Fonte: OpenWeather

    Indústria


    Indústria amazonense registra crescimento, aponta IBGE

    No acumulado do ano de 2018, a indústria amazonense alcançou em junho 15,6%, representando o melhor acumulado entre todos os estados,

    Momento no polo de duas rodas é favorável, pois o aumento da gasolina e a greve dos caminhoneiros estimularam o crescimento do setor
    Momento no polo de duas rodas é favorável, pois o aumento da gasolina e a greve dos caminhoneiros estimularam o crescimento do setor | Foto: IONE MORENO

    Manaus - Mesmo com o menor desempenho do ano, no mês de junho a indústria amazonense registrou crescimento pelo décimo segundo mês seguido em comparação a maio.

    De acordo com dados divulgados por pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre dez atividades da indústria local a fabricação de bebidas foi a atividade de teve melhor desempenho com 37,5%.

    Crescimento foi puxado pelo setor de bebidas
    Crescimento foi puxado pelo setor de bebidas | Foto: Márcio Melo

    Puxado pela produção de bebidas o indicador positivo do mês de junho em comparação com o mesmo período do ano passado, apenas três atividades registraram crescimento em 2018.

    Em segundo lugar a indústria extrativa registrou progresso de 4,1%. O indicador foi reforçado pela maior produção de gás natural, xarope, cerveja, chopp, nafta, óleos combustíveis e gás.

    Já o setor de fabricação de máquinas e equipamentos registrou queda de -37,0%, seguido pela fabricação de produtos de borracha e material plástico com -33,0%.

    O desempenho negativo foi puxado por pré-formas de garrafas plásticas, peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, garrafas, garrafões, frascos e artigos semelhantes de plástico, aparelhos de ar condicionado de paredes e janelas ou transportáveis inclusive (Split system), terminais comerciais de autoatendimento e máquinas de distribuir ou trocar dinheiro, juntas metaloplásticas e juntas de vedação mecânicas.

    No acumulado do ano de 2018, a indústria amazonense alcançou em junho 15,6%, representando o melhor acumulado entre todos os estados, já a indústria capixaba teve o pior desempenho com -5,5%.

    Na comparação com o mês de maio, a produção industrial do Amazonas, sofreu queda de -1,1% no sexto mês do ano. O estado do Paraná foi o que registou maior desempenho no mês com 28,4%, em compensação o Espirito Santo teve o pior registro com -2,0%.

    Já na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial local teve crescimento de 4,2%. Ficando com o quinto melhor desempenho nessa comparação, atrás apenas do Pará (13,3%), Pernambuco (10,0%), Paraná (9,7%) e Bahia (9,0%).

    No último ano, a produção industrial local já acumula crescimento de 10,8%, o que significa o melhor desempenho entre os 14 estados pesquisados pelo IBGE.  O pior desempenho dos últimos doze meses também está com a indústria do Espirito Santo com -3,3%.

    Polo Industrial de Manaus (PIM)

    Já o polo de Duas Rodas do PIM registrou crescimento de 34% entre os meses de junho e julho, em comparação com o mesmo período do ano passado de acordo com a Associação Brasileira de dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), participação em consórcios e aumento de crédito foram os maiores responsáveis pelo aquecimento nas vendas.

    No primeiro quadrimestre do ano, o segmento de Duas Rodas foi destaque com uma produção de 352.729 unidade de motocicletas, motonetas e ciclomotos, um aumento de 19,17% na comparação de 2017.

    Já as TVs de LCD, registraram mais de cinco milhões de unidades fabricadas no quadrimestre, o que representa um crescimento expressivo de 52,34% comparando com mesmo intervalo de 2017. As linhas de telefones celulares, com 5,2 milhões de unidades produzidas, e de microcomputadores portáteis, com 255.297 unidades, tiveram crescimentos de 9,04% e 69,75%, respectivamente.

    Para o vice-presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o registro do crescimento da indústria mesmo com a queda, 2018 está sendo o melhor ano para o PIM desde 2016.

    “O momento é de recuperação, estamos crescendo lentamente, estamos otimistas de que os próximos meses sejam ainda melhores, apesar da confiança afetada o segundo semestre sempre é melhor que o primeiro uma vez que com a chegada das festas de fim de ano a demanda aumenta e consequentemente a produção também”, concluiu.