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    Economia


    Preço da gasolina em Manaus é maior que a média nacional, aponta estudo

    Preço médio da gasolina é maior em Manaus do que é cobrado no país - Janailton Falcão

    O litro da gasolina nos postos de Manaus custa, em média, R$ 4,18, ou seja, 8,57% a mais que o preço médio comercializado no país, de R$ 3,85. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) e constam de uma pesquisa realizada, do dia 3 a 9 de setembro, em 31 postos de combustíveis da capital amazonense.
    Apesar do preço médio do litro da gasolina atingir R$ 4,18, em Manaus, há postos que comercializam o produto a R$ 3,75, conforme verificou a reportagem em alguns estabelecimentos da Zona Leste da cidade. O preço máximo encontrado, segundo a ANP, é de R$ 4,25.

    Conforme a agência, o litro da gasolina vendido nos postos de combustíveis em Manaus é o 5º mais caro dentre as capitais brasileiras. O estudo da ANP revela que em relação ao etanol, a capital amazonense está na 10ª posição ao comercializar o litro desse combustível a R$ 2,28. Os dados mostram que é na Região Norte onde o motorista paga mais caro para abastecer o veículo.

    O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Amazonas (Sindicam), Geraldo Dantas, reconhece que a gasolina vendida em Manaus está cara. Segundo ele, os custos elevados de itens, como o frete, por exemplo, além da influência do mercado externo, são alguns dos fatores que contribuem para a alta do preço do litro da gasolina na capital amazonense.

    "Em primeiro lugar é a distância (que encarece o preço dos combustíveis). Como o Amazonas é mais longe do que as refinarias de petróleo, o valor alto supre as necessidades por causa do frete que sai um pouco mais caro. Algumas vezes, aconteceu de a gasolina estar em promoção nos postos de Manaus, enquanto que, no resto do país, ela estava com o valor mais alto. Por causa do furacão Irma, a refinaria Motiva Enterprises (nos Estados Unidos), que exportava parte do petróleo para o Brasil, reduziu a produção e impactou no nosso país. A Petrobras teve um aumento desse preço", disse o empresário.

    Leia também: Petrobras reajusta preços da gasolina e do diesel neste sábado

    De acordo com Dantas, as refinarias de petróleo, quando param de produzir, causam o reajuste imediato no preço da gasolina. "É uma forma forçada de compensar a perda. As refinarias são obrigadas a aumentar o valor e assim equilibrar as finanças", revelou.

    Reclamações

    Por sua vez, os consumidores desaprovam o preço alto dos combustíveis em Manaus. O motorista da empresa Uber, Moisés Moura, 35, não concorda com o preço praticado na capital amazonense. "Acho um absurdo o preço da gasolina. Em outros países, encontramos a gasolina num preço bem baixo, para o nosso preço ser desse valor. Temos que manter IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e nossos impostos não têm retorno", avaliou.

    O taxista André Luiz Danzi, 47, disse que o fato de utilizar bastante o carro no dia-a-dia para trabalhar, faz ele gastar mais para manter o veículo e reduzir os recursos que investiria com a família.

    "Trabalho com vendas, então consumo bastante gasolina por dia. Esse preço realmente está abusivo, principalmente, para o taxista. O governo devia olhar mais as pessoas que trabalham como autônomas e dependem do carro para trabalhar”, disse.

    Em nota, divulgada no site, a Petrobras justifica que o aumento é necessário por causa das oscilações da cotação do barril do petróleo no exterior.

    Reajuste

    O último anúncio de aumento da Petrobras foi no dia (8), quando a estatal subiu em 1,5% o preço do diesel e em 2,6% o preço da gasolina vendidos nas refinarias. Antes, no dia 6, a empresa já havia aumentado em 0,7 % o preço do diesel e recuado em 3,8% o preço da gasolina.

    Os aumentos ou reduções dos combustíveis, ou seja, o reajuste em geral, tem um limite percentual a ser seguido, e pré-determinado e não podem ultrapassar a faixa determinada -7% ou +7%, respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras.

    Os aumentos diários fazem parte da nova política de preços adotada pela Petrobras desde o dia 30 de junho. Naquele dia, a estatal informou que os reajustes teriam mais frequência e poderiam até ser diários, dependendo das oscilações do preço do produto no mercado externo. As alterações objetivam dar maior autonomia para a área técnica de marketing e comercialização da estatal visando realizar ajustes nos preços, que podem mudar a qualquer momento.

    No entendimento da Petrobras, com a revisão anunciada, a nova política de preços permitiria maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitaria competir de maneira mais ágil e eficiente, recuperando parte do mercado que a empresa vinha perdendo para os derivados importados.

    Interior

    Segundo a ANP, o preço da gasolina em outros municípios do Amazonas, como Tefé, por exemplo, custa, em média, R$ 4,95. O valor foi pesquisado em sete postos da cidade.
    Em Manacapuru o valor cobrado pela gasolina é mais baixo do que em Manaus. Na terra das cirandas, o litro do produto chega a custar R$ 3,89, em média

    Portal EM TEMPO

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