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1. Evolução Biológica

"Nada na Biologia faz sentido exceto à luz da evolução". Frase célebre do evolucionista russo Theodosius Do-bzhanski. A evolução é um processo gradual de ajuste dos seres vivos ao meio ambiente.

1.2. Fixismo

O filósofo grego Aristóteles, grande estudioso da natureza, não admitia a ocorrência de transformação das espécies, achavam que os seres vivos eram imutáveis. Acreditava que os organismos eram distribuí-dos segundo uma escala que ia do mais simples ao mais complexo. Os chamados, fixistas propunham que as espécies vivas já existiam desde a origem do planeta e a extinção de muitas delas deveu-se a eventos especiais como, por exemplo, catástrofes, que teriam exterminado grupos inteiros de seres vivos.

Fixismo

2. Evolução Biológica

Representa a adaptação das espécies a meios em contínua mudança. Nem sempre a adaptação implica aperfeiçoamento. Muitas vezes, leva a uma simplificação.

Jean Baptiste Lamarck, evolucionista francês, um dos primeiros cientistas precursores do evolucionismo 1744-1829). Segundo Lamarck, os seres vivos deveri-am adaptar-se ao meio onde vivem para poder sobreviver. Para isso, a evolução dependeria de três fundamentos, que serão vistos a seguir.

Lamark
Lamarck

2.1 Adaptação ao Meio

Os seres vivos deveriam adaptar-se ao meio para poder sobreviver. Caso não se adaptassem, morreriam sem deixar descendentes. Lamarck achava que o meio forçava o indivíduo a mudar. Imagine se os animais que possuem muitos pelos, desenvolviam os pelos para viverem em ambientes frios. Lamarck estava errado.

2.2 Lei do Uso e Desuso

2.2.1 Lamarck também pensou que o uso contínuo de uma determinada estrutura orgânica promoveria o seu desenvolvimento, enquanto o não-uso promoveria a atrofia da estrutura.

2.2.2 Lei da Transmissão dos Caracteres Adquiridos Todas as características adquiridas pela lei do uso e desuso seriam transmitidas aos descendentes. Pen-sem que um halterofilista, exageradamente musculoso, quando tivesse filhos, todos nasceriam exageradamen-te musculosos.

Girafas
Segundo Lamarck as girafas apresentam pescoço longo pela necessidade de alcançar os ramos mais altos das árvores e essa característica foi passada as futuras gerações.


As ideias de Lamarck receberam algumas críticas. É certo que o ambiente pode alterar algumas características fenotípicas do indivíduo, mas não a ponto de direcionar mudanças no seu genótipo, a fim de que essas características sejam transmitidas aos descendentes. Surgiram então as ideias evolucionistas, com os princípios do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). Darwin desenvolveu suas teorias em viagens realizadas às Ilhas Galápagos e com base na leitura dos trabalhos de Thomas Malthus. Galápagos é um arquipélago que está sobre placas tectónicas em movimento, fazendo com que as ilhas caminhem em direções diferente e sofrem correntes marinhas diferentes, fazendo pressões ambientais diferentes.

Ilhas Galápagos
Ilhas Galápagos

Darwin observou a variabilidade entre os seres vivos. Partindo dos trabalhos de Malthus, concluiu que nas-cem muito mais indivíduos do que existem meios para a sua subsistência. Assim, há uma luta pela sobrevivência entre os seres vivos, e somente os indiví¬duos portadores de adaptações ao meio onde vivem conseguem atingir a idade reprodutiva e, desse modo, passar as características vantajosas aos descendentes. Darwin chamou esse princípio de seleção natural.

3. Seleção natural de Darwin

Charles Darwin
Charles Darwin

É importante salientar que os indivíduos não mudam pela necessidade de sobreviver ou por exigências impostas pelo meio, como dizia Lamarck, mas, sim, ao acaso, ou seja, as mudanças ocorrem aleatoriamente e, se forem vantajosas para o indivíduo, permanecerão por meio da seleção natural.

Girafas - Charles Darwin

3.1. Segundo Darwin, as girafas desenvolveram pescoço longo, devido a seleção natural, ou seja, nasciam girafas de pescoço cutro e girafas de pescoço longo, porém Darwin não sabia a origem dessa diferença, não sabiam a origem da diversidade.

3.2. Melanismo industrial

Antes da época industrial, podia-se observar, na cidade inglesa de Manchester, o predomínio de mariposas de cor clara que se camuflavam na clara coloração dos liquens, confundindo os predadores sobre as de coloração escura. Com a poluição da época industrial, a fuligem escureceu os troncos das árvores, prejudicando as mariposas claras, então facilmente vistas pelos predadores. Com isso, o número de mariposas escuras aumentou, pois agora eram elas que passaram a confundir os predadores. As mariposas foram selecionadas pelo meio ambiente.

