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    O poder do “Joinha” no trânsito de Manaus: gentileza gera gentileza

                   A maioria dos acidentes ocorrem por falta de respeito a legislação de trânsito. - Divulgação

    Com o trânsito caótico de Manaus, evidenciado pelos contantes congestionamentos, o que mais cresce é o número de motoristas impacientes. Não é de se estranhar ou criticar a impaciência das pessoas, já que condutores que enfrentam as ruas abarrotadas de carros todos os dias, sabe que não é brincadeira.

    Em Manaus, o Instituto de Municipal de Engenharia de Trânsito de Manaus (Manaustrans), registra inúmeros acidentes diariamente, devido à imprudência. De acordo com o agente educador do Instituto, Warrisson Freitas, os acidentes, na maioria das vezes, ocorrem por falta de respeito à legislação de trânsito.

    “Um exemplo é que todo deslocamento lateral de veículo, precisa ser  ser sinalizado. O que observamos no trânsito é que muitas vezes os motoristas trocam de faixa sem sinalizar. Diferente do cidadão que dá sinal e ainda abaixa o vidro e agradece com um “joinha”, isso contribui muito para um trânsito mais seguro”, disse o agente.

    A advogada e empresária Ângela Lima diz, no entanto, que as pessoas no trânsito costumam agir na direção dos carros como um espelho do que vivenciam. Se tratadas com falta de educação, revidam da mesma forma, mas que há uma certa empatia entre os motoristas quando percebem gestos de delicadeza. "Os motoristas de outros carros sempre param para mim ou me dão passagem, quando abro o vidro ou faço algum sinal com as mãos pedindo passagem. Sempre faço o gesto de joinha e eles sempre retribuem com um sorriso ou com outro sinal. Acredito que estamos precisando é realmente de exercitar a gentileza também no trânsito", disse.

    Ainda de acordo com o educador em Manaus, existe um problema grave com motociclistas. Na cidade, ainda não existe a cultura de dar passagem aos condutores de moto, diferente das grandes capitais no Brasil.

    De acordo com o professor David Reis, os motoristas estão cada vez mais apressados, com as exigências do cotidiano e isso é a grande causa da imprudência.

    “O que eu percebo, como pedestre, é que como a maioria das pessoas vive na correria do dia-a-dia.  Esse estresse acaba sendo refletindo no trânsito, gerando intolerância. Muitos até se lembram das leis do trânsito que aprenderam na autoescola, porém não a colocam em prática com os pedestres”, explicou o professor.

    O Educador de trânsito do Manaustrans relembra, que o pedestre também pode ser penalizado, desde 1997, quando houve mudanças no Código de Trânsito.

    “Infração diz que a sanção para o pedestre é pagar 50% do valor de uma multa leve, ou seja, o pedestre pagaria algo em torno de R$ 44 ou responderia a uma medida administrativa. Porém, até hoje, nunca ouvi nenhuma notícia que em algum estado, tenha aplicado essa multa. Vale ressaltar que os veículos maiores são sempre responsáveis pelos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela segurança no trânsito” finalizou o agente.

    Elias Pedroza
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