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    Economia


    Bancos se unem para criar empresa de análise de crédito

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    A Febraban acrescentou que a expectativa é de que a empresa gestora e o consequente aperfeiçoamento da análise e gestão do crédito - foto - divulgação

    O Banco do Brasil, Bradesco, a Caixa Econômica Federal, o Itaú Unibanco e Santander se uniram para criar uma empresa gestora de inteligência de crédito, que permitirá ao setor bancário e demais instituições da área aprimorar a capacidade de análise e gestão de suas carteiras de empréstimos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas (empresas). A expectativa é que serão necessários quatro anos para a estruturação tecnológica e geração de dados que viabilizem a operação da empresa gestora. A informação foi divulgada hoje (21) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    Segundo a Febraban, com a autorização prévia dos clientes, as instituições repassarão dados cadastrais e de crédito de pessoas físicas e jurídicas à gestora de inteligência, que formará um perfil desses clientes. “Em longo prazo, a criação da gestora proporcionará melhores condições na oferta e maior agilidade na liberação de operações de crédito com prazos e parcelas mais adequados à capacidade de pagamento e ao perfil de cada cliente”, destacou a federação.

    A Febraban acrescentou que a expectativa é de que a empresa gestora e o consequente aperfeiçoamento da análise e gestão do crédito contribuam, no futuro, para a queda de spreads (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes), da inadimplência e do superendividamento de clientes.

    De acordo com o presidente da entidade, Murilo Portugal, a nova gestora – que ainda não tem um plano de negócio pronto – contribuirá para expansão do crédito no país, para queda de spreads (taxa de risco cobrada pelo banco, além dos juros, que varia de acordo com o tomador), da inadimplência e do superendividamento de clientes.

    “Se pensarmos na expansão de 55% [de participação do crédito bancário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)] para 80%, como é no Chile, é uma capacidade enorme. A decisão dessa inciativa não foi baseada em circunstâncias conjunturais do presente, mas em circunstâncias estruturais e na grande força que a economia brasileira tem”, acrescentou Portugal.

    Conforme a Frebaban, apenas depois da autorização prévia dos clientes, as instituições de crédito repassarão dados cadastrais e de crédito de pessoas físicas e jurídicas à nova gestora de inteligência de crédito. Os clientes “bons pagadores” poderão receber condições melhores para pagar os empréstimos.

    Por Agencia Brasil

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