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    Mobilização trabalhista


    Auditores Fiscais paralisam 70% do efetivo em Manaus nesta terça (14)

    A categoria cobra cumprimento do acordo total feito com o governo Federal para ajustar o bônus de produtividade e eficiência

    Categoria em Manaus vai aderir ao movimento de paralisação nacional. | Foto: Ione Moreno

    Os analistas tributários e auditores fiscais do Amazonas vão aderir a mobilização nacional da categoria nesta terça-feira (14) e paralisar 70% do efetivo nos portos e aeroportos locais. O movimento se levantou após o governo não cumprir com 100% do acordo de benefícios assinado entre as partes.

    A categoria estará de braços cruzados por tempo indeterminado, às terças, quartas e quintas-feiras, sendo que às segundas e sextas não acessarão seus computadores de trabalho.

    A mobilização começou oficialmente no dia 2 de novembro a partir de manifesto publicado pelo Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal). No texto a categoria avisa que todas as unidades da Receita Federal, incluindo aduanas em portos, aeroportos e zonas de fronteiras, participarão do esforço. Nesse período, estarão liberados somente perecíveis, insumos e equipamentos médicos e laboratoriais, além de traslados de despojos. “É preciso deixar claro que não afetará a população”, destaca o texto.

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    Com essa mobilização, apenas 30% dos trabalhadores estarão atuando nos portos e aeroportos de Manaus a partir desta terça, de acordo com a confirmação do presidente do Sindifisco-AM, José Jeferson Almeida. “O governo descumpriu todos os prazos conosco. Os colegas esperaram o prazo dado pelo planejamento que era 31 de outubro, já estamos no meio de novembro e nada. Assinamos um acordo virou lei e o governo não cumpriu todo”, desabafou.

    A categoria argumenta que deu todos os prazos possíveis e necessários para que o Governo Federal ajustasse o bônus de produtividade e eficiência, a fim de colocar um ponto final na campanha salarial que se arrasta há mais de um ano. Mas, diante do descumprimento do prazo (até dia 31 agosto) dado pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, durante reunião em 2 de outubro, a única alternativa que restou aos Auditores-Fiscais para fazer valer o ajustado é a greve.

    Auditores fiscais paralisam nesta terça em Manaus cobrando acordo com governo Federal
    Auditores fiscais paralisam nesta terça em Manaus cobrando acordo com governo Federal | Foto: Ione Moreno

    Comércio e Indústria

    Os dois maiores setores da economia do Amazonas terão reflexo da mobilização. O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bichara, afirmou que entende o direito de reivindicação da categoria, mas lamentou que a paralisação seja feita nesse período de fim de ano primordial para o comércio, quando o setor consegue dobrar o faturamento e dar um fôlego a mais. “Não tenha dúvida que vai dificultar sensivelmente o recebimento de mercadorias e se persistir a greve possivelmente vai faltar grande quantidade de produtos nas prateleiras”, explicou.

    Já o vice-presidente da Federação da Indústria do Amazonas (Fieam), Nelson Avezedo, disse que isso logicamente impacta na chegada de insumos e na saída de mercadorias do Polo Industrial de Manaus. Azevedo destacou que essa barreira vai interromper um momento essencial de fugir da crise e de atender os pedidos de final de ano quando as vendas crescem. “A gente entende que existe o direito sagrado de greve, mas nesse momento a gente apelaria para o bom senso, porque a situação requer de todos nós um certo sacrifício”, afirmou.  

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