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    Custo de vida


    Custo da cesta básica para família de 4 pessoas no AM é superior a salário mínimo, aponta Dieese

    Em novembro para ter uma alimentação ideal uma família de quatro pessoas gastaria mais de R$ 1 mil

    De acordo com o estudo, no mês de novembro, o custo da cesta básica de Manaus foi de R$ 345,66
    De acordo com o estudo, no mês de novembro, o custo da cesta básica de Manaus foi de R$ 345,66 | Foto: Márcio Melo


    O custo para uma família amazonense comum de até quatro pessoas se alimentar durante um mês com a cesta básica, em novembro, ainda é maior que um salário mínimo vigente. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o preço da alimentação básica em novembro ficou em R$ 1.047,57, cerca 1,12 vezes o salário mínimo bruto que atualmente é de R$ 937. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6).

    O economista Joacy Botelho, analisou que a queda no preço da cesta básica tem sido uma tendência nacional. “Os preços estão caindo de uma maneira geral no Brasil todo. Principalmente porque o brasileiro continua com pouco dinheiro, o que faz reduzir a procura, e consequentemente reduz o preço com a baixa oferta”, salienta.

    Sobrevivência

    O valor dos gastos necessários com alimentação ao longo de um mês acima do valor do salário mínimo, é um problema histórico do Brasil, segundo Joacy Botelho. “O trabalhador brasileiro que ganha um salário mínimo não está vivendo, continua sobrevivendo. Um salário mínimo continua sendo insuficiente para uma família viver bem”, apontou.  

    De acordo com o estudo, no mês de novembro, o custo da cesta básica de Manaus foi de R$ 345,66, diminuindo em relação ao mês de outubro quando era de R$ 349,19, uma variação de -1,01%. Em novembro de 2016, ou seja, há um ano, a cesta básica custava R$ 394,21 um valor cerca de 12,32% menor dos últimos doze meses.

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    Famílias

    O motorista Cyro Reis, 48, que em casa tem dois filhos mais a esposa, informou que tem uma renda líquida mensal de R$ 1,4 mil, mas no decorrer de um mês chega a comprometer quase metade do que ganha, apenas com alimentação. “Geralmente, com R$ 600 dá para a gente comprar os alimentos básicos, mas tem mês que gasto mais da metade da minha renda para manter o rancho da casa”, explicou.

    Quanto ao preço, Cyro disse que não sentiu diminuição do preço dos produtos da cesta básica na prática. “Por um lado, até reduzem, mas chega uma época que aumentam novamente, o que acaba equiparando os gastos. A gente faz as compras do mês, mas sempre falta e no decorrer dos dias tem que estar comprando separado. Também entram o gasto com coisas pequenas, como frutas e verduras”, detalha.

    Manaus

    Com a quinta queda consecutiva do valor da cesta deste ano, Manaus passa a ocupar a 15° colocação no ranking das cestas básicas, dentre as 21 capitais onde, atualmente é realizada a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.

    Seis produtos apresentaram queda cinco tiveram alta e um não apresentou variação no mês analisado. Houve predominância de queda nos preços da banana com -9,85 %, do arroz com -4,78%, do feijão com -3,77% e do óleo de soja com -3,47%. Por outro lado, houve aumento da manteiga de 2,37%), da farinha de 1,61% e do leite de 1,52%. O açúcar não apresentou variação.

    Pesquisa nacional

    Em novembro, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em 17 das 21 cidades onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As retrações mais intensas foram registradas no Rio de Janeiro com -3,25%, Belém com -2,26% e Brasília com -2,12%.

    No Nordeste, 4 cidades tiveram elevação no valor da cesta. No caso de Aracaju foi de 0,21%, Maceió 0,44%, Recife 0,58% e Natal 0,96%. Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara, com custo de R$ 444,16, seguida por São Paulo com R$ 423,23 e Florianópolis R$ 415,00. 

    Edição: Gláucia Chair 

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