Fonte: OpenWeather

    Economia


    Em protesto contra Caixa, lotéricas do AM abrirão somente às 10h nesta quinta

    O Amazonas, que possui 52 casas lotéricas, vai atrasar o atendimento ao público em duas horas
    O Amazonas, que possui 52 casas lotéricas, vai atrasar o atendimento ao público em duas horas- foto: divulgação

    Aderindo a movimento nacional, as casas lotéricas do Amazonas só abrirão as portas às 10h nesta quinta-feira (3). A ação faz parte de um protesto contra a determinação da Caixa Econômica Federal de abrir licitação para regularizar as concessões das casas lotéricas que começaram a funcionar antes de 1999, quando o processo era apenas por credenciamento.

    O presidente do Sindicato das Casas Lotéricas no Amazonas, Samuel Azevedo, informou que no restante do país a paralização acontecerá entre às 10h e 11h, porém, no Amazonas, que possui 52 casas lotéricas, pareceu mais conveniente atrasar o atendimento ao público em duas horas. Embora nem todas tenham aderido.

    Azevedo disse ainda, que o movimento nacional visa apoiar os empresários que estarão amanhã na Câmara dos Deputados, em Brasília, para mostrar que não aceitam a determinação.

    Samuel Azevedo disse que a maioria dos contratos só vai vencer em 2018 e que, na época em que foram ofertadas as concessões, a Caixa estava cumprindo um acordo feito com o Tribunal de Contas da União, no qual, para entrar no ramo, bastava obter apenas o credenciamento na Caixa.

    “Você abre um negócio fazendo todo um investimento que tem data para parar. Que negócio é esse?”, questionou o presidente da categoria no Amazonas. Ele lembrou ainda que, principalmente no interior do Estado, a população se beneficia das casas lotéricas como única alternativa para receber, inclusive os benefícios sociais do governo, como o ‘Bolsa Família’, e que a concorrência para a nova licitação seria “injusta e desleal” com os já credenciados nestes municípios.

    O programa de licitação pública para as casa lotéricas foi anunciado na última quarta-feira (30), pelo vice-presidente de varejo e atendimento da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, responsável por conduzir o negócio, a partir de uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), para cancelar as permissões e começar um processo de licitação, determinando que todos os aprovados, tenha o processo concluído até o final de 2018.

    Por Conceição Melquíades

    Mais lidas

    1. Pesca esportiva movimenta R$ 70 milhões no Amazonas

    2. Você conhece o coworking? Compartilhamento de espaços para empresas está em alta

    3. Feira 'Tudo Para Casa' exibirá rochas ornamentais

    4. Expectativa de crescimento favorece criação de empregos temporários no Natal

    5. Demanda por voos para os Estados Unidos cresce no Brasil