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    Economia


    Três mil trabalhadores temporários são efetivados no comércio

    Empregados temporários aproveitaram a oportunidade e foram efetivados em lojas do comércio amazonense, segundo a ACA - foto: Márcio Melo

    A efetivação dos trabalhadores temporários no comércio local, que iniciou para as temporadas de “Black Friday” e Natal, fechou o mês de dezembro com um total aproximado de 3 mil pessoas. As datas promocionais e comemorativas recrutaram entre 5 mil e 10 mil trabalhadores.

    De acordo com o presidente da Assembleia Geral da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, o que houve foi uma renovação de quadro funcional. “Foram poucas admissões, pois estamos em um período difícil da economia brasileira, o que gera muita incerteza. Os funcionários que mais se destacaram acabaram substituindo aqueles que já estavam na empresa, mas que não apresentavam um bom desempenho. Sempre há a necessidade de fim de ano”, explicou Bicharra.

    Conforme o dirigente, novas contratações estão descartadas, pelo menos por enquanto. “A expectativa é de que o cenário comece a melhorar somente no segundo semestre. A partir de junho teremos uma visão mais clara do setor”, destacou o empresário.

    Índice baixo

    O número de contratações foi considerado baixo para uma época de fim de ano. “A grande crise financeira impacta de todas as formas. Mas o setor voltará aos trilhos logo”, enfatizou Bicharra.

    Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, as vendas ainda estão baixas, o que impacta diretamente no reforço de quadro funcional. “Começo de ano é sempre uma época de redução nas vendas do comércio local devido ao grande número de impostos para pagar e demais contas”, salientou.

    Desânimo

    De acordo com o presidente da ACA, Ataliba Antônio Filho, os primeiros meses do ano não são tão favoráveis para o comércio. “É uma temporada que desenvolve pouca mão de obra para o comércio”, informou.

    Ainda conforme o empresário, mesmo as lojas mais especializadas nos setores que “bombam” neste período do ano, como os de vendas de material escolar e o de fantasias de Carnaval, também devem ficar com um aspecto desanimado. Esses estabelecimentos, segundo Ataliba, devem registrar vendas bastante incrementadas nos meses de janeiro e fevereiro.

    Entretanto, não devem reforçar o quadro funcional. “Algumas lojas trabalham mais com sazonalidade. O que favorece em um determinado período do ano e prejudica em outro”, salientou.

    Como a expectativa é de que o setor melhore a partir do mês de junho, as festas juninas deverão dar o salto que o comércio precisa. “O movimento de consumidores deverá aumentar e, por consequência, as vendas”, frisou.

    Alyne Araújo
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