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    Economia


    Manaus é ponto de venda de cimentos irregulares

    Há relatos de que o cimento irregular usado em Manaus tem causado algumas doenças, como alergias, em operários da construção civil local- foto: Diego Janatã
    Há relatos de que o cimento irregular usado em Manaus tem causado algumas doenças, como alergias, em operários da construção civil local- foto: Diego Janatã

    Além de ter o cimento mais caro do país, Manaus é ambiente para a comercialização de mais de 20 marcas importadas irregulares. O tema será discutido amanhã, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em mesa-redonda convocada pelo deputado federal Édio Lopes, presidente da comissão especial que trata da mineração.

    Na ocasião, o parlamento ressuscitará relatório produzido pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, em 2013, que denunciou a comercialização de marcas estrangeiras, sem o selo de qualidade emitido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

    Segundo o presidente da comissão, deputado Sinésio Campos, o relatório apontou agravantes como cimentos importados com seu prazo de validade vencido, ausência de documento fiscal e produtos de baixa qualidade que causam crise alérgica em operários da construção civil.

    Na época, a comissão identificou aproximadamente 20 marcas de procedência duvidosa como, por exemplo, Cimento Forte, que tinha como slogan “O forte do Amazonas”, mas tinha como origem Trinidad e Tobago, o Cimento Jaú de procedência desconhecida, o Cemex também de origem desconhecida e o Mizu que, segundo relatório, se contrariava a normas nacionais.

    “Hoje esse número é bem maior. Em Manaus há uma desova de cimentos de procedência duvidosa que precisa ser controlada. Há relatos de trabalhadores da construção civil que passaram a ter problemas respiratórios por conta desse cimento importado, sem a certificação legal brasileira”, apontou Campos.

    Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, a ilegalidade tem que ser combatida e os órgãos responsáveis precisam reforçar ações para zerar o possíveis importados oriundos do contrabando. “Se for ilegal não tem nem o que se discutir, tem que aprender e tomar as providências”, salientou.

    Ele avaliou que, nas cidades amazonenses que fazem fronteiras com outros países, e onde o controle é menor ou zero, a entrada de cimento irregular é mais provável.

    Relatório

    Em 2013 a Aleam entregou o relatório ao então superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

    Na época ele afirmou que a instituição estava com investigações em curso em Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Tabatinga, onde havia a suspeita de cimento contrabandeado de países como o Peru, Venezuela e Bolívia.

    A PF foi procurada pelo EM TEMPO, mas não retornou até o fechamento desta edição.

    Por Emerson Quaresma (equipe EM TEMPO)

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