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    Economia


    Moto Honda da Amazônia investe para reduzir problemas de saúde

    Fábrica da multinacional instalada em Manaus possui mini hospital com três ambulatórios médicos e uma clínica de fisioterapia, além de serviços odontológicos – foto: Diego Janatã
    Fábrica da multinacional instalada em Manaus possui mini hospital com três ambulatórios médicos e uma clínica de fisioterapia, além de serviços odontológicos – foto: Diego Janatã

    Em torno de 90% das doenças ocupacionais registradas no Polo Industrial de Manaus (PIM) são causadas por Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e por Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), conforme o Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT-AM).

    Só em 2014, foram 374 casos de LER em trabalhadores das fabricas do PIM, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal).

    Entre as empresas que assinaram acordo com o MPT-AM para reduzir os casos de doenças ocupacionais, a Moto Honda da Amazônia, em janeiro desse ano, deu início a estratégia de pausas de recuperação de fadiga na linha de produção da fábrica.

    Segundo o gerente de relações institucionais da multinacional japonesa, Mário Okubo, na primeira pausa, entre o café da manhã e o almoço, os funcionários param dez minutos, com direito a uma barra de cereal. No turno da tarde, a linha de produção tem mais uma pausa de 15 minutos, com direito a um lanche reforçado.

    Okubo afirmou que, nos últimos cinco anos, a empresa investiu mais de R$ 15,5 milhões em saúde e segurança do trabalho. O recurso foi usado na construção de um mini hospital, inaugurado em 2011, dentro do terreno da fábrica.

    “Toda estrutura busca trazer conforto para os nossos trabalhadores, para o tratamento de qualquer enfermidade, prevenção de doenças e promoção da saúde”, disse.

    Com três ambulatórios médicos, uma clínica de fisioterapia e uma sala de Reeducação Postural Global (RPG), segundo a chefe do serviço médico da Moto Honda, Simone Ozório, o ambulatório atende urgências e emergências.

    Índice de afastamento

    Entre as especialidades do ambulatório, Simone apontou: cardiologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, dermatologia e odontologia. Entre os equipamentos instalados no ambulatório estão o raio X e aparelho de ultrassonografia voltado para todas as necessidades do paciente.

    Com sete fisioterapeutas, conforme a chefe do serviço médico, a clínica de fisioterapia tem capacidade de 129 atendimentos por dia, especializados em patologias como tendinite, pré e pós operatório, dores localizadas, lesões do esporte e neurológicas.

    Para alcançar melhorias ergonômicas e qualidade de vida aos trabalhadores, Mário Okubo apontou que, desde 2010, foram mapeados 2.709 postos de trabalho.

    Com investimento de R$ 5 milhões, as melhorias foram alcançadas em 2.205 postos de trabalho. “Com o resultado desse trabalho, menos de 2% de nossos colaboradores encontra-se afastados pelo INSS por transtorno osteomusculares”, salientou.

    Por Emerson Quaresma (Jornal EM TEMPO)