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    Inflação


    Especialista explica como a inflação impacta na vida das pessoas

    O índice de inflação do Brasil em 2020, ano de início dos casos de Covid-19, fechou em 4,52%, percentual mais alto desde 2016

     

    Se a inflação provoca aumento no preço dos alimentos, por exemplo, o poder de compra do brasileiro vai diminuindo significativamente.
    Se a inflação provoca aumento no preço dos alimentos, por exemplo, o poder de compra do brasileiro vai diminuindo significativamente. | Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Manaus - O crescimento da inflação impacta diretamente na vida financeira da população e é um assunto que ganha preocupação adicional por causa da crise gerada pela pandemia. O índice de inflação do Brasil em 2020, ano de início dos casos de Covid-19, fechou em 4,52%, percentual mais alto desde 2016, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O professor do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Teresa, Flávio Espírito Santo, diz que o termo inflação é usado para explicar a alta dos preços de um conjunto de produtos e serviços, resultando em um maior custo para o dia a dia. Quando os consumidores estão dispostos a gastar a tendência natural é que os preços subam. O mesmo acontece quando, por algum motivo, a oferta é reduzida.  “É o que tem acontecido desde o ano passado. Está mais caro produzir determinados artigos, por isso, há menor oferta e os preços estão mais altos”, detalhou.

    Segundo o professor, o impacto causado pela inflação alta depende do setor atingido. Se a inflação provoca aumento no preço dos alimentos, por exemplo, o poder de comprado brasileiro vai diminuindo significativamente. “Com o mesmo salário que alguém ganhava ano passado e comprava determinados itens, hoje não consegue adquirir os mesmos produtos”, frisou.

    Para controlar a inflação, a estratégia mais comum usada pelo governo é mexer na taxa de juros e nas políticas do Banco Central. Mas, o governo pode atuar de outras formas, buscando resultados duradouros. Flávio Espírito Santo considera que o melhor caminho é a geração de empregos e o incentivo à produção de alguns dos itens mais atingidos pela inflação, como os alimentos. “Com uma oferta maior, os preços tendem naturalmente a baixar".

    Para enfrentar a alta na inflação e não estourar o orçamento doméstico, a primeira dica do especialista é revisar os gastos. “Essa pode ser uma tarefa difícil, principalmente em momentos de crise como o atual, em que a maioria das famílias já vem tentando controlar ao máximo os gastos”.

    Outra dica é estabelecer prioridades e planejar a vida financeira. Por isso, a recomendação é evitar gastos desnecessários, por exemplo, com alimentação fora de casa e compras de itens que não são necessários a curto prazo. Uma outra orientação é não comprometer o valor do salário totalmente, pois podem surgir gastos extras que exigirão o uso de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos.

    É importante esclarecer que o aumento de preços decorrente da inflação é legal, mas aumentos abusivos, sem justificativa, podem resultar em punições para o empresário, se este for alvo de denúncias. Para que isso seja apurado, os cidadãos devem registrar reclamações acerca de preços suspeitos nos órgãos de proteção aos consumidores.

    O professor recomenda, ainda, que as pessoas que puderem, procurem uma fonte a mais de renda. “Temos visto um aumento considerável no número de novos empreendedores. Essa pode ser uma alternativa interessante para complementar o orçamento. Com uma receita maior fica mais fácil controlar as finanças”, afirmou.

    *Com informações da assessoria

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