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    Economia


    Pais poupam na aquisição de itens didáticos

    Publicitária Janaína Ferreira afirma que, neste ano, conseguiu economizar, no geral, 60% com os gastos de material escolar do filho - foto: Ione Moreno

    O período que antecede a volta às aulas costuma ser de “dor de cabeça” para os pais que sempre buscam uma opção para poupar na hora de comprar os materiais escolares. Para quem quer os produtos mais baratos, existem as feiras de livros usados e as compras coletivas, que proporcionam uma economia, em alguns casos, de até 60%.

    A ideia é equilibrar as despesas no início do ano e não ficar no “vermelho”, pois além dos itens didáticos, neste período, há gastos também com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Propriedade Predial Urbana (IPTU), fora os tributos, ainda há os custos com fardamentos e matrículas dos filhos nas escolas da cidade.

    A servidora pública Alexsandra Nascimento, 37, costuma comprar em sites especializados em vendas de material didático. Dessa forma, ela conseguiu economizar quase 35% em relação ao que gastaria nas livrarias. Os mesmos livros disponibilizados nas lojas físicas eram encontrados nas lojas virtuais bem mais em conta, segundo Alexsandra. “Ano passado, eu procurei nas editoras, mas um tempo depois descobri que as lojas virtuais vendem os mesmos produtos, bem mais em conta”, conta Alexsandra.

    Pesquisa

    A servidora pública explica que fez parte das compras nas lojas virtuais e outra parte em uma feira de livros usados na escola dos seus filhos. Na feira de livros usados, Alexsandra disse que conseguiu fazer uma economia de 50% em relação ao ano passado. Alexsandra informou que vai fazer uma pesquisa de preços no centro da cidade na tentativa de encontrar valores mais em conta. “Vou fazer as compras com mais calma, vou pesquisar e pechinchar para economizar ao máximo”, enfatiza.

    Colégio promove feira

    A publicitária Janaína Ferreira, 38, também encontrou um meio alternativo para não gastar em excesso com os itens escolares. Uma das opções foi a feira de livros usados promovida pela escola
    da rede La Salle.

    Ela explicou que conseguiu poupar até 60% na compra do material escolar. Segundo a publicitária, a escola mandou um e-mail para os pais informando que teria a feira de livros, que seria uma opção para comprar esses produtos mais baratos. “A feira funciona da seguinte forma, eu levo os livros usados do meu filho, vendo para outros pais e os outros pais fazem a mesma coisa. Funciona como uma corrente do bem, na qual os pais ajudam nessa economia”, conta Janaína.

    De acordo com a publicitária, a questão de promover uma feira de livros usados vai além de uma economia. Segundo ela, a ação estimula os jovens a terem cuidados com os livros escolares, pois vão saber que podem ser usados por outros alunos.

    Janaína contou, ainda, que um livro de física que seu filho iria usar, custava R$ 185 na livraria, mas ela conseguiu o mesmo material por R$ 45, e nesse caso a economia foi de quase 75%. “Com a feira, eu consegui, inclusive, antecipar a compra do material escolar do meu filho. Enquanto têm pais procurando o material, eu já fiz toda a compra em dezembro, durante a feira”, salienta Janaína.

    Instituições de ensino fecham parcerias

    Por meio de uma parceria com as editoras, o Colégio Martha Falcão oferece aos pais e responsáveis todos os livros e itens de papelaria do ano letivo, parcelados em até 5 vezes no cartão de crédito, em um só espaço nas dependências do colégio, ou seja, assim não há necessidade de se deslocar para outros lugares, enfrentar filas e pagar estacionamento.

    “Procuramos também adotar, para alguns segmentos, livros volume único, que servem para três anos, e também livros não consumíveis, que podem ser passados para o irmão ou amigos aproveitarem no ano seguinte”, explica a diretora do Colégio Martha Falcão, professora Nelly Falcão.

    Outra escola que promove feira para que os pais consigam comprar os livros didáticos mais barato é o Instituto Denizard Rivail. A diretora Vera Lúcia Serqueira explica que, no início do ano letivo, a escola avisa aos pais sobre a iniciativa e eles negociam entre si. “Já promovemos essa feira há quatro anos e o resultado é muito positivo”, ressalta.

    A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe/Am), Elaine Saldanha, destaca que essas iniciativas ajudam na economia dos pais e ainda contribuem com o consumo sustentável.

    Procon

    A titular do Procon Amazonas, Rosely Fernandes, informou que três fatores são importantes para ser observados para que os pais façam boas compras: pesquisar os preços, fazer compras coletivas e evitar comprar itens relacionados ao modismo, como cadernos com figuras que estão na moda, pois esses produtos custam quase R$ 30, enquanto que cadernos sem a figura custavam R$ 17, uma economia de 43,33%. “O que vier de uso coletivo, não cabe ao pai ou responsável adquirir, isso já é considerando uma pratica comercial abusiva”, destaca Rosely Fernandes.

    Para orientar pais e responsáveis em relação ao que é permitido ou não relacionado à matrícula e material escolar, o Procon Amazonas baixou a portaria nº 001/2016.

    Os pais que se sentirem prejudicados, devem entrar em contato com o Procon, pelos telefones 3215-4010 ou 0800 092 1512, e por e-mail, [email protected]

    Henderson Martins
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