Mariposas

3.3. Teoria Sintética da evolução ou Neodarwinismo ou teoria moderna da Evolução

Na teoria sintética da evolução aos fundamentos básicos de Darwin foram acrescentados conceitos novos, como mutação, isolamento geográfico e isolamento reprodutivo das espécies, conceitos modernos de evolução adaptados a genética. Darwin, apesar de ter sido importantíssimo para a história da humanidade e contribuído de maneira significativa para a evolução com a Teoria da Seleção Natural, cometeu alguns erros por não ter como suporte conceitos genéticos ainda não conhecidos na época, então imaginem o que teria acontecido com o conhecimento científico se Darwin tivera conhecido Gregor Mendel.

A Teoria Sintética da Evolução baseia-se na seleção natural, na mutação genética e recombinação genética aliada aos fenômenos evolutivos como, isola-mento geográfico e no isolamento reprodutivo. O princípio da seleção natural estabelecido por Darwin a sobrevivência dos mais aptos continua existindo, ou seja, todo organismo com melhores características em relação ao ambiente onde vive e com maior capacidade reprodutiva terá maior chance de sobrevivência.

3.4 mutação

As variações existentes dentro de uma mesma espécie são decorrentes de mutações que ocorrem aleatoriamente e da recombinação gênica por meio do crossingover. Na verdade, a mutação e a recombinação, fenômenos que ocorrem ao acaso e indepen-dentemente da necessidade que o ambiente possa exigir, são as únicas duas fontes de variabilidade entre os indivíduos. Se a mutação trouxer características vantajosa, trazendo mais chances de sobrevivência ao indivíduo, ela irá permanecer, caso contrário será eliminada seletivamente.

Mutação

3.5. Provas do Processo Evolutivo

Existem algumas formas de se verificar que os processos de mudança e substituição de espécies vêm ocorrendo. Isso pode ser realizado por meio do estudo dos fósseis, comparações anatómicas, embriológicas, bioquímicas e genéticas entre os organismos.

3.6. Evidências Fósseis

Os fósseis são uma das mais importantes evidências do processo evolutivo, pois por meio deles evidenciam-se as diferenças evolutivas entre espécies extintas e atuais. O estudo dos fósseis, quando colocados em séries contínuas, permitem a reconstrução dos caminhos seguidos pela evolução.

O processo de fossilização é relativamente raro, pois depende da existência de condições extremamente favoráveis, como de solo e de clima, isso sem contar que apenas as partes mais duras dos seres vivos podem ser fossilizadas.

Evidências Anatomicas

3.7. Evidências Anatómicas

Existem órgãos que apresentam a mesma origem embrionária, embora nem sempre possuam a mesma função. São ditos órgãos homólogos. Exemplo: as asas de um morcego e os braços do ser humano,

Evidências Anatomicas

Caso possuam a mesma função, porém de origem embrionária diferente, serão denominados análogos. Exemplo: as asas dos insetos e das aves possuem origens embrionárias diferentes, mas a mesma função.

Asas de insetos

3.8. Evidências Embriológicas

Ontogênese

"A Ontogênese recapitula a filogênese" significa que o desenvolvimento embrionário recapitula, ou seja, revê o caminho ou a história evolutiva de cada grupo provando o parentesco evolutivo.

4. Covergência Adaptativa

Covergência Adaptativa

Na convergência adaptativa, animais não aparentados, sofrem as mesmas pressões seletivas e acabam ficando com características morfológicas semelhantes.

5. Divergência Adaptativa ou irradiação adaptativa

A irradiação adaptativa é um processo evolutivo que ocorre quando um grupo ancestral coloniza diferentes ambientes e pode originar outras espécies.

Divergência Adaptativa

6. Especiação

A especiação é o mecanismo de formação de novas espécies. Desde a origem da vida, os seres vivos sofrendo a diferenciação através de mudanças genéticas em decorrência de mutações genéticas. Lembrando que as mutações são aleatórias e permitem a formação de novas características.

A seleção natural, revelada por Darwin, possibilita os indivíduos que possuem características benéficas so-breviverem com as condições impostas pelo meio ambiente.

Especiação Alopátrica
Especiação Alopátrica

Podemos dividir a especiação em três tipos, que serão explicados a seguir: - Especiação alopátrica; - Especiação simpátrica; - Especiação parapátrica.

6.1 Alopátrica

Especiação alopátrica ocorre quando duas especies são separadas por um isolamento geográfico. O isolamento pode ocorrer devido à grande distância ou uma barreira física, como um deserto, rio ou montanha. Exemplo ocorreu nas selvas do congo quando o rio Congo dividiu duas populações de chimpanzés, com o passar dos tempos, as populações sofreram pressões e mutações, passando a originar duas espécies diferentes dos originais, os chimpanzés e os bonobos.

