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    Economia


    Sem otimismo, Polo Industrial tem alta de 10% nas vendas

    A mão de obra do Polo Industrial também teve acréscimo de 1,07%, de janeiro a março deste ano - Ione Moreno

    Após três anos consecutivos de queda, desde 2014, o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) apresentou alta de 10,44% no primeiro trimestre deste ano, com um faturamento de R$ 18,62 bilhões entre janeiro e março. A comparação é feita com o mesmo período do ano passado, quando o parque industrial faturou R$ 16,86 bilhões.

    O dados foram divulgados, ontem (1º), pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa.) Quando se trata dos valores em dólar, o incremento é ainda maior, 35,87%, com faturamento de US$ 5,98 bilhões. Em 2016, o montante apurado foi de US$ 4,40 bilhões.

    A mão de obra do PIM também teve acréscimo de 1,07%, de janeiro a março deste ano, com total de 84.520 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, enquanto que no mesmo período de 2016, eram apenas 83.621 empregos. Porém, quando se compara março deste ano com fevereiro, também deste ano, houve uma queda de 0,92%. Em fevereiro, havia mais postos de trabalho, 85.308. Nos primeiros três meses do ano, ocorreram 8.395 admissões e 7.513 demissões, perfazendo o saldo de 882 vagas ocupadas.

    O presidente do Centro da Industria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, disse que a alta do faturamento não é crescimento da atividade. As empresas estão conseguindo vender agora o que tinham de produto guardado em excesso, por conta das baixas nas vendas do mercado do período anterior.

    Périco pontuou que para ter realmente crescimento da atividade, tem que haver mudança positiva no indicador da produção e da geração de emprego. “Não tem crescimento do desemprego. É uma informação positiva, mas não significa retomada”, avaliou.

    O vice-presidente da Federação da Industria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, também observou que o estoque está saindo, o que não significa alta na produções dentro das empresas, que estão com seus estoques altos. “Por enquanto, tem que ficar com cautela, sem euforia. O Brasil tem uma economia forte. À medida que melhorar para o país, com certeza a tendência é melhorarmos juntos. Talvez no segundo semestre já tenhamos uma completa estabilidade e a partir do ano que vem tudo seja favorável”, enfatizou.

    O superintendente interino da Suframa, Marcelo Pereira, avaliou que o setor ainda está sendo cauteloso porque o país continua em crise, num movimento de crescimento tímido, e ainda há uma pequena baixa no desemprego. “Os números devem aquecer depois do segundo semestre, quando se tem um crescimento mais acentuado”, pontuou.

    Joandres Xavier
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