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    Economia


    Demora nas reformas do governo federal preocupa lideranças da ZFM

    Empresários dizem que situação no parque fabril de Manaus é delicada, uma vez que empresas fazem uso de demissões e férias coletivas para diminuir custos, diante de um acumulo de estoque – foto: Raimundo Valentim
    Empresários dizem que situação no PIM é delicada, uma vez que empresas fazem uso de demissões e férias coletivas para diminuir custos, diante de um acumulo de estoque – foto: Raimundo Valentim

    A crise econômica brasileira e os problemas políticos do país têm gerado uma preocupação enorme para os empresários do Amazonas, que estão agindo com cautela. A situação pode ficar ainda pior, caso o governo federal não faça as reformas prometidas e reduza os gastos.

    O tema foi discutido na noite do último dia 14, pelo consultor da FF Consult, Antônio Flores, na conferência ‘Cenário atual e perspectivas econômicas e políticas no âmbito nacional e internacional’. O debate ocorreu durante a 5ª Reunião Ordinária da Diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) de 2015.

    O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, avaliou que o cenário apresentado pelo consultor, infelizmente, é o sombrio conhecido por todos, sem perspectiva de curto e médio prazo. Para ele, é certo que dias difíceis ainda virão pela frente no cenário econômico.

    “Não visualizamos recuperação do setor industrial este ano. Mas, temos esperanças que o segundo semestre seja melhor que o primeiro”, observou.

    O empresário apontou que a situação é delicada, a prova está nas férias coletivas aos funcionários concedidas pelas empresas com objetivo de reduzir gastos de toda natureza na busca por melhorias. O problema, segundo ele, é ausência de demanda por consumo, o que deixa as fábricas com estoque alto.

    “Quando uma montadora deixa de montar novos produtos também deixa de pedir dos fornecedores. Isso causa um efeito dominó sobre o setor produtivo como um todo”, explicou Azevedo.

    Cenário otimista

    Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus (Sinmen), Athaydes Mariano Félix, apesar do cenário pessimista, os empresários sempre se encontram otimistas.

    “Não estamos vendo a economia com bons olhos, mas com certeza esse cenário se reverterá com as medidas que estão sendo tomadas pelos governos”, salientou.

    Mariano disse que concorda com a visão do consultor Antonio Flores sobre o pós-governo Lula no Brasil. Para ele, se criou um canário de assistencialismo.

    “Quando acontece uma situação como essa na economia, o governo não tem recursos para pagar a estrutura que foi criada. Corta aqui, corta ali, e quando isso ocorre, a economia sente”, ressaltou.

    Greve na Suframa

    A situação dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que aprovaram greve por tempo indeterminado pela reestruturação do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS), é outro fator que preocupa o setor industrial. Por outro lado, a ação tem o apoio dos empresários.

    “A greve é um pleito justo porque eles fazem parte do governo federal. Como tal, deveriam receber o mesmo tratamento. A presidente (Dilma) deveria ter feito melhor avaliação e não vetar o projeto de forma dura como fez”, apontou Azevedo.

    Ele salientou que tudo o que entra na Zona Franca de Manaus (ZFM) é obrigatoriamente vistoriado pela Suframa. Uma greve dos funcionários da autarquia seria mais um obstáculo que acentuaria a crise econômica. “Nós lamentamos porque a ZFM é o único programa de desenvolvimento que deu certo no país”, finalizou.

    Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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