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    Economia


    Preços no comércio têm variação de até 400% em Manaus

    Estratégia de quem costuma fazer as compras de casa é sempre pesquisar os preços dos itens em diferentes estabelecimentos - Marcio Melo

    A variação de preços dos itens que compõem a cesta básica em Manaus atingiu um número alto que possibilita que um mesmo produto custe até quatro vezes o valor em diferentes supermercados. A pesquisa realizada pela Secretaria Executiva de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM), que analisa itens de alimentação, limpeza e higiene pessoal, aponta que o sabão em pó de um quilo, por exemplo, varia mais de 403% e a cebola varia até 266,33%.

    Ainda no segmento de alimentação, o extrato de tomate de 340 gramas varia até 217%. A menor variação dos alimentos ficou por conta do café em pó de 250 gramas com 16,26% de variação entre os estabelecimentos.

    O presidente da Associação de Supermercados do Amazonas (Amase-AM), Alexandre Zuqui, esclareceu que essa grande variação acontece porque as ações propostas entre os supermercados e atrativos das empresas é em cima de negociações que os mesmos fazem para atrair o cliente.

    Assim, pode ter um supermercado que fez uma boa negociação por meio de compras de um determinado produto para atrair o cliente e o outro estar fazendo uma ação similar, mas voltado para outro produto. “Cabe ao consumidor fazer a pesquisa de preços e buscar entre os supermercados que lhe atrai mais”, salienta Zuqui.

    Entre os produtos de limpeza, o campeão de variação com 403,10% entre os estabelecimentos foi o pacote de sabão em pó de um quilo. Os produtos de limpeza com menor variação foi a água sanitária de um litro.

    Já na parte de produto de higiene pessoal com maior variação foi o creme dental de 90 gramas que alcançou 127,52%. No mesmo segmento, o produto com menor variação foi pacote de papel higiênico que chegou apenas a 86,14% de variação.

    A secretária executiva do Procon-AM, Rosely Fernandes, ressaltou que os dados refletem a lei de oferta e demanda do mercado que levam em conta a questão operacional de fornecedores. Grande parte dos produtos que são comercializados no Amazonas são produzidos na própria região, mas outra parcela também é exportada de outros Estados, por meio de frota que reflete no preço, bem como outros fatores como climáticos locais como seca e cheia dos rios. “É fundamental o consumidor fazer pesquisa de mercados produtos”, aponta.

    O servidor público Raimundo Hermes, 47, disse que a variação alta é bastante perceptível no bolso e usou como exemplo o pacote de leite que pode variar até de R$ 7 para R$ 10 entre dois hipermercados que citou. Raimundo faz a pesquisa de preços “na ponta do lápis” e vai aos supermercados em busca dos produtos mais em conta. “É por esse motivo que o consumidor não compra tudo em um só lugar, tem que comprar o que será mais barato em
    cada concorrente”, conta.

    De olho nos encartes

    A autônoma Elisandra Abrahim, 42, disse que pesquisa os encartes, comprova a alta variação e, por isso, procura sempre as promoções seja no meio da semana ou no fim de semana em qualquer supermercado e faz pesquisa. “Eu reservo um dia exclusivamente para ir em um supermercado e fazer a pesquisa de preço. Só assim para poder fugir dos produtos caros”, detalha.

    Elisandra comentou que, dependendo da compra, é possível economizar de 10% a 15%. “Não sou de ficar comprando coisas separadas porque o custo aumenta ao se incluir transporte e outras despesas”, completa.

    A pesquisa foi realizada nos dias 26 e 27 de junho nos supermercados Frigoum do bairro Coroado, Assaí no bairro Mutirão, Baratão da Carne do bairro Cidade de Deus, Atack do bairro Cidade Nova; Atacadão do bairro Cidade Nova, Flecha Atacadista no bairro Crespo, Carrefour no bairro Adrianópolis, Supermercados DB também no bairro Adrianópolis e Nova Era do bairro Flores.

    Joandres Xavier
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