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    Economia


    Valor do gás de cozinha vai aumentar nos próximos dias

    A Petrobras destacou que o reajuste não tem incidência de tributos - Marcely Gomes

    As distribuidoras de gás de cozinha (Gás Liquefeito de Petróleo-GLP) ainda não aumentaram o preço do botijão de gás, que poderia chegar, nesta quarta-feira (11), até R$ 75, valor correspondente ao reajuste de 12,9%, anunciado  pela Petrobras. Em pontos de revenda, ainda é possível encontrar o produto, por no mínimo R$ 63. No entanto, empresários do setor aguardam acréscimo ser fixado, nos próximos dias, pela Fogás e Amazongás, para poder elevar o custo do produto.

    Ao falar sobre aumento, a Petrobras destacou que o reajuste não tem incidência de tributos. E, caso a diferença de preço seja repassada integralmente ao consumidor final, a estimativa é que o botijão de GLP P-13 suba em torno de 5,1%, em média, ou cerca de R$ 3,09 por unidade. Este repasse fica sob a responsabilidade das distribuidoras em cada região brasileira. Em Manaus, é possível encontrar botijas de gás de 13 quilos, com valor médio, de R$ 68.

    O presidente da Federação dos Revendedores de Gás do Amazonas (Fegas-AM,), Fernando Feitoza, defende que ao anunciar o aumento, as distribuidoras passam a revender já o estoque novo, porém a maioria dos pontos de revenda ainda permanecem com o acúmulo de produto, que continua a ser vendido com preço anterior.

    “Às revendedoras ainda passam alguns dias, ou até uma semana, com o mesmo preço estabelecido, mas quando há a renovação de botijas de gás, o estoque já vem com o novo preço”, detalha.

    Leia também:Preço do gás de cozinha sobe 12,9% a partir de amanhã

    Dessa forma, alguns pontos da cidade continuam vendendo gás de cozinha ao preço mais acessível. Um exemplo é o caso do revendedor da Fogás, Jaime Pontes, que mantém um estabelecimento na avenida Ramos Ferreira no bairro de Aparecida, Zona Sul.

    “Nosso preço continua o antigo de R$ 63 o botijão de 13 quilos, mas nesta quarta a Fogás já garantiu que em breve vai repassar o novo valor”, explicou.

    Alguns pontos da cidade continuam vendendo gás de cozinha ao preço mais acessível - Arthur Castro

    Jaime informou ainda que o reajuste anunciado em 26 de setembro pela Petrobras, de 6,9%, com aumento real de R$ 1,55, para o consumidor final, não foi adotado pela distribuidora e o preço antigo permaneceu na época.

    “Mesmo que aumente desta vez, a clientela não deixa de comprar porque é necessário, sempre vende gás”, finalizou o empresário.

    Outra empresária, Erika Santos, que revende botijões da AmazonGás, disse que o preço ainda deve demorar alguns dias para ser alterado, mas depende exclusivamente da mudança da concorrência primeiro. “Nosso valor sempre muda umas duas semanas após a Fogás anunciar por quanto vai revender, mas por enquanto continuamos com as vendas de botijão de 13 quilos a R$ 63 ”, salientou.

    Sobre repassar o preço ao consumidor final, Erika apontou que não tem riscos para as vendas e disse que o empresário precisa manter a margem de lucro. “Se o valor do gás aumenta para mim, também vou aumentar o preço da revenda dentro da margem de lucro que preciso para cobrir gastos. O que não posso é ganhar menos do que ganhava antes”, explica.

    A autônoma Cristina Barros comprou a última carga de gás de 13 quilos ainda por R$ 63, mas já lamenta o novo reajuste que vai encarecer o produto. “O preço vai ficar um absurdo e o salário não aumenta. Dia após dia, aumenta valor do gás, da gasolina e até energia. Logo vamos precisar cozinhar a lenha”, brincou. A botija de 13 quilos na casa da dona Cristina dura em média 45 dias.

    Joandres Xavier
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