Exemplo de especiação alopátrica
Exemplo de especiação alopátrica (Foto: USP)

6.2 Simpátrica

A especiação simpátrica diferencia-se da alopátrica pela ausência da separação geográfica. Nessa especiação, duas populações de uma mesma espécie vivem na mesma área, mas não há cruzamento entre as mesmas, resultando em diferenças que levarão à especiação, ou seja, a uma nova espécie. Isso pode ocorrer pelo fato dos indivíduos explorarem outros nichos, como insetos herbívoros que experimentam uma nova planta hospedeira.

6.3 O processo evolutivo envolve dois mecanismos de especiação: a anagênese e a cladogênese

Exemplo de especiação alopátrica

6.3.1. Anagênese (ana = para cima; gênesis = ori-gem): representa a progressiva evolução de caracteres que surgem ou se modificam, alterando a frequência genética de uma população. Portanto, uma inovação orgânica, favorável ou desfavorável, selecionada e adaptada ao ambiente.

6.3.2. Cladogênese (clado = ramo): compreende a ramificação filogenética, ocasionando a ruptura na coesão de uma população, que em função de contínuas transformações anatômicas e funcionais, em resposta às condições ambientais, resultam na dicotomia (separação, neste caso em grupos) da população, estabelecendo diferenças capazes de originar clados não compatíveis.

7. Tipos de seleção natural

Tipos de Seleção Natural

Exercícios

1. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) O nome cacto é atribuído a plantas da família Cactaceae. Os cactos são conhecidos, dentre outras características, pela presença de inúmeros espinhos caulinares e capacidade de armazenar água. No entanto, algumas espécies de plantas que apresentam esse mesmo aspecto vegetal pertencem à família Euphorbiaceae, ou seja, têm maior parentesco evolutivo com plantas tais como a mandioca e a seringueira. A figura a seguir mostra a semelhança entre essas plantas.

Exercício 1

Considerando essas informações, é CORRETO afirmar que as plantas da figura representam um caso evolutivo de:

a) homologia.
b) camuflagem.
c) herança de caracteres adquiridos.
d) analogia.


2. (Uerj simulado 2018) As suculentas Cereus jamacaru e Euphorbia ingens muitas vezes são confundidas entre si por apresentarem características morfológicas semelhantes, como a ausência de folhas e a presença de caule fotossintético, conforme ilustram as imagens.

Exercício 2

Essa semelhança morfológica é uma consequência do seguinte processo:

a) deriva genética
b) seleção artificial
c) irradiação evolutiva
d) convergência adaptativa


3. (Pucrj 2017) A Figura abaixo representa a distribuição geográfica atual de quatro espécies de um gênero de lagartos e sua relação filo-genética.

Exercício 3

a) Simpátrica
b) Alopátrica
c) Parapátrica
d) Peripátrica
e) Coespeciação

4. (Unesp 2017) Na figura estão representados exemplares de peixes, de aves e de mamíferos.

Exercício 4

As semelhanças de formato dos corpos e dos membros locomotores nos animais representados decorrem

a) da mutação que ocorre nos indivíduos em resposta às exigências adaptativas de ambientes com diferentes características, o que leva à irradiação adaptativa.
b) da ação da seleção natural atuando sobre indivíduos em ambientes com diferentes características, o que leva à convergência adaptativa.
c) da ação da seleção natural atuando sobre indivíduos em ambientes com as mesmas características, o que leva à convergência adaptativa.
d) da mutação que ocorre casualmente em indivíduos que vivem em ambientes com as mesmas características, o que leva à irradiação adaptativa.
e) da ação da deriva genética, que permite a fixação de diferentes fenótipos em ambientes com diferen-tes características, o que leva à convergência adaptativa.


5. (Uel 2015) Leia a tirinha e o texto a seguir.

Exercício 5
Antes do século XVIII, as especulações sobre a ori-gem das espécies baseavam-se em mitologia e superstições e não em algo semelhante a uma teoria científica testável. Os mitos de criação postulavam que o mundo permanecera constante após sua criação. No entanto, algumas pessoas propuseram a ideia de que a natureza tinha uma longa história de mudanças constantes e irreversíveis.

Adaptado de: HICKMAN, C. P.; ROBERTS, L.; LARSON, A. Princípios Integrados de Zoologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p.99.

De acordo com a ilustração, o texto e os conhecimentos sobre as teorias de fatores evolutivos, assinale a alternativa correta.

a) A variabilidade genética que surge em cada geração sofre a seleção natural, conferindo maior adaptação à espécie.
b) A variabilidade genética é decorrente das mutações cromossômicas e independe das recombinações cromossômicas.
c) A adaptação altera a frequência alélica da mutação, resultando na seleção natural em uma população.
d) A adaptação é decorrente de um processo de flutuação na frequência alélica ao acaso de uma geração para as seguintes.
e) A adaptação é o resultado da capacidade de os indivíduos de uma mesma população possuírem as mesmas características para deixar descendentes.


