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    Editorial


    A tecnologia agradece

    A relação entre os jovens e a internet é tão estreita que um estudo de uma comunidade on-line de pesquisa, o Conecta, mostra que o jovem internauta brasileiro possui, em média, perfil em 7 redes sociais. As mais populares são: Facebook (96% possuem perfil), YouTube (79%), Skype (69%), Google+ (67%) e Twitter (64%). É isso mesmo. Não satisfeita com o popular Facebook, a juventude parte para todas as alternativas que surgirem no meio caminho. Segundo o Conecta, “navegar nessas redes é um hábito de 90% dos internautas de todo o país com idade entre 15 e 32 anos”. As outras atividades comuns na web são buscar informações (86%), acompanhar notícias (74%), assistir a vídeos (71%), ouvir música (64%) e trocar e-mails. Na verdade, o Conecta limitou-se ao público jovem, mas a disposição para acessar à rede abrange todas as faixas etárias. É o que Nelson Rodrigues chamaria de “óbvio ululante”.

    Ainda conforme a pesquisa do Conecta, “boa parte do acesso às redes ocorre em dispositivos móveis”. O Facebook está presente em 88% dos celulares dos jovens, seguido dos aplicativos de e-mail (84%), YouTube (81%) e WhatsApp (79%). Em tablets, o Facebook está instalado em 61%, os e-mails em 57% e o YouTube em 59%. Quando o assunto é “vício de internet”, a pesquisa mostra que 89% dos internautas estão continuamente conectados ao Facebook, 87% ao WhatsApp, 80% aos emails e 63% ao Instagram. Enquanto for instrumento de informação, entretenimento e estreitamento das relações sociais, está tudo bem, tudo bom. Quando se torna algo patológico – como foi abordado pelo EM TEMPO no domingo passado em uma série de reportagens –, o alerta deve ser ligado. É notório que os dias atuais são melhores porque tiveram avanços incontestáveis e quem fica para trás corre o risco de também se tornar obsoleto, porém tocar um jornal ou uma revista no formato original não tem preço.

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