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    Mais uma vítima do 'justiceiro' ou execução? Mototaxista é morto a tiros no Adrianópolis

    O Samu ainda foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local - Divulgação

    O mototaxista Adriano da Silva Soares, foi morto com um tiro de escopeta na cabeça, após ser acusado de cometer assaltos no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul, onde ocorreu o homicídio neste sábado (8).
    Adriano respondia em liberdade pelo crime de furto.

    Durante o velório, ocorrido em uma igreja evangélica, localizado no bairro Mauazinho, o pai da vítima, o caminhoneiro José Soares, 59, disse que após saber da morte do filho, escutou diversas versões sobre o que supostamente teria acontecido na hora do crime. No entanto, disse que todas as histórias contadas por populares estão desencontradas.

    Soares relatou ainda que outros familiares visualizaram em páginas de redes sociais que o crime teria sido cometido pelo "justiceiro", um homem que estaria fazendo justiça com as próprias mãos, matando pessoas que estariam cometendo assaltos.

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    Porém, amigos e parentes de Adriano, bastante chocados com o ocorrido, afirmaram que ele não estava mais envolvido com a criminalidade e que atualmente trabalhava como mototaxista.

    "Não temos nenhuma versão concreta sobre o fato. Chegou até nós essa história de justiceiro e uma outra de latrocínio. Depois do enterro, vamos atrás da polícia para saber o que de fato aconteceu. Nem eu que sou pai posso falar o que aconteceu, porque não sabemos o que os nossos filhos fazem pela rua", disse.

    O pai falou, ainda, que só ficou sabendo da morte do filho quase às 0h do domingo. No reconhecimento do corpo, ele soube que o tiro foi praticamente a queima roupa, disparado a três metros de distância de Adriano.

    Um primo que também estava no velório e que preferiu não se identificar, disse que conversava diariamente com Adriano, e ele afirmava que tinha saído do crime e que estava levando uma vida digna.

    Gerson Freitas
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