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    Economia


    AM ainda tem uma das maiores taxas de desocupação do país

    Apesar do número expressivo de desempregados, a taxa de desocupação cai para 17,2% em Manaus, aponta IBGE

    Manaus possui o terceiro maior índice de desocupação, com 17,2%, abaixo de Recife e Macapá, ambas com 17,4% | Foto: Divulgação/Márcio James

    Manaus - Dos 12,5 milhões de desempregados do Brasil, 252 mil estão no Amazonas. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem (19). A taxa de desocupação é a 10ª maior do país, com 13,3%. Apesar do número significativo, os indicativos apresentaram uma queda de 0,6% se comparado ao segundo trimestre deste ano, quando 262 mil pessoas estavam desocupadas (13,9%).

    Ainda conforme o levantamento do IBGE, entre as capitais brasileiras, Manaus possui o terceiro maior índice de desocupação, com 17,2%, abaixo de Recife e Macapá, ambas com 17,4%. As maiores taxas do país foram registradas na Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). As menores foram em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

    Em contrapartida, o número de pessoas ocupadas no Amazonas é de 900 mil. Destes, 570 mil estavam empregadas no setor privado, 254 mil no setor público e 76 mil no setor doméstico.  Para o supervisor de informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques, os resultados mostram uma estabilidade e não uma queda expressiva.

    “A taxa de desemprego está muito alta se comparado a outros do Amazonas. Outro aumento considerável foi da margem de rendimento que cresceu. Esta margem é a soma de todos os salários dos trabalhadores, ou seja, quando a margem de rendimento aumenta certamente haverá mais poder aquisitivo de trabalhadores, quando cai o contrário acontece. E nesse semestre a taxa de rendimento cresceu bastante”, diz.

    De um modo geral, o número de pessoas ocupadas no terceiro trimestre deste ano nessas ocupações se manteve estatisticamente constante em relação ao segundo trimestre de 2019. As exceções foram o empregado, com a criação de 31 mil postos de trabalho, sendo que desses 20 mil foram empregados no setor privado com carteira assinada, significando aumento de 5,7%.

    Atualmente, no Amazonas, 517 mil pessoas trabalham por conta própria sem CNPJ. Este número reduziu 1,3%, comparado ao trimestre anterior. Porém, em relação ao terceiro trimestre de 2018, houve um aumento de 7%.

    Para Jaques, pode haver a diminuição da taxa de desocupação com as festas de fim de ano, devido as contratações de temporários que atendem às demandas do comércio.

    Grupos de atividades

    Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, a administração pública e serviços sociais foi o grupo, no Amazonas, que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (311 mil pessoas), representando aumento de 1,6% (5 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre de 2019.

     O comércio foi o segundo grupo que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (296 mil pessoas), com aumento de 7 mil postos de trabalho em comparação ao segundo trimestre de 2019. Em terceiro, foi a agropecuária que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (275 mil pessoas), com redução de 15 mil postos de trabalho em comparação ao segundo trimestre de 2019. E em quarto foi a indústria, com 206 mil pessoas, com aumento de 28 mil pessoas ocupadas (15,4%) em relação ao segundo trimestre de 2019.

     Remuneração

    O rendimento médio das pessoas ocupadas, no Amazonas, neste terceiro trimestre, foi de R$ 1,7 mil. O empregador com CNPJ foi o grupo que apresentou maior rendimento, com R$ 5,1 mil. Posteriormente, vêm os empregados do setor público com rendimento de R$ 3,9 mil.

    Os grupos de atividades que continuam a receber as menores remunerações são os trabalhadores domésticos sem carteira assinada (R$ 613) e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ (R$ 835).