6. (Pucrj 2014) As ilustrações abaixo correspondem (da esquerda para a direita) ao membro anterior de um humano, um gato, uma baleia e um morcego. É correto

Exercício 6

a) os ossos com o mesmo número são considerados estruturas homólogas.
b) os membros anteriores mostrados são análogos, pois têm funções diferentes.
c) a semelhança entre os membros constitui um exem-plo de evolução convergente.
d) órgãos homólogos apresentam estrutura e função semelhantes.
e) os membros anteriores mostrados são análogos, pois têm a mesma função.


7. (Cefet MG 2014) Analise as ilustrações a seguir.

Exercício 7

Esses animais pertencem ao mesmo filo e classe, mas a diferentes ordens. Mesmo assim, apresentam grande semelhança de coloração. Esse fato justifica-se por

a) modificações intencionais na coloração da pele, evitando a predação dessas espécies.
b) infecções similares causadas por fungos, estimu-lando a pigmentação das áreas afetadas.
c) defeitos na produção de pigmentos escuros, impe-dindo que a pele seja monocromática.
d) transformação de um grupo de organismos em ou-tro, modificando sua estrutura corporal.
e) equivalência entre as pressões seletivas, caracteri-zando um caso de convergência adaptativa.


8. (G1 - cps 2014)

Exercício 8

Em 1831 a bordo do navio Beagle, Charles Darwin, naturalista inglês, iniciou uma viagem de exploração científica pelo mundo, durante a qual fez importantes observações dos seres vivos que resultaram na publicação do livro A origem das espécies por meio da seleção natural.

Nesse livro, considerado um dos mais importantes da história da Biologia, Darwin apresentou sua teoria sobre a evolução das espécies – o darwinismo –, que se baseia principalmente nas seguintes ideias:

- Todos os seres vivos descendem, com modificações, de ancestrais comuns.
- Os indivíduos com características mais vantajosas são selecionados naturalmente para a reprodução.

Entre as muitas evidências apontadas como provas da evolução dos seres vivos, Darwin destacou os fósseis que encontrou em vários países por onde passou. Na Argentina, por exemplo, descobriu o fóssil de um bicho preguiça gigante com mais de 3 metros de comprimento.

Essas descobertas, entre outras, ajudaram a concluir que nosso planeta foi habitado por organismos diferentes dos atuais e que muitas espécies recentes têm semelhanças com esses organismos, o que é um forte indício de parentesco evolutivo.

De acordo com o texto, é correto afirmar que:

a) a descoberta de fósseis foi um fator que dificultou a comprovação da teoria evolucionista de Darwin.
b) o darwinismo se baseou no estudo de espécies que contradizem, até hoje, a teoria da seleção natural.
c) a teoria da origem das espécies, ao contrário do que Darwin esperava, não teve repercussão nos es-tudos da Biologia.
d) as características dos indivíduos são imutáveis ao longo das gerações, pois eles são cópias idênticas dos seus ancestrais.
e) os indivíduos não são exatamente iguais, apresen-tando diferenças que os tornam mais adaptados ou menos adaptados ao ambiente.


9. (Cefet MG 2014) Analise a tirinha abaixo, relacionada com a evolução dos répteis:

Exercício 9

Considerando-se a ideia evolutiva representada nessa tirinha, as serpentes não possuem patas porque

a) eliminaram esses órgãos, percebendo sua inutilida-de funcional.
b) desgastaram essas estruturas, atritando-as pelo contato direto com o solo.
c) precisaram se locomover de maneira mais silencio-sa, facilitando a predação.
d) apresentaram outras características adaptativas, permitindo sua sobrevivência.
e) favoreceram seu deslocamento, reduzindo sua mas-sa pela ausência desses membros.


10. (Unifor 2014) Observe a charge abaixo:

Exercício 10

A ordem da história contada na charge refere-se, respectivamente, as teorias do(a):

a) Criacionismo e Lamarckismo.
b) Geração espontânea e Lamarckismo.
c) Darwinismo e Neodarwinismo.
d) Criacionismo e Darwinismo.
e) Darwinismo e Lamarckismo.


11. (Upe 2013) Leia o texto e observe o gráfico a seguir:

A evolução da resistência a inseticidas em espécies de insetos que constituem pragas oferece um exemplo da Evolução como processo dinâmico, que pode ter um impacto direto e importante sobre o meio ambien-te. Atualmente, muitas espécies que constituem pragas são resistentes a todos, ou a quase todos, os inseticidas disponíveis. Além disso, algumas espécies que eram incomuns tornaram-se pragas sérias, porque o uso de inseticidas extinguiu os seus inimigos naturais. A resistência dos insetos evolui rapidamente, porque a seleção natural aumenta as mutações raras que não são vantajosas em condições normais, mas, casualmente, conferem proteção contra substâncias químicas danosas.
Fonte: FUTUYMA, D. J. 2002. Evolução, Ciência e Sociedade. Disponível em: www.sbg.org.br (Adaptado)



Exercício 11


Com base no texto e no gráfico que ilustra o pro-cesso, assinale a alternativa que identifica o tipo de seleção.

a) Disruptiva
b) Direcional
c) Estabilizadora
d) Neutra
e) Sexual


12. (Fgv 2013) O ambiente é responsável direto pe-la seleção de características, genotípicas e fenotípicas, de uma população.
Os eventos ilustrados nas figuras representam uma possível sequência de um processo evolutivo.

