Dólar


Dólar opera em queda de olho na evolução da pandemia

Na véspera, moeda norte-americana encerrou o dia em baixa de 0,77%, cotada a R$ 5,5997

Na abertura, foi negociada em alta e bateu R$ 5,6260 | Foto: Ione Moreno

Manaus - O dólar opera em queda nesta terça-feira (20), com os investidores dividindo atenções entre as preocupações com o risco de novas restrições nas maiores economias do mundo diante do aumento dos casos de Covid-19 e sinais de esperança nas negociações de estímulo dos Estados Unidos.

Às 15h04, a moeda norte-americana caía 0,76%, vendida a R$ 5,5572. Na abertura, foi negociada em alta e bateu R$ 5,6260. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,77%, vendida a R$ 5,5997. No mês, passou a ter queda de 0,33%. No ano, tem valorização de 39,65%.

Cenários

Sem uma agenda de indicadores mais expressiva, os agentes continuam a aguardar sinais sobre a negociação entre republicanos e democratas quanto a um novo pacote de estímulos à economia americana e seguem atentos a pesquisas de intenção de voto nos EUA.

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, disseram na segunda-feira que estreitaram suas diferenças sobre o pacote de ajuda ansiosamente aguardado pelos mercados após uma conversa telefônica de quase uma hora.

Pelosi disse esperar ter mais clareza sobre a possibilidade de uma aprovação antes das eleições até o final desta terça.

No entanto, na Europa, a Irlanda anunciou algumas das restrições relacionadas à Covid-19 mais duras do continente na segunda-feira, enquanto Itália, Espanha e Reino Unido também impuseram restrições para limitar a propagação de novos casos de coronavírus, que agora ameaça prejudicar uma recuperação econômica emergente.

No cenário local, incertezas crescentes sobre como o governo financiaria seu programa de auxílio econômico sem furar o teto de gastos, aprofundadas pelo atraso das reformas em meio à pandemia, também seguem no radar dos investidores.

"Estamos numa linha tênue em que, se não houver evolução na equação falta de recursos e necessidade de manter os programas assistenciais (do governo), o quadro fiscal que já é altamente preocupante pode induzir postura defensiva mais agressiva por parte dos investidores, e então o preço da moeda americana, ainda que não haja fluxo cambial de saída de recursos do país, (pode) galgar patamar mais elevado", disse em nota Sidnei Moura Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora.

*Com informações do G1

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