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    Economia


    Manaus tem gasolina mais cara do país, mostra pesquisa

    Valor da gasolina consumida na capital amazonense gira em torno de R$ 2,98, em média – foto: arquivo EM TEMPO
     
    Para desconforto dos motoristas da cidade, Manaus anota o preço mais alto da gasolina, dentre as capitais localizadas em regiões que possuem refinarias. No último levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no período de 11 a 16 de novembro, as bombas dos postos manauenses registravam o valor médio de R$ 2,98.  Além dos encargos federais, a baixa capacidade de refino da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) é apontada como responsável pelo peso no “bolso” dos consumidores.
    Enquanto representantes do setor varejista de derivados de Petróleo em outras cidades justificam que a “distância das refinarias” influencia no alto preço do combustível, o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Amazonas (Sindicam), Geraldo Dantas, explica que a Reman conta com uma linha deficitária, na qual o combustível, para atender a demanda da região, acaba vindo de outros lugares, como Rio de Janeiro ou São Paulo.
    De acordo com o Anuário Estatístico 2013 da ANP, desde 2003 a capacidade de refino da Reman é de 45,92 mil barris por dia de petróleo, o que não quer dizer que estes tonéis são convertidos em gasolina. “A nossa gasolina não é feita em Manaus. A refinaria local é mais utilizada para produção de parte do óleo-diesel, asfalto e subprodutos. Ela está obsoleta, com muitos investimentos que ainda não foram feitos. Quem olha de fora até pensa que o processamento do óleo de Urucu é feito todo aqui, quando na verdade é retirado para o sul do país e depois volta em gasolina”, destaca.
    A baixa capacidade da refinaria faz com que Manaus tenha uma gasolina bem mais cara que  Belém (PA). Sem nenhuma refinaria, a cidade paraense comercializa o produto a um preço médio de R$ 2,838. O preço mais em conta no período ficou a cargo de São Luís (MA), que, também sem uma empresa de refino, orça o combustível a um valor médio de R$ 2,623.
    Rota do preçoProprietário do posto 700, de bandeira Shell, localizado na Djalma Batista, o ex-secretário de Estado da Fazenda do Amazonas, Isper Abrahim, destaca que o reajuste concedido pelos proprietários de postos fica entre 7% a 12% sobre o preço de venda, a contar as variáveis de negociação com a distribuidora, que dependem da quantidade de combustível comprado e da forma de pagamento. Segundo ele, deste percentual retiram-se os gastos com luz, quadro de recursos humanos e todos os encargos trabalhistas de uma empresa.
     
    Nos dias 28 ou 29 de novembro, os combustíveis podem receber uma nova metodologia de reajuste, na reunião do conselho de administração da Petrobras, presidida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A pauta seria discutida na última sexta-feira (22), mas foi adiada, sob a justificativa do próprio representante ministerial de que as matérias em pauta deveriam ser aperfeiçoadas.