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    Dia A Dia


    Julgamento de João Branco é adiado, pela quarta vez, por ausência de réu

    O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus adiou para 25 de agosto o julgamento dos réus acusados de planejar e matar o delegado Oscar Cardoso Filho, em março de 2014. A decisão foi anunciada logo após a abertura da sessão do júri, nesta sexta-feira (30), pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, no Plenário Luiz Augusto Santa Cruz Machado, localizado no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro de São Francisco, depois da manifestação do Ministério Público e dos advogados dos réus.

    Depois da entrada no plenário dos três réus que estão presos em Manaus, às 10h40, o magistrado fez a chamada nominal dos jurados, e foi constatado que não foi possível apresentar o réu Marcos Roberto Miranda da Silva, preso em penitenciária federal na cidade de Mossoró (RN). O motivo informado ao Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri foi a não emissão de passagens aéreas para a condução do réu até Manaus. O júri estava marcado para começar às 9h desta sexta-feira (30).

    Esta é o quarto adiamento – o primeiro aconteceu em dezembro do ano passado; o segundo, em abril deste ano, estes dois últimos foram por deferimento de pedido da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), conforme o Juízo; e o terceiro, no mês de maio, devido à determinação para que João pinto Carioca, o João Branco, participasse da sessão do júri por meio de videoconferência.

    Réus presentes

    Compareceram à sessão os réus Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e Mário Jorge Nobre de Albuquerque (presos em unidades prisionais de Manaus).

    O réu João Pinto Carioca, que está preso em Catanduvas (PR), participaria do julgamento por videoconferência, conforme decisão da Justiça, em 28 de abril deste ano, atendendo pedido da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

    Oito das dez testemunhas arroladas estavam presentes, uma delas confidencial. Também estavam no auditório familiares das partes do processo.

    Denúncia

    De acordo com o inquérito policial, o homicídio ocorreu em uma banca de peixe, em 9 de março de 2014, por volta das 16h, na Rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, onde o delegado estava com o neto nos braços e foi alvejado com 18 projéteis.

    Segundo a apuração, contida nos autos, quando a vítima estava na banca, um veículo parou perto e os ocupantes conhecidos como “João Branco”, “Marcos Pará”, Messias, “Maresia” e “Marquinho Eletricista” desceram do veículo portando armas e efetuaram disparos contra a vítima, segundo o MP. Foram recolhidas 22 cápsulas de calibre 40mm e 11 cápsulas de 9mm. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por vingança.

    Um segundo veículo daria cobertura ao crime e seria dirigido por Diego Bruno de Souza Moldes, na companhia de outra pessoa, não identificada na denúncia.

    Segundo o MP, além de cometer o homicídio, os réus levaram o primeiro veículo para área do Distrito Industrial, onde incendiaram-no com o intuito de ocultar provas. As investigações levaram a uma rede criminosa de compra e venda de veículos até chegar ao denunciado Mário Albuquerque, que teria fornecido o carro para o crime.

    Outros dois executores – Marcos Sampaio de Oliveira (“Marquinho Eletricista”) e Adriano Freire Corrêa (“Maresia”) – não foram incluídos na denúncia porque foram assassinados em abril e maio de 2014, respectivamente, conforme o documento contido nos autos.

    Em Tempo, com informações da assessoria