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    Banda larga é levada aos ribeirinhos do Amazonas

    Coari e Tefé foram contempladas por sistema de fibra óptica do Exército brasileiro - Divulgação -

    Desta vez, os municípios de Tefé e Coari foram os contemplados e estão interligados com o sistema de fibra óptica, por meio do programa Amazônia Conectada, do Exército brasileiro, em parceria com o Ministério da Defesa, que prevê a implantação de mais de 8 mil quilômetros de cabos nos leitos dos rios Negro, Solimões, Madeira, Juruá e Purus. Ao todo, 52 municípios serão atendidos pelo projeto, orçado em R$ 1 bilhão e que beneficiará 3,8 milhões de pessoas.

    O ministério destacou que o objetivo do programa, considerado um dos maiores projetos de fibra óptica subaquática do mundo, é levar serviços de internet de alta velocidade, telemedicina, telessaúde, ensino à distância, entre outros, para populações ribeirinha e indígena, escolas e organizações militares.

    Nesta 3º fase do programa, que teve investimentos de R$ 15 milhões, foram instalados pouco mais de 200 quilômetros do cabo subfluvial, no rio Solimões. Atualmente, o sistema formado por equipamentos ópticos está passando por testes de validações e a previsão é que, até o final deste mês, ao menos 144 mil pessoas das duas cidades já estejam usando o serviço.

    Até hoje, Tefé e Coari são atendidas por internet via satélite, que possui alto custo de manutenção. Porém a implantação da nova tecnologia permitirá conexões por meio de um preço bem mais acessível à população.

    Até o presente momento, foram executadas três fases desse projeto. A fase mais recente contemplou o lançamento de cabos subfluviais nos trechos entre Manaus e Coari, passando por Manacapuru, e no trecho entre Manaus e Novo Airão. Ao final dessa fase, será possível ter enlace de fibra óptica entre Manaus e Tefé e entre Manaus e Novo Airão. A próxima fase do Amazônia Conectada vai estender a infovia de Tefé a Tabatinga.

    Conectados ao mundo

    A população de Tefé e Coari comemorou a chegada dos cabos de fibra óptica que vão proporcionar internet de alta velocidade na região. “Trabalho na área da saúde e preciso enviar para Manaus, e por e-mail, o relatório dos programas que realizamos nos postos. Esse processo, feito pela rede 4G, é demorado e atrasa o andamento do trabalho. Com a implantação da internet de alta velocidade, todo esse sistema terá celeridade e ajudará a desenvolver programas”, disse Neiton da Silva Corrêa.

    O operador de máquina, Antônio Castro, que trabalha em Coari e passa 15 dias longe da família, sem ao menos ter a chance de ver por vídeo conferencia o rosto dos seus entes, comemora a vinda do projeto.

    “No meu caso específico, que uso para acessar redes socais e aplicativos, a banda larga me proporcionará a visão da minha família todos os dias por meio da tela do computador ou do celular. Hoje, eu não consigo fazer vídeo conferência de boa qualidade, devido ao 4G que é bem deficiente em Coari”, disse.

    Gerson Freitas
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