Exercício 12

De acordo com a teoria sintética da evolução, é correto afirmar que

a) a visão e o bico do pássaro evoluíram em decorrên-cia de suas utilizações.
b) a diversidade gênica dos besouros não é afetada pela predação do pássaro.
c) o pássaro é um agente de seleção de características genotípicas nos besouros.
d) a seleção natural atua na população de besouros, mas não na de pássaros.
e) a coloração dos besouros que sofrem maior preda-ção é um fenótipo recessivo.


13. (Ufsm 2012) O homem sempre demonstrou suas habilidades artísticas, deixando importantes registros através de desenhos. Considerando os processos evolutivos, o esquema a seguir representa as relações entre anagênese e cladogênese.

Exercício 13

Quanto aos processos evolutivos em 1, 2 e 3, respectivamente, assinale a alternativa correta.

a) anagênese, anagênese e cladogênese.
b) cladogênese, cladogênese e anagênese.
c) anagênese, cladogênese e anagênese.
d) cladogênese, anagênese e cladogênese.
e) cladogênese, anagênese e anagênese.


14. (Uel 2011) Atletas utilizam seus membros anteriores para a realização de lançamentos. As figuras a seguir representam membros anteriores de diferentes espécies animais.

Exercício 14

De acordo com as figuras e os conhecimentos so-bre características evolutivas dos animais, considere as afirmativas a seguir.

I. Por terem funções distintas, os membros anteriores de humanos e de aves apresentam esqueletos com estrutura diferente.
II. Os membros anteriores de morcegos e de humanos são estruturas que surgiram de forma independente, com origem embrionária diferente.
III. As estruturas ósseas das asas de morcegos e de aves são homólogas, pois são derivadas de um an-cestral comum.
IV. No processo de adaptação para o voo, asas de aves e de morcegos evoluíram independentemente, fenômeno conhecido como evolução convergente.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.


15. (Uff 2011) Durante o processo evolutivo, diversos organismos desenvolveram estruturas ou formas corporais semelhantes em função do ambiente em que viviam. Entretanto, existem outros organismos que apresentam órgãos com a mesma origem embrionária, mas que desempenham diferentes funções. Tais processos são denominados, respectivamente, convergência e divergência evolutiva.

Exercício 15

Com base nas estruturas destacadas, assinale a al-ternativa que agrupa corretamente os animais da figura acima, tendo em vista o processo evolutivo corres-pondente.

a) convergência – a, c, e
divergência – b, d, f
b) convergência – a, d, e
divergência – b, c, f
c) convergência – a, e, f
divergência – b, c, d
d) convergência – a, b, d
divergência – c, e, f
e) convergência – c, e, f
divergência – a, b, d


16. (G1 - cftmg 2010) A evolução tem como fun-damento o estudo comparativo dos organismos, sejam fósseis ou atuais. A figura representa um exemplo de homologia evolutiva entre dois seres vivos.

Exercício 16

Sobre essas estruturas encontradas em diferentes espécies, afirma-se que:

I. resultam de evolução convergente.
II. provêm do mesmo esboço embrionário.
III. decorrem de uma irradiação adaptativa.

Estão corretas apenas as afirmativas

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I, II e III.


17. (Unifesp 2008) Nas figuras, as mudanças de cores nas esferas simbolizam a aquisição de novas características nas espécies ao longo do tempo.

Exercício 17

As figuras que representam, respectivamente, a teoria criacionista, a transformista (Lamarck) e a darwinista são:

a) I, II e III.
b) I, III e II.
c) II, I e III.
d) II, III e I.
e) III, II e I.


18. (Ufmg 2007) Observe estas figuras de diferen-tes vertebrados marinhos:

Exercício 18

É CORRETO afirmar que a convergência adaptativa comum a todos esses animais consiste em terem todos

a) forma do corpo e membros semelhantes a remos.
b) linha lateral e corpo revestido por escamas.
c) nadadeiras e brânquias nas laterais do corpo.
d) pescoço comprido e dentes afiados.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Não só a tecnologia contribui para identificar os procedimentos mais adequados à saúde. É preciso também domínio das particularidades do ser humano.

19. (Ufsm 2007) Observe a figura.

