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    Consumidor


    Preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 83 no AM

    O novo valor ocorre após o reajuste de 8,9% anunciado para valer a partir desta terça-feira (5)

    Botija sobe de R$ 79 pra R$ 83 a partir desta terça-feira
    Botija sobe de R$ 79 pra R$ 83 a partir desta terça-feira | Foto: Arthur Castro

    O preço da botija de 13 quilos do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) popular gás de cozinha, pode subir de R$ 79 até R$ 83 a partir desta terça-feira (5) nas revendedoras no Amazonas. O novo aumento vem após a Petrobras reajustar em 8,9%, em média, o preço do composto para uso residencial. Atualmente o valor médio do gás de cozinha de 13 quilos é vendido em Manaus de R$ 75.

    A Petrobras divulgou em nota no seu site, que o aumento se deve principalmente à alta das cotações do produto nos mercados internacionais, que acompanha a alta do Brent, (petróleo cru), que indica a origem do óleo e o mercado onde ele é negociado. A nova política de preço da Petrobras também intensificou os reajustes que tem ocorrido com mais frequência.

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    O percentual anunciado de reajuste leva em conta preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a Petrobras estima que o preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos deve subir, em média, 4%, ou cerca de R$ 2,53 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

    A previsão da Federação é que esse novo valor comece a chegar às revendedoras a partir do dia 11 de dezembro. Isso porque todo dia 5 de cada mês a Petrobras repassa o reajuste para as distribuidoras, que por sua vez, repassam o novo valor para as revendedoras até o dia 10. Na nova compra, se o revendedor não tiver estoque antigo, já começa a valer o novo valor na nova compra.

    O aumento já é o sétimo que acontece este ano. O presidente da Federação das Empresas Revendedores de Gás Liquefeito do Amazonas (GLP), Fernando Feitoza, criticou que infelizmente o aumento vai prejudicar tanto o revendedor quanto consumidor final.

    Segundo o empresário, prejudica a maioria dos revendedores porque eles acabam não repassando o aumento que vem das distribuidoras para não encarecer o produto e assim defasam suas empresas.

    Assim várias revendas acabam fechando como ano passado, quando fechou mais de 80 estabelecimentos. E também traz prejuízos para o consumidor. “Nesse ritmo, daqui a pouco, 10% do salário mínimo vai estar sendo consumido só em gás. Isso prejudica todos nós brasileiros em geral, que infelizmente temos que ficar a mercê desse governo”, lamentou Feitoza.

    Em nota, o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirma que o reajuste anunciado pela Petrobras ainda deixa o preço dos botijões de cozinha de 13 quilos cerca de 1,3% abaixo do preço de paridade internacional.

    Edição: Gláucia Chair

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