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    Economia


    Ter carro próprio ou usar o Uber: tendência da economia compartilhada

    Completando quatro meses de uso em Manaus, o Uber ganha cada vez mais usuários pela cidade. O aplicativo de transporte individual, após passar pelos protestos iniciais dos taxistas, agora traz um novo questionamento. Na ponta do lápis, ainda compensa ter um carro próprio? Essa pergunta é mais abrangente do que parece e impossível de se verificar apenas com contas ou números. Além de trajetos e percursos, é preciso levar em consideração o perfil de cada pessoa.  Para ajudar o usuário, montamos uma lista que vai ajudar você a decidir o seu tipo de transporte:

    Uma nova cultura: ter e usar 

    O educador financeiro Fred Marques conta que o Uber faz parte de uma mudança cultural pela qual os brasileiros estão passando. “Trata-se da economia compartilhada, onde o que importa não é a propriedade. O que importa é a posse”, diz ele. “Ou seja, a propriedade é ser dono do objeto e a posse é usar o objeto que é de outra pessoa”. Antes de decidir em qual modelo você se encaixa, é melhor observar alguns itens:

    Que gastos devem ser levados em consideração?

    Os custos do carro próprio não se restringem às parcelas. Além da gasolina, gasta-se com impostos, taxas de estacionamento, consertos e muito mais. Já com o Uber, o preço-base da corrida é de R$1,50, mais R1,15 por quilômetro percorrido e R$0,15 por minuto da duração da viagem. De acordo com Marques, o ideal é anotar os trajetos do dia a dia e observar o consumo durante um mês.

    Quem está mais propenso a usar Uber?

    Utilizar o aplicativo implica confiar no invisível: através da tecnologia, o seu cartão de cartão de crédito está pagando por um bem abstrato. Marques afirma que essa é uma característica do fenômeno da economia compartilhada. “A tecnologia demanda uma confiança no abstrato e quem está mais preparado para esse tipo de economia são os jovens”, diz.

    Preço, conforto ou segurança?

    Esse quesito pode ser analisado particularmente em cada corrida – e isso também vai de cada pessoa. Em caso de trajetos mais curtos ou retos, vale a pena considerar até mesmo o ônibus. O carro próprio oferece mais conforto e até mesmo uma certa segurança em relação ao transporte público. Já com o Uber, o preço da corrida pode subir em horários de pico, mas o aplicativo oferece a possibilidade de dividir corridas com um “carona”.

    Roger Lima
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