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    Economia


    Economista dá dicas para evitar perdas com 13º salário

    Pagamento de dívidas deve ser o principal destino do 13º, acreditam especialistas – Márcio Melo -

    Liquidar dívidas de curto prazo e, se possível, negociar as de longo prazo com bancos e financiadoras são algumas das dicas dadas por especialistas para otimizar os recursos do adiantamento do 13º salário, que começaram a ser pagos desde o último dia 30 de junho, no Amazonas. No Estado, serão injetados quase R$ 216,4 milhões, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada

    De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Economia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Neuler de Almeida, caso a pessoa esteja endividada, a solução mais viável é conversar com o gerente das empresas onde há dívidas, para verificar qual é a melhor forma de reduzir o número de parcelas. Segundo Almeida, geralmente, os bancos dão a orientação de pagar sempre a primeira que vai vencer e uma última parcela. Conforme o professor, esse formato de pagamento pode reduzir os juros.

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    Segundo Almeida, os juros são os grandes vilões para o endividamento. Segundo ele, o conselho que se dá ao consumidor é para não dividir as compras em muitas parcelas. Conforme o professor, esses parcelamentos de longo prazo compensam se for na aquisição de um veículo ou um imóvel, que são produtos que têm um valor bastante elevado. Já nas compras de eletrodomésticos, o professor explicou que não é vantajoso dividir por várias vezes.

    “O interessante é que se compre os produtos à vista, mas sempre negociando porque o valor varia entre uma loja e outra, e, às vezes, custa mais que 50%”, explicou.

    Almeida explicou ainda que, caso queira investir em um imóvel, a pessoa poderá juntar um dinheiro e amortizar no fim do ano. “Se o servidor tem uma dívida parcelada em 36 vezes, ele pode dar essa amortização e as parcelas que levariam quase três anos sofrerão uma reduzida significativa”, avalia.

    O professor alerta, ainda, sobre o controle dos gastos básicos, prioritários do mês, e das despesas supérfluas, pois saber dosá-los é o começo para ajustar o orçamento. O economista explica que é preciso priorizar os pagamentos de contas fixas, como energia elétrica, água, serviço de internet e telefone.

    Henderson Martins
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