SUFRAMA


CAS aprova R$ 1,4 bilhão em projetos para a Zona Franca de Manaus

Investimentos preveem a geração de 2,2 mil empregos na indústria, em três, e 122 na agropecuária, e cinco anos

Os maiores investimentos são dos setores de componentes e de televisores no PIM
Os maiores investimentos são dos setores de componentes e de televisores no PIM | Foto: Arquivo Em Tempo

Manaus - O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou, nesta quinta-feira (27), 23 projetos industriais e de serviços, que somam investimentos totais de R$ 1,4 bilhão e estimam a geração de 2,2 mil empregos diretos, a partir do terceiro ano de funcionamento das linhas de produção. Pauta da 293ª reunião ordinária, realizada via videoconferência, foram nove projetos de implantação e outros 14 de diversificação, atualização e ampliação.

Na mesma pauta, de forma adicional, também foram aprovados cinco projetos agropecuários, com investimentos previstos de R$ 17,2 milhões, que preveem a geração de 122 empregos, entre mão de obra fixa e variável, em até cinco anos.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (ME), Carlos da Costa, na condição de presidente do Conselho, disse que a diversificação da pauta contou com aprovação de um produto inovador, oriundo de recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – a chamada tomada inteligente – e também com projetos importantes para o setor agropecuário.

CAS aprovou R$ 17,2 milhões em projetos para o Distrito Agropecuário da Suframa
CAS aprovou R$ 17,2 milhões em projetos para o Distrito Agropecuário da Suframa | Foto: Divulgação

O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, afirmou que os projetos da pauta representam o adensamento da cadeia de componentes do Polo Industrial de Manaus (PIM), bem como a retomada de investimentos no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), e fez uma ressalva em relação aos empregos, cuja tendência é reduzir com a automação industrial. “Entendemos que os empregos da manufatura tendem a cair, mas deve ser considerado que o produto industrial incorpora, cada vez mais, PIB de serviço, logo, empregos em outros setores”, afirmou.

Investimentos

No segmento eletroeletrônico foram aprovados o projeto de implantação da Cal-Comp Indústria de Semicondutores para produção de circuito integrado eletrônico tipo memória, pelo adensamento da cadeia de componentes, com investimentos previstos de R$ 428 milhões, sendo R$ 197 milhões em capital fixo, e geração de 138 empregos; e o projeto de ampliação e atualização da Semp TCL, visando à produção de Tvs em cores, com tela de cristal líquido, com investimentos adicionais de R$ 400 milhões e 682 novos postos de trabalho.

Projetos aprovados pelo CAS são de diversificação e ampliação da produção
Projetos aprovados pelo CAS são de diversificação e ampliação da produção | Foto: Arquivo Em Tempo

Inovando na produção, a Flex Importação Exportação, aprovou projeto de diversificação para fabricação de dispositivo de monitoramento de consumo de energia elétrica com transmissão de dados (tomada inteligente), com investimentos previstos de R$ 16 milhões (R$ 9 milhões de capital fixo) e geração de 28 empregos. Trata-se de um produto desenvolvido no Amazonas, resultado de investimentos da empresa em P&D.

No agropecuário, destaque para o projeto de implantação da WR Diniz & Cia, para culturas diversas e unidade de processamento de polpas de frutas, ocupando uma área de mil hectares no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), investimentos previstos de R$ 5,6 milhões em cinco anos e ocupação de 73 trabalhadores, entre mão de obra fixa e variável.

Projetos para a região

O secretário Carlos da Costa anunciou que um dos projetos que está sendo trabalhado no ME e também no âmbito do Conselho da Amazônia é o “Nova Amazônia Verde”, que deverá priorizar atividades de baixo impacto ambiental, a economia circular e o potencial turístico da região, fomentando emprego e renda. “Estamos buscando medidas concretas para melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos para a região da Amazônia Ocidental e Amapá e queremos, muito em breve e em conjunto com a Suframa, fazer uma reunião ampla para discutir esses temas já propositivos com todos os governos locais”, afirmou. 

Na busca da interiorização do desenvolvimento econômico, o secretário também pontuou a busca de viabilização da bioeconomia. “Vamos revisar as barreiras regulatórias que dificultam investimentos, propor alterações muito em breve, além do mapeamento de matérias-primas para permitir priorizar cadeias produtivas regionais. E, para que consigamos materialidade e impulso, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) será importante como centro de bionegócios. Vamos seguir agora com a celeridade na viabilização da personalidade jurídica do CBA em conjunto com Suframa, ME, Conselho da Amazônia e vários parlamentares da região”, explicou.

Polsin, por sua vez, destacou as atuais prioridades da Suframa, nas quais estão a regularização das terras do DAS e avanço do agronegócio de forma sustentável; a implantação de indústrias de beneficiamento que agreguem valor aos produtos regionais; a personalidade jurídica do CBA e de investimentos na bioeconomia; o aperfeiçoamento dos investimentos de P&D; a preparação do PIM - com apoio dos governos locais, das indústrias e de outras instituições - para ser um ponto de atração turística; a colaboração com o setor do comércio para suplantar os prejuízos da pandemia da Covid-19; e o avanço em atividades de cunho social, com um projeto de apoio das empresas a instituições filantrópicas. 

A promoção comercial também está no foco de ações da Superintendência. “Pretendemos divulgar o modelo ZFM para os diversos atores de interesse, mostrando a sua importância estratégica para o Brasil, assim como as inúmeras janelas de oportunidades. Para isso, vamos investir na prospecção de novos negócios e na busca pela implantação de novos projetos nas diversas matrizes econômicas, não só em Manaus, mas com um olhar amplo para toda a Amazônia Ocidental e para o Amapá. A ideia é termos um Banco de Projetos confiável para podermos apresentar a agentes de governo e privados que tenham interesse em cooperar para o desenvolvimento da nossa região”, explicou.


*Com informações da assessoria