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    Mais de 200 Índios venezuelanos são transferidos para abrigos em Manaus

     As famílias estão sendo regularizadas quanto à questão documental junto à Polícia Federal - Foto: Márcio Melo

    Ao menos 200 indígenas venezuelanos da etnia Warao, que residiam nos antigos imóveis localizados nas ruas Quintino Bocaiúva e Doutor Almino Alfonso, no centro da capital, foram transferidos, no último sábado (14), para quatro abrigos da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) e da Cáritas Arquidiocesana, nas zonas Norte, Centro-Oeste e Sul.

    Os imigrantes foram distribuídos nos bairros Educandos, Redenção, Vale do Sinai e Cidade Nova 2. O Brasil, por ser um país signatário das Organizações das Nações Unidas (ONU), tem como uma das principais responsabilidades abrigar estrangeiros necessitados.

    De acordo com o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel, uma das maiores preocupações era retirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade e realocá-las um ambiente que oferte assistência social.

    “Nós tínhamos uma grande preocupação com os indígenas que moravam na área central por conta da prostituição e tráfico de drogas. Agora, eles vão para áreas nas proximidades, como escolas, UBS, Cras e Creas. Estamos realizando também uma ação de regularização do protocolo de permanência das famílias warao que estão no Serviço de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias no bairro do Coroado”, disse o secretário.

    Ainda de acordo com Emanuel, as famílias estão sendo regularizadas quanto à questão documental junto à Polícia Federal (PF) para que, assim, possam participar dos programas assistenciais e adquirir emprego e renda.

    Atualmente, 497 indígenas warao residem na capital, conforme o último levantamento realizado pela Prefeitura de Manaus. Desse montante, 297 estão residindo no Serviço de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias, no bairro Coroado, Zona Leste. Os outros 230 estavam morando no centro da cidade. Entre os dias 24 de junho e 12 de julho, foi registrado o retorno de 128 indígenas para a Venezuela e a chegada de 61 pessoas na capital.

    De acordo com o vice-presidente da Cáritas Arquidiocesana, padre Orlando Gonçalves, o auxílio aos indígenas está sendo realizado da mesma forma que quando os haitianos chegaram à cidade.

    “Além dessas ações, os indígenas estão tendo um suporte de alimentação com peixe, frango e outros alimentos pelo período de seis meses”, afirmou o padre.

    Bárbara Costa
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