ritual de magia negra

    O suspeito pretendia comprar bebidas com o dinheiro do serviço macabro - Divulgação

    Após ser contratado por uma suposta mãe de santo, o autônomo Valdivino Lima Menezes, de 36 anos, conhecido como "Beira Mar", foi preso na madrugada deste sábado (17) em flagrante no momento em que limpava um crânio humano no município de Novo Airão (distante 115 km de Manaus). Ele é suspeito de violar sepulturas no cemitério local. Zakia Andreza Amorim, de 42 anos, também foi presa por ordenar a retirada dos restos mortais, onde realizaria um ritual de magia negra.

    De acordo com o subcomandante do 6º Grupamento de Polícia Militar (GPM), Delmacir de Oliveira, os policias receberam uma denúncia informado que um homem estava em um terreno, na Estrada do Chicó, limpando um crânio humano. Ele havia retirado os restos mortais de uma sepultura localizada no cemitério do município.

    “A população de Novo Airão estava assustada porque todos os dias no cemitério aparecia uma sepultura violada. Na madrugada de hoje, recebemos uma ligação anônima informado que um homem havia jogado um crânio em um terreno abandonado e a nossa equipe foi até o local onde encontrou o senhor Beira Mar”, relatou o Delmacir.

    Ainda segundo o subcomandante do Grupamento, durante o depoimento, Valdivino disse que o crânio havia sido encomendado por Zakia, que seria proprietária de uma casa de umbanda na cidade. Ele receberia a quantia de R$ 100 pelo serviço. Mas, como o crânio ainda estava em fase de decomposição, o serviço não foi aceito por Zakia, que pretendia realizar um ritual com os restos mortais. O autônomo então resolveu jogar o crânio em via pública.

    Os dois foram encaminhados ao 77° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

    Vilipêndio é Crime

    vilipêndio de cadáveres é considerado um crime contra o respeito aos seres humanos mortos, previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro, lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940.

    De acordo com esta lei, o ato de vilipendiar cadáveres ou suas cinzas, pode ser punido entre um a três anos de reclusão e pagamento de multa.

    Segundo a advogada Natividade Maia, o vilipêndio de Cadáver é um crime de desrespeito aos mortos, que está previsto no o artigo 212 do Código Penal Brasileiro . A pena para esse delito é de prisão, que pode chegar  a três anos de reclusão.  Maia, que é também mestranda e professora de sociologia do crime, diz que a sociedade está vivendo uma era de anestesia ética, onde jovens e adultos não encontram os limites da exposição nas mídias sociais.

    “A exposição de cadáveres nas redes sociais é ilícito civil. Tanto quem publica, quanto quem compartilha, pode ser responsabilizado mediante o pagamento de indenização por danos morais aos familiares dos mortos” garantiu a professora.

    Elias Pedroza

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