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    Turismo


    Manaus fecha outubro com a melhor taxa de ocupação hoteleira do país

    Considerando o acumulado de janeiro a outubro de 2020, Manaus registrou, segundo o FOHB, 36,73% de ocupação para o período

    No RevPar, o resultado para Manaus, de janeiro a outubro, foi de R$ 64,74, ficando com o oitavo melhor
    No RevPar, o resultado para Manaus, de janeiro a outubro, foi de R$ 64,74, ficando com o oitavo melhor | Foto: Divulgação

    Manaus - Seguindo a tendência apontada em agosto de 2020 pelo Boletim do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Manaus registrou em outubro passado a maior taxa média de ocupação hoteleira do país, com 47,72% dos leitos ocupados. No ranking do FOHB, a capital amazonense é seguida de Vitória (ES), com 45,92%, Recife (PE), com 43,45% e Belém (PA), com 41,77%.

    Em relação a outubro de 2019, Manaus apresentou a segunda menor queda nacional, na ordem de -39%, superada apenas por Recife, com -37,9%. Em termos de RevPar, termo técnico utilizado para designar o ganho médio por cada quarto de hotel, Manaus conseguiu o terceiro melhor desempenho, com R$ 77,70, mais uma vez ficando atrás da capital pernambucana, com um RevPar de R$ 94,43, e de Belém, com R$ 79,08.

    Na mensuração do dado da indústria hoteleira, o Fórum considera apenas os empreendimentos hoteleiros filiados a uma rede nacional ou internacional, a exemplo da Rede Accor – Mercury, Novotel e Ibis – e da Rede Atlântica – Comfort, Quality e Sleep Inn, entre outros.

    Ano crítico

    Considerando o acumulado de janeiro a outubro de 2020, Manaus registrou, segundo o FOHB, 36,73% de ocupação para o período, o segundo melhor desempenho do país, superado pela capital do Espírito Santo, Vitória, com 43,76%. A queda em relação a 2019, considerando esses dez meses, foi da ordem de -38%. Na região Norte, a vizinha Belém teve uma queda da ordem de -48,3%.

    No RevPar, o resultado para Manaus, de janeiro a outubro, foi de R$ 64,74, ficando com o oitavo melhor. Na frente, Recife, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte. Foi a segunda menor queda de RevPar para o período, com -39,3%, atrás de Vitória, com -31,9%.

    Para a presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros, estar no topo do ranking é fruto do trabalho desenvolvido pelo estado desde o início da pandemia.

    “Produzimos protocolos de biossegurança para cada segmento turístico do estado, lançamos a campanha ‘Amazone-se’, que apresentou os atrativos culturais e naturais do nosso estado para o turista nacional e internacional. A temporada de pesca, um esporte que também atrai turistas de várias partes do país, e acontece de setembro a abril”, ressaltou Roselene.

    Ela destaca ainda que, com a pandemia, o turista brasileiro está redescobrindo o Brasil e, particularmente, o Amazonas. “Além disso, o Amazonas se configura hoje como destino de natureza, seguro e de pouca aglomeração, que se encaixa no novo perfil do turista pós-pandemia. Por isso, vamos focar no turismo nacional continuando com a campanha ‘Amazone-se’ também em 2021”, informou.

    *Com informações da assessoria

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