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    Economia


    Consumidores amazonenses lucram com lojas ‘pés quentes’

    Sete consumidores foram contemplados com prêmios em dinheiro na rede de supermercados DB por causa da nota fiscal, segundo a Sefaz-AM – foto: divulgação
    Sete consumidores foram contemplados com prêmios em dinheiro na rede de supermercados DB por causa da nota fiscal, segundo a Sefaz-AM – foto: divulgação

    Em quase dois meses, a campanha do CPF na nota fiscal atraiu a adesão de em torno  4,1 milhões de consumidores no Amazonas. A informação é da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) que divulgou nessa segunda-feira (14) a primeira relação de estabelecimentos comerciais “pés quentes”, ou seja, aqueles que mais premiam os clientes que exigiram a nota fiscal.

    Em algumas das lojas “pés quentes”, os consumidores que exigiram o CPF na nota  foram contemplados com prêmios instantâneos de R$ 1 mil. A lista é composta por estabelecimentos em todas as zonas da cidade.

    Sortudos

    A nota fiscal eletrônica que rendeu o maior retorno até o momento foi a de um consumidor que fez um lanche de apenas R$ 8 numa loja de conveniência e foi contemplado com R$ 1 mil.

    Outra compra no supermercado Veneza, no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul, que custou apenas R$ 9, também rendeu o mesmo prêmio a um consumidor que pediu o CPF na nota fiscal.

    Segundo o gerente Otávio Marinho, após a divulgação dos prêmios, a clientela passou a exigir com mais freqüência a inserção do CPF na nota fiscal. “A maioria das pessoas pede mesmo o CPF, mas há alguns poucos que ainda estão desconfiados. O estabelecimento ganha, pois há pessoas que vem comprar aqui pala curiosidade. Ao ver outro ganhar, o cliente exige a nota e vem mais vezes. Estamos contentes de ser uma loja pé quente para o nosso consumidor”, afirmou o gerente do Veneza.

    De acordo com o chefe do Centro de Estudos Econômico-Tributários da Sefaz-AM, Sérgio Figueiredo, as chances da nota ganhar os prêmios instantâneos são as mesmas em qualquer local e qualquer que seja o valor da compra. “Seja num bar, num restaurante, num mercado ou num posto de combustível, ao exigir o CPF na nota, o único risco que você corre é o de ser sorteado”, afirmou.

    Figueiredo rebateu os boatos que circulam nas redes sociais de que haveria controle dos gastos dos cidadãos. Ele esclareceu que as notas são protegidas por sigilo fiscal e não têm nenhuma conexão com a Receita Federal ou o governo federal.

    Um levantamento realizado pela Sefaz apontou que o estabelecimento mais “pé quente” é a rede de supermercados DB, com sete clientes contemplados.

    Uma das pessoas que contou com a sorte e faturou R$ 1 mil, foi a assistente jurídica Antonia Cristina Pirez Brito, 38.  “Na verdade, fiquei desconfiada no início, pois nunca imaginei que qualquer pessoa pudesse ganhar. Agora, eu acho ótimo”, contou.

    Por Asafe Augusto