Exercício 19

Pela assombrosa semelhança entre membros locomotores de humanos e de insetos, daria para "viajar", imaginando insetos como animais experimentais, em laboratórios de pesquisa na área da saúde humana!
Na realidade, eles possuem diferenças tão marcantes que essa possibilidade, por enquanto, fica apenas no nosso imaginário.

Além da semelhança expressa na figura, assinale a alternativa que indica outra característica comum aos dois grupos.

a) possuem um endoesqueleto rígido.
b) pertencem ao mesmo Filo.
c) têm corpo segmentado (metamerizado)
d) possuem respiração traqueal.
e) são pseudocelomados.

Respostas Comentadas

Questão 1 - Letra D

A analogia relaciona-se à semelhança morfológica de estruturas entre certas espécies, em razão da adaptação a funções semelhantes, porém com origens evolutivas diferentes.

Questão 2 - Letra D

Na convergência adaptativa, espécies diferentes são morfologicamente e fisiologicamente semelhantes, porque foram selecionadas no mesmo ambiente.

Questão 3 - Letra B

O processo de especiação alopátrica é caracterizado pela separação de uma população a partir do surgimento de uma barreira geográfica (cadeia de montanhas), interrompendo o fluxo gênico e, logo, levando ao isolamento reprodutivo.

Questão 4 - Letra C

As semelhanças no formato hidrodinâmico dos animais ilustra um caso de convergência adaptativa, isto é, animais sem parentesco evolutivo próximo foram selecionados e se adaptaram ao ambiente aquático.

Questão 5 - Letra A

A seleção natural orienta a variabilidade genética em canais evolutivos, gerando adaptação ao meio ambiente.

Questão 6 - Letra A

Estruturas homólogas são originadas a partir de um ancestral comum e são caracterizadas por apresentarem anatomia semelhante e mesma origem embrionária. A homologia, portanto não tem relação com a função. Por outro lado, estruturas análogas, como asas de insetos e de aves, são aquelas que desempenham a mesma função, mas têm origem embrionária e anatomias diferentes, o que caracteriza a evolução convergente, que envolve adaptações semelhantes a um mesmo tipo de ambiente ou função.

Questão 7 - Letra E

A semelhança entre as colorações da pele entre salamandras e pererecas é o resultado de pressões seletivas no mesmo ambiente. A coloração de aviso mostra que esses animais são tóxicos aos seus predadores. As semelhanças revelam um caso de evolução convergente.

Questão 8 - Letra E

Segundo o texto, Darwin ao observar um bicho preguiça de três metros de altura e comparar com os atuais concluiu que os animais viventes tem um alto grau de parentesco com os antigos, cada qual com suas adaptações ao meio tornando mais favoráveis ou não ao habitat.

Questão 9 - Letra D

A ausência de patas não foi uma característica desfavorável para o sucesso adaptativo das serpentes no ambiente em que sobrevivem e se reproduzem.

Questão 10 - Letra D

A ordem da história contada na charge refere-se às teorias criacionista e darwinista.

Questão 11 - Letra B

O uso intensivo de inseticidas provoca uma seleção direcional na população de insetos. Os praguicidas eliminam os indivíduos sensíveis, preservando as formas geneticamente resistentes, as quais aumentam em número, tornando-se uma praga.

Questão 12 - Letra C

As se alimentar de besouros mais escuros, o pássaro é um agente de seleção de características fenotípicas, favorecendo a adaptação da variedade de insetos mais claros.

Questão 13 - Letra A

As modificações observadas em 1 e 2 ocorrem devido aos processos de anagênese, envolvendo mutações e recombinações gênicas. O processo de cladogênese observado em 3 é determinado pelo isolamento reprodutivo, fenômeno evolutivo que determina a formação de novas espécies.

Questão 14 - Letra C

A afirmativa I é incorreta, uma vez que, mesmo tendo funções distintas, os membros anteriores de humanos e de aves apresentam esqueletos com as mesmas estruturas, o que evidencia a ancestralidade comum e a divergência evolutiva dos dois grupos. A afirmativa II também é incorreta, pois os membros dianteiros de morcegos e de humanos possuem a mesma origem embrionária e derivam de estruturas já existentes em um mesmo ancestral comum. As afirmativas III e IV são corretas.

Questão 15 - Letra A

As nadadeiras do tubarão, as asas dos pinguins e as patas anteriores das focas desempenham a mesma função (natação) no ambiente aquático, sendo órgãos análogos cuja forma revela um processo de evolução convergente. As asas das aves e dos morcegos, bem como os braços humanos, são órgãos homólogos, visto que possuem a mesma origem embrionária. Trata-se de um caso de evolução divergente ou irradiação adaptativa.

Questão 16 - Letra C

As estruturas homólogas derivam de estruturas já existentes em um ancestral comum exclusivo, poden-do ser modificada para exercer uma função. Provêm de um mesmo esboço embrionário e decorrem de uma irradiação adaptativa.

