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    Nomeado pelo Papa Francisco, Padre Bira é o novo bispo auxiliar de Belém no PA

    Padre Antônio de Assis Ribeiro, padre Bira como é conhecido, é natural da zona rural do município de Capitão Poço, no nordeste do Estado do Pará - Divulgação

    O Papa Francisco anunciou, na manhã desta quarta-feira (28), a nomeação do padre Antônio de Assis Ribeiro (sdb), como Bispo Auxiliar de Belém (PA). A notícia chegou à Inspetoria São Domingos Sávio, onde o padre Antônio de Assis Ribeiro desempenha os serviços como vice-inspetor e delegado para a Pastoral Juvenil Salesiana e Vocaciona, logo após o anúncio oficial.

    O inspetor padre Francisco Alves de Lima falou sobre a nomeação: “Isso reforça o profundo sentido eclesial vivido pelos filhos de Dom Bosco. O Santo dos Jovens queria que os seus salesianos colocassem todos os seus dons à serviço da Igreja, sobretudo vivendo com a alegria e sem temer os desafios. O serviço dedicado aos jovens, especialmente os mais pobres. Filho da Amazônia, o padre Antonio de Assis partilhará os seus dons com a Igreja Particular de Belém", disse.

    Padre Antônio de Assis Ribeiro, padre Bira como é conhecido, é natural da zona rural do município de Capitão Poço, no nordeste do Estado do Pará. Ele nasceu no dia 26 de julho de 1966 e estudou até a quinta série no Colégio Padre Ângelo Moretti, na cidade de Ourém (cidade vizinha). Foi ordenado diácono em 25 de junho de 1994 e sacerdote em 17 de Junho de 1995 por Dom Miguel Maria Giambelli, bispo da Diocese de Bragança.

    É filho de agricultores, de família numerosa, sendo o quinto filho de onze (8 homens e 3 mulheres). Seu pai chamava-se Hipólito dos Santos Ribeiro (já falecido) e sua mãe Domingas de Assis Ribeiro, de 76 anos.

    É filho de agricultores, de família numerosa, sendo o quinto filho de onze.

    Um pouco da história vocacional

    Aos 13 anos teve seu primeiro contato com os salesianos por ocasião da ordenação da sacerdotal de um salesiano natural de Ourém, o padre Antônio Moraes, no dia 08 de dezembro de 1979. Os salesianos, naturalmente, se fizeram presentes naquela celebração.

    “Fui apresentado por uma das minhas irmãs ao padre chamado José Manoel de Jesus, que logo, brincando, me perguntou quando eu iria entrar no Centro Vocacional Salesiano. Após alguns meses, em março, meu pai me levou para fazer um estágio lá no Centro Vocacional Salesiano, em Ananindeua, e ao final dele, já aprovado, ingressei no aspirantado com o objetivo de continuar os estudos cursando a sexta série”, nos conta padre Antônio.

    Formação Salesiana

    De 1980 a 1984, ele esteve no Centro Vocacional Salesiano (hoje atual colégio do Carmo Ananindeua), lá cursou da sexta série, até o segundo ano do ensino médio.

    “A formação era exigente composta por uma grande lista de atividades: aulas de educação moral, formação humana, trabalho manual, esporte, catequese, missa todos os dias, estudo formal, teatro, música... Nos finais de semanas, sobretudo aos domingos, para os maiores, havia também a possibilidade da experiência pastoral. Ao longo daqueles anos fiz duas experiências diferentes: trabalhei na comunidade do Abacatal, uma comunidade rural, e no Centro de Recepção de Triagem de Menores – hoje não existe mais. Foi uma experiência marcante convivendo com adolescentes infratores”.

    Nomeação

    No dia 12 de junho deste ano, padre Antonio recebeu a notícia de que o Papa Francisco, anunciaria no final do mês, sua nomeação para ser Bispo Auxiliar de Belém:

    “Eu estava em Quito (Equador) dando continuidade a um curso de Especialização em Salesianidade, quando pela manhã do dia dos namorados (12 de junho), na hora do café, me chamaram para atender a uma ligação de Brasília e que seria da Nunciatura Apostólica (a Embaixada do Vaticano no Brasil). Pensando que fosse brincadeira não fui atende-la! Quinze minutos depois veio outra ligação! Atendi! A notícia foi impactante, perdi o chão; senti um forte misto de emoções como surpresa, medo, desconfiança; mas depois, com o discernimento e oração, veio a aceitação, a gratidão, a confiança em Deus... pois acredito que a partir do momento que Deus me chamou para o sacerdócio, apesar das minhas limitações, Ele me daria também os meios necessários para corresponder à missão a mim confiada... Assim tem acontecido e não será diferente para no futuro. Deus me chamou ao episcopado não porque mereço, mas, porque me ama e quer eu seja seu servidor dessa forma, como líder, pastora do seu povo. Portanto é um dom e uma responsabilidade!”

    Com informações da assessoria