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    Economia


    Amazonenses já pagaram R$ 15,9 bi em impostos em 2017

    Valor representa acréscimo de 12% em relação ao mesmo período de 2016 - Divulgação

    O amazonense tem pago mais impostos em 2017, em relação ao ano passado. Segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, de 1º de janeiro deste ano até esta terça-feira (8), os contribuintes do Estado já haviam desembolsado em torno de R$ 15,9 bilhões em impostos, ou seja, 12% a mais do que no mesmo período de 2016.

    O valor pago no Amazonas representa 1,24% do total arrecadado com impostos no Brasil, em torno de R$ 1,3 trilhão. Na capital do Amazonas, os contribuintes já pagaram R$ 731 milhões neste ano.

    “É muito imposto, e o poder público gasta mal, sem falar que o retorno para a sociedade é quase zero. Esse alto índice de pagamento de impostos atinge tanto os empresários quanto o consumidor final”, comentou o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

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    O presidente do Cieam citou o fato de o amazonense pagar um valor alto pela energia elétrica, que, segundo ele, é de péssima qualidade. Périco lembrou ainda a falta de investimento em áreas essenciais, como saúde, segurança e educação.

    Uma alternativa para a mudança do quadro atual no Amazonas, em que se recolhe muito e se investe pouco, segundo Périco, seria a redução nos gastos públicos e no custo da máquina administrativa. “Nenhum dos poderes fala em corte de despesa, redução do quadro de funcionários ou na revisão da política de benefícios por parte do funcionalismo público”, afirmou.

    Segundo Périco, no cenário nacional, o clima já é de aumento da alíquota do Imposto de Renda, transferido para o cidadão os gastos em exceção do dinheiro público. Conforme ele, os aumentos influenciam na competitividade da indústria brasileira, que fica afetada por conta das cargas excessivas de impostos.

    A exemplo dos demais brasileiros, amazonenses estão pagando mais impostos neste ano, na comparação com 2016 - Ione Moreno

    Empresários afetados

    O empresário Jorge Neves afirmou que os elevados impostos prejudicam os pequenos empresários. Segundo ele, o mercado continua a vender, mas existe um reflexo por conta dos aumentos dos impostos, que, anos atrás, eram bem menores.

    Conforme Neves, mesmo em cenário de crise econômica, o empresário não pode parar de investir. “O único problema é que se a empresa paga mais imposto, alguém receberá esse aumento, e sempre quem sofre com o repasse é o consumidor final”, argumentou o empresário.

    Conforme Neves, caso houvesse uma redução nos valores de impostos cobrados, haveria uma diminuição nos preços dos produtos. Segundo o empresário, o retorno da administração pública para o imposto que é pago pelo amazonense é inferior. “No Amazonas, se gasta três vezes mais do que se gasta em uma cidade europeia”, disse.

    A feirante Joana Nogueira, 53, lamenta que seja pago tanto em imposto para pouco retorno. Segundo ela, o trabalhador vive um aperto todos os meses para pagar luz, água e outras contas fixas, e ainda precisa buscar recursos para valores embutidos em produtos essenciais para a população, como os de alimentação, que estão mais caros.

    Henderson Martins
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