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    Economia


    Produção de banana cresce 20% no Amazonas

    Entre cooperativas e associações, 70 agricultores familiares investiram em dois tipos do plantio da banana: a tapineu e a pacovan - Divulgação

    O município de Rio Preto da Eva (58 km de Manaus), se destaca há 16 anos pela produção de laranja, peixe, grama esmeralda. Porém, no último ano, o crescimento de um outro tipo de cultura tem dado orgulho para a região. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a produção e a comercialização de banana e derivados da fruta cresceram 20%.

    A soma foi feita no último ano. Entre cooperativas e associações, 70 agricultores familiares investiram em dois tipos do plantio da banana: a tapineu e a pacovan. Eles implantaram um novo sistema de irrigação por microaspersão, com aplicação feita por baixo das folhas, e usaram mudas do tipo Thap Maeo e Caipira. A mudança gerou potencial comercial, principalmente, por semelhança à banana-maçã, uma das variedades mais apreciadas pela população da região amazonense.

    Além disso, outro apoio fundamental aos agricultores familiares foi o financiamento de veículos de transporte de cargas, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), presente entre os 10 eixos do Pano Safra 2017/2020. Cerca de 40 veículos já foram entregues e o objetivo é facilitar o deslocamento dos agricultores que levam seus produtos para as feiras do estado, como um incentivo à comercialização.

    Leia também:Produtores de Rio Preto da Eva aprendem técnicas para processamento de frutas

    O agricultor familiar Luiz de Abreu, de 40 anos, é um dos integrantes da Associação dos Produtores Rurais da Comunidade Nova Esperança (Asprones). Lá, os cooperados fazem o plantio dos dois tipos da banana e a produção anual chega a 2 mil toneladas. Parte dessa produção é destinada para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a expectativa para 2017 é produzir 80 toneladas para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Os dois Programas são executados pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

    “A comercialização está crescendo e vejo os programas do Governo Federal como os nossos maiores incentivadores. O PAA, por exemplo, tem ajudado esse mercado a crescer. É bom para nós, porque a cada dia produzimos mais e a renda aumenta”, justifica Abreu.


    Mais produção

    O município de Rio Preto da Eva tem cerca de 450 hectares da plantação de banana, que virou a principal fonte de renda para a região. Os agricultores produzem ainda outros alimentos orgânicos e convencionais. A produção do município, que gira em torno de R$120 mil, é comercializada na feira da agricultura familiar da região, que acontece nos finais de semana. Ao todo, 42 agricultores participam.

    José Maria Frade Júnior, engenheiro agrônomo e gerente da unidade local do Idam, explica que essa elevação na produção aumenta a vontade de que os agricultores produzam mais. “É um espaço em que as pessoas têm melhorado sua renda, principalmente, com essas comercializações diretas. Nós tivemos o primeiro PAA Orgânico do estado do Amazonas e vamos para a segunda etapa. É uma atividade que está dando muito certo”, finaliza o engenheiro.

    EM TEMPO

    Com informações da assessoria

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