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    Construção civil


    Venda de material de construção deve crescer no AM em 2018

    Empresários do setor estão otimistas em relação às vendas do setor que já começaram aquecidas no início do ano

    Materiais de construção
    Materiais de construção | Foto: Marcely Gomes


    O começo do ano é um dos períodos mais escolhidos para famílias que querem fazer reformas em casa. Como em todos os setores, o segmento da venda de materiais de construção também sofreu os efeitos da crise econômica, experimentando baixa demanda e poucas vendas, o que pode mudar neste ano.

    De acordo com o empresário no ramo de atacado e varejo de materiais de construção, Rone Barbosa, em 2016 o setor experimentou uma queda no fornecimento e nas vendas desses materiais devido à crise. Com isso, o movimento não parou, mas o consumo ocorreu com menor intensidade.

    Materiais de construção
    Materiais de construção | Foto: Marcely Gomes

    No entanto, 2017 registrou um crescimento com oscilações, ou seja, uma semana era de comércio aquecido e na outra voltava a cair. Para 2018, a expectativa é positiva. “Iniciamos o ano com a venda e fornecimento aquecidos. Apesar do período chuvoso, os clientes não desanimaram. As lojas estão, inclusive, pedindo reposição desse material, então estamos torcendo para que o ritmo continue assim”, disse.

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    Entre os itens mais procurados pelos consumidores estão materiais para pintura, como tintas e pincéis, além de tijolos e telhas. Os preços costumam variar dependendo da marca de alguns destes produtos. Latas de tinta, por exemplo, podem custar de R$80 a 150. “Existem consumidores diferenciados, que classificamos em A e B. A classe A, que supostamente comprariam os itens mais caros do mercado, entretanto, tem preferido marcas mais populares, que ultimamente tem se equiparado às mais caras”, explicou Rone.

    Materiais de construção
    Materiais de construção | Foto: Marcely Gomes

    primeira quinzee 2018 foi marcada pelas vendas aquecidas na loja JLN Materiais de Construção, localizada na Avenida Brasil, bairro Compensa, zona Oeste de Manaus. O estabelecimento, que vende cerca de 40 mil itens de construção, soma produtos como areia e seixo à lista de materiais mais procurados.

    De acordo com o gerente do local, Raimundo Moreira, há uma disparidade entre as vendas de janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país enfrentava a crise. “Ano passado foi um ano de contenção, então as vendas foram mais lentas. Mas este ano começamos a todo vapor, ainda bem! ”, disse.

    Em tempos onde o movimento era lento, as promoções ajudavam a segurar a loja. “O que ajudava eram as promoções que fazíamos. Geralmente oferecíamos descontos de 15% quando o pagamento era feito à vista. Além disso, também parcelamos as compras em até 12 vezes sem juros no cartão”, explicou.

    A aposentada Francisca Ribeiro, 77, costuma aproveitar o início do ano para realizar reformas em cassa. Para isso, ela costuma comprar materiais em lojas diferentes. “Já possuo uma loja cativa onde compro materiais como areia, seixo e tijolo. Mas quando se trata de cimento, procuro pesquisar onde encontro o melhor preço”, afirmou.


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