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    Economia


    Seca gera prejuízos de R$ 3,2 milhões no AM

    Alguns produtos alimentícios já apresentam alta no Amazonas por conta também da estiagem, como é o caso do tomate, cujo quilo é comercializado a R$ 22 pelos feirantes do município de São Gabriel da Cachoeira.- foto: arquivo Em Tempo
    Alguns produtos alimentícios já apresentam alta no Amazonas por conta também da estiagem, como é o caso do tomate, cujo quilo é comercializado a R$ 22 pelos feirantes do município de São Gabriel da Cachoeira.- foto: arquivo Em Tempo

    A seca dos mananciais, ocasionada pela falta de chuva, tem levado o setor agropecuário do Amazonas a amargar prejuízos de R$ 3,2 milhões. A maior perda de produção foi registrada em Presidente Figueiredo, de em torno de R$ 2,2 milhões, seguido do município de Santa Isabel do Rio Negro, com prejuízos de quase R$ 1 milhão.

    A estiagem atípica já atingiu 1.618 famílias, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). De acordo com o presidente da Federação da Agropecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, a perda registrada no Estado corresponde a uma queda de, aproximadamente, 60% na produção rural. “Presidente Figueiredo antes mandava para Manaus quase R$ 1,7 milhão em alimentos e, atualmente, só envia R$ 600 mil. A produção de abacaxi em Itacoatiara também sofreu e os produtores ficam endividados”, avaliou.
    Lourenço ressaltou que, por conta das dificuldades, alguns produtores já cogitaram interromper a atividade. O presidente da Faea afirmou ainda que essa estiagem vem desde o segundo semestre de 2015. “Esperávamos que o período de cheia viesse normalmente, mas fomos surpreendidos”.

    Preços

    Com exceção das comunidades do Juruá e do Purus, os municípios afetados encarecerão ainda mais os produtos.

    Segundo Lourenço, a diminuição da oferta de banana, assim como outras frutas que consomem bastante água no processo de produção, levará os preços na feira a ficarem mais pesados no
    bolso do consumidor.

    Os municípios de Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Presidente Figueiredo já estão em estado de emergência e podem continuar amargando perdas até o início do mês de abril. “As importações serão mais frequentes, pois o setor agropecuário do Amazonas ainda não é autossuficiente. Nas condições atuais se gera a maior necessidade de importar”, disse Lourenço.

    Tomate

    A estiagem já causa efeito nos preços dos produtos básicos do Amazonas e Roraima. No município de São Gabriel da Cachoeira, por exemplo, o quilo do tomate comercializado chega a R$ 22.

    De acordo com Manuel Carneiro Pinto, que é proprietário do supermercado Carneiro, em São Gabriel da Cachoeira, o preço está nesse alto patamar por conta, principalmente, da estiagem e do frete de avião.

    A caixa com 20 quilos era adquirida pelos comerciantes de São Gabriel da Cachoeira por R$ 250. Além do preço da caixa, os mesmos também têm o custo do frete que sai a R$ 4,50 por cada quilo.

    “Não tinha como manter os preços. Está faltando tomate e temos que pagar o frete”, disse o proprietário
    do supermercado.

    Manuel ressaltou que em alguns dias, o preço terá uma redução, pois, segundo ele, agora a caixa com 20 quilos de tomates vai custar R$ 140.

    De acordo com o presidente do Idam, Edimar Vizolli, o alto preço do tomate não se justifica por conta da estiagem.

    Segundo ele, a produção do tomate no Amazonas, mesmo sem a diversidade necessária, ainda pode abastecer o município de São Gabriel da Cachoeira. “Certamente o motivo é o frete, não a estiagem. Esse é um preço que chega a ser abusivo”, disse.

    por: Asafe Augusto

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