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    Homens encapuzados, vestidos de policiais, sequestram, torturam e matam padeiro na Zona Leste

    Segundo a polícia, o crime pode ter sido motivado por acerto de contas ou vingança | Arquivo Pessoal

    O padeiro Roberto Rivelino Lima Corrêa, de 32 anos, foi assassinado após ser agredido e enforcado por um grupo de homens encapuzados.

    Segundo a família da vítima, os suspeitos estavam usando roupas de policiais civis e retiraram a vítima de um quarto de quitinete, na comunidade Nova Floresta.

    O corpo de Roberto foi encontrado por volta de 2h30, na rua Pantanal, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. O cadáver estava sujo de barro, com as mãos amarradas e uma camiseta enrolada ao pescoço.

    "Os homens passaram pela rua e falaram que eram da Polícia Civil. Meu filho estava dormindo quando foi retirado do quitinete. Depois disso, dois irmãos dele saíram de moto, mas não encontraram ele em nenhuma delegacia da área. Pedimos ajuda de policiais militares que encontram o corpo e ligaram para minha filha", contou a mãe da vítima, a professora Rosenilda das Neves.

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    Ainda de acordo com Rosenilda, há cerca de um mês, esse mesmo grupo foi até a casa dela procurar por Roberto. Os suspeitos deixaram uma ameça dizendo que ele seria morto.

    "Eles procuram meu filho, mas eu expliquei que ele não morava mais comigo. Então eles perguntaram se eu sabia que ele iria morrer. Perguntei qual seria o motivo, mas eles foram embora", contou Rosenilda.

    De acordo com a Polícia Civil, o crime pode ter sido motivado por acerto de contas ou vingança. Roberto Rivelino é apontado como suspeito de um homicídio ocorrido no mês de maio deste ano. O caso não foi divulgado para não interferir nas investigações.

    Quanto as vestimentas dos suspeitos, investigadores lamentaram a situação e explicaram que, atualmente, qualquer pessoa tem acesso a camisetas com o brasão da Policia Civil, tanto por fabricação própria quanto em lojas de equipamentos de segurança, que vendem as roupas sem solicitar nenhuma identificação.

    Daniel Landazuri
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