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    Economia


    Varejo amazonense espera ao menos um empate no Dia dos Pais

    Com a crise, os segmentos de confecções e calçados são os mais procurados pelos filhos que não ficam sem dar presentes para os seus pais - foto: Marcio Melo
    Com a crise, os segmentos de confecções e calçados são os mais procurados pelos filhos que não ficam sem dar presentes para os seus pais - foto: Marcio Melo

    Depois dos resultados negativos nos feriados do primeiro semestre como o de Páscoa e o Dia das Mães, o resultado não deve ser diferente no primeiro feriado comercial do segundo semestre de 2016. Há um mês do Dia dos Pais, a expectativa sobre o volume de vendas não é nada animadora pelos donos de lojas e da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), que torce por pelo menos um empate com o resultado de 2015.

    Sem um estudo sobre as perspectivas de vendas para o feriado, o presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, disse que o tempo ainda é difícil, porque ainda há uma indefinição quanto ao comando do país. “Ainda vai ser bem difícil para o comércio porque estamos num impasse de quem vai ser o presidente do Brasil. Nesse cenário de incertezas ninguém vai fazer investimentos. Somente depois que tivermos uma definição os mercados vão se ajustar”, avaliou.

    Com este cenário, Assayag reduziu o tempo das pesquisas da CDL Manaus sobre as perspectivas do setor, de 45 dias antes do feriado para 20. Diferente de outros momentos, mesmo sem os números, ele disse não acreditar tanto no resultado positivo mínimo dessa vez por conta do volume de incertezas que se tem no mercado.

    Para buscar o empate no Dia dos Pais, Assayag disse que o setor vai buscar fazer o máximo de parcelamentos e promoções que influenciem o interesse dos filhos de presentear seus pais. “A dificuldade ainda é muito grande. Não temos ainda as expectativas porque ainda estamos fazendo levantamento. Mas, vamos trabalhar para motivar bastante, com parcelamentos e promoções e se conseguir empatar com o ano passado já será um ganho”, observou.

    Para o proprietário da rede de lojas Ásia Fashion, Ayman Imwas, não há expectativa de melhora nas vendas no primeiro feriado importante do segundo semestre haja vista que os resultados sobre os do primeiro semestre como o Dia das Mães, por exemplo, foram negativos. “A economia não melhorou muito como alguns dizem. A crise está afetando a todos e nós vamos trabalhar com as mesmas lojas, sem grandes investimos, com muita cautela, pois esperamos pelo menos vender o mesmo que o ano passado”, disse o empresário.

    Na contramão das expectativas do comércio, o gerente de marketing da loja de calçados Shop do Pé, Francisco Leudo da Silva, disse que a empresa se prepara para a data e estima crescimento nas vendas na ordem de 10% – em outros anos a média de crescimento era de 20%. “Não tanto quanto gostaríamos, mas será bom demais se olharmos para as atuais circunstâncias da econômica do país”, avaliou.

    Na próxima semana, segundo Leudo, a empresa lançará a promoção “kit do papai”, formado por três itens como, por exemplo, sapato, cinto e meia. Serão cinco opções de kits por R$ 59. “Nos preparamos bem para datas como o Dia dos Pais. Estamos com novidades e nós conseguimos crescer nos outros feriados. Para superar a crise, só muito trabalho”, disse.

    Por Emerson Quaresma