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    Economia


    Escolas do Amazonas promovem educação fiscal e buscam prêmio

    Alunos aprendem que não devem sonegar - Fotos: Ione Monteiro 

    De olho na edição 2017 do Prêmio Nacional de Educação Fiscal, escolas estaduais do Amazonas desenvolvem o ensino cidadão em ambientes educacionais do Estado com o Programa de Educação Fiscal. A iniciativa estimula a participação de pequenos alunos no desenvolvimento socioeconômico, partindo do entendimento do mecanismo administrativo-tributário do Estado, na busca pelo controle social da gestão governamental.

    O prêmio é realizado pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) em parceria com a Escola de Administração Fazendária (Esaf) e apoio das associações filiadas e outras entidades de classes parceiras e patrocinadoras.

    Segundo o coordenador do programa no Amazonas, Augusto Bernardo, com a temática voltada para as salas de aula, os estudantes despertam uma consciência do pleno exercício da cidadania, baseado na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.

    Curso

    A professora Ednea Euzébio, da Escola Estadual Aristóteles Comte de Alencar, explica que começou a trabalhar com a educação fiscal após um curso oferecido pela Secretária Estadual de Educação (Seduc). A partir do curso, ela elaborou um projeto para ajudar a combater a sonegação fiscal. “Na sala de aula, trabalhamos sobre o que é imposto, a origem, a história e informando para serve o mesmo”, explica.

    A professora Ednea Euzébio e seus alunos da Escola Estadual Aristóteles Comte de Alencar

    Ednea informa que, após o debate dentro de sala de aula, os alunos começaram a trazer a nota fiscal de casa. Com um caderno específico para a matéria de educação fiscal, a professora diz que os estudantes aprendem que não se deve sonegar e que as políticas públicas são realizadas a partir do imposto que é pago.

    “É um projeto que está sendo aplicado no período da manhã e da tarde, com alunos do terceiro ano. A ideia é expandir o projeto para toda a escola. Atualmente são 68 alunos que recebem essa orientação de educação fiscal”, diz.

    A doméstica Maria da Silva, 38, mãe de Marlisson Silva de Araújo, 9, conta que o filho passou a ser criterioso no momento das compras. Segundo ela, em qualquer compra que faz, a criança é a primeira a pedir a nota fiscal.

    A diretora do Centro de educação infantil Professor Adelaide Bessa Wanderley (Cmei), Flávia Barros, conta que a instituição começou a executar o projeto em 2011. Dois anos depois, ela informa que a escola recebeu uma premiação de educação fiscal, de nível nacional.

    “Todo ano, realizamos o projeto, sempre informando a importância da nota fiscal. Frisamos a importância dos recursos para a construção, melhorias e investimentos nos setores públicos”, explica a diretora.

    Henderson Martins
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