Questão 17 - Letra C

Questão 18 - Letra A

Questão 19 - Letra C

Questão 20 - Letra B

1.0 Eletroquímica

1.1 Conceito - É o ramo da química que estuda a relação entre reação química e a energia elétrica.

1.2 Pilha - É um sistema que produz energia elétrica resultante de reações químicas.

1.3 Como construir uma pilha?

Construção de uma pilha

1.4 - Potencial de um eletrodo

Ligando-se um voltímetro aos polos de uma pilha mede-se a diferença de potencial que é expressa em volts e indica a tendência do processo em ocorrer no sentido em que está escrito. Se o processo estiver escrito no sentido de uma oxidação é chamado de potencial de oxidação.

Oxidação

Quanto maior o potencial de oxidação, maior a tendência de ocorrer a oxidação, ou seja, mais facilmente o metal perderá elétrons.

1.5 - Função da ponte salina – Manter a eletroneutralidade das cargas. É construída em vidro contendo no seu interior gelatina saturada de KNO3, por exemplo. Sem a ponte salina a pilha começa a funcionar mas logo vai parar.

1.6 - Espontaneidade - Reações das pilhas são espontâneas, onde E0 será sempre positivo.

Obs:
1 - O eletrodo padrão de H2 foi adotado por ser muito comum em solução.
2 - A água pura não se dissocia por ser má condutora de energia, necessita pois da adição de um ácido ( H2 SO4 ) ou base.

Qual o esquema geral de uma eletrólise?

A eletrólise é um processo que se baseia na descarga de íons, ou seja, ocorre uma perda de carga por parte de cátions e ânions.

Ex: Para um eletrólito genérico AB dissolvido em água.

Eletrólito

Descarga dos ânions

Os ânions, no polo positivo, perdem a sua carga, isto é, sofrem uma descarga ou seja, cedem elétrons para o polo positivo.

Descarga dos ânions

A partícula resultante da descarga deixa de participar do processo.

O Gerador funciona como uma bomba de eletrons recebidos pelo polo positivo e transferidos para o polo negativo.

O que acontece com os cátions?

Os cátions migram para o polo negativo e sofrem também uma descarga, ou seja, recebem eletrons fornecidos pelo polo negativo.

Reação:

Polo(-) → A+ + elétrons → A0 descarga.

A partícula resultante da descarga A0 deixa de participar do processo.

Conclusão:
No polo positivo ocorreu uma oxidação e no polo negativo uma redução. Logo o polo positivo será o ânodo e o negativo será o cátodo. A reação final será a soma das equações parciais verificadas nos eletrodos.

Resumo:

Resumo

Quem Descarrega Antes: Cl - ou Br -

A descarga de um ânion está relacionada com seu potencial de oxidação ( E0 ).

No caso da disputa entre os dois ânions descarregará primeiro o de maior potencial de oxidação.

Veja as reações:

Reações

Conclusão - O Br - descarregará primeiro pois apresenta maior potencial de oxidação.

Com relação aos cátions.

Os cátions sofrem um processo de redução. Em vista disto, quanto menor o potencial de oxidação, mais facilmente a redução do cátion ocorrerá:

Cátions

Observando as reações verifica-se que para a direita ( Oxidação ) é mais difícil de ocorrer com a prata, o que vale dizer que para a esquerda ( redução ) é mais fácil.

Conclusão:

Existindo uma disputa entre dois cátions metálicos, descarregará primeiro aquele que possuir o menor potencial de oxidação.

Descarga dos íons H3 O+ + e OH -

Nas soluções aquosas ocorrem a auto-ionização da água

Solução

No caso de eletrólise quando ocorrer descarga dos íons hidroxônio ( H30+) ou hidróxido ( OH-- ), teremos as seguintes semi-reações

Solução

Como se percebe, na eletrólise, ocorrem competição entre dois cátions e entre dois ânions. Isso porque teremos sempre a presença de H+ e OH-

Em vista disto, pergunta-se:

Quais Cátions descarregam antes do H+ e quais ânions descarregam antes do OH - ?

competição entre dois cátions e entre dois ânions

Observação:

1 - Quando um íon descarrega depois do H+ ou OH- equivale dizer que não há eletrólise em solução aquosa. Isto porque, se houver água haverá ions H+ e OH-.

2 - Os íons H+ descarregam antes apenas em relação aos cátions alcalinos terrosos e A1+3 Isso se deve a um fenômeno de sobrevoltagem.

Esse fenômeno baseia-se, em geral, em aumento do potencial de descarga dos ions H+, devido a formação de moléculas do gás H2, que dificultaria a descarga dos cátions H+ provocando portanto um acréscimo de voltagem.
Os ions F- não descarregam em solução aquosa, em razão de seu baixo potencial de oxidação, o que dificulta sua oxidação.

Lembrete:
Em meio aquoso sempre existem os íons H+ eOH-

10 Exemplo de Eletrólise, usando Na Cl

Exemplo de Eletrólise, usando Na Cl

Além dos íons Na+ e Cl- existem os ions H+ e OH- provenientes da auto-ionização da água

Exemplo de Eletrólise, usando Na Cl

Pergunta-se qual o cátion que descarrega antes?

O H+ descarrega antes, uma vez tem menor potencial de oxidação em relação ao Na+, pois na descarga o mesmo sofre uma redução:

Veja a reação:

na descarga o cátion sofre uma redução

Pergunta-se qual o ânion que descarrega antes?

O Cl- porque é não oxigenado. Razão porque descarrega antes que o OH-

na descarga ânion

Reação da Eletrólise

Reação da Eletrólise

Obs: Esta reação não ocorre espontaneamente na natureza só existe quando provocada por uma corrente elétrica tendo como fonte o gerador.

2º Exemplo de Eletrólise usando solução diluída de H2- SO4

Ionização

H2- SO4 → 2H+ + SO4=

Ionização da Solução

Ionização da Solução

Os ânions de OH-descarregam antes dos ânions SO4-2 tendo em vista que eles só perdem para os não-oxigênados ( CL-, Br-, etc).

Reação da Eletrólise

Reação da Eletrólise

Quando existem ( 2+ + 2OH- ) é o mesmo que 2H2O. Logo a reação será.

Reação

Conclusão:

Quando na solução acontece apenas as descargas dos íons H+ e OH- a reação final será a decomposição da água da solução.

Portanto conclui-se que os íons provenientes do Eletrólito ( H2SO4 ) não participam diretamente do processo, daí conclui-se que a solução tornar-se-á mais concentrada, devido a redução da massa de água.

Exercícios

01 A purificação do cobre é essencial para sua aplicação em fios condutores de corrente elétrica. Como esse metal contém impurezas de ferro, zinco, ouro e platina, é preciso realizar um processo de purificação na indústria para obtê-lo com mais de 99% de pureza. Para isso, é necessário colocá-lo no anodo de uma cuba com solução aquosa de sulfato de cobre e aplicar corrente elétrica de forma a depositá-lo no catodo, fazendo-o atingir essa pureza. Apesar de ser um método lento e de consumir grande quantidade de energia, os custos de produção são compensados pelos subprodutos do processo, que são metais como ouro, platina e prata.

O método de purificação do cobre é conhecido como

a) pilha galvânica, sendo que, no anodo, ocorre a oxidação do cobre metálico, e o metal que se deposita no catodo é resultado da redução dos íons C2+ da solução aquosa.
b) eletrólise, sendo que, no anodo, ocorre a oxidação do cobre metálico, e o metal que se deposita no catodo é resultado da redução dos íons C2+ da solução aquosa.
c) eletrólise, sendo que, no anodo, ocorre a redução do cobre metálico, e o metal que se deposita no catodo é resultado da oxidação dos íons C2+ da solução aquosa.
d) pilha galvânica, sendo que, no anodo, ocorre a redução do cobre metálico, e o metal que se deposita no catodo é resultado da oxidação dos íons C2+ da solução aquosa.

02 Considere a tabela abaixo com os potenciais-padrão de redução e analise as afirmações a seguir.

1. Quando uma placa de níquel metálico é mergulhada numa solução aquosa contendo íons Pb+2, ocorre deposição do chumbo metálico sobre a placa de níquel.
2. Quando um fio de cobre é mergulhado numa solução aquosa contendo íons Pb+2, ocorre deposição do chumbo metálico sobre o fio de cobre.
3. Numa pilha montada com os pares Ni+2 /Ni e Cu+2 /Cu, o eletrodo de cobre metálico funcionará como cátodo.

Está(ão) correta(s):

a) 1, 2 e 3
b) 1 e 2 apenas
c) 2 e 3 apenas
d) 1 e 3 apenas
e) 1 apenas

03 Submetendo o cloreto de cálcio (CaCℓ2) a uma eletrólise ígnea com uma corrente elétrica de intensidade igual a 20 ampéres que atravessa uma cuba eletrolítica durante 1/4 da hora, o volume do gás cloro obtido é igual a

a) 1,1 L.
b) 2,1 L.
c) 22,4 L.
d) 44,8 L.

04 Uma chave, imersa em uma solução de sulfato de cobre, é conectada a uma placa de cobre por meio de uma pilha comum, como mostra a figura abaixo.

Chave imersa em uma solução de sulfato de cobre

Observa-se que a chave fica amarela por causa da

a) redução dos íons Cu+2 (aq).
b) oxidação dos íons Cu+2 (aq).
c) redução do Cu metálico.
d) oxidação do metal da chave.
e) redução do metal da chave.

05 A questão a seguir é uma aplicação das leis da eletrólise formuladas por Michael Faraday (1791-1867), químico, físico e filósofo inglês. Três células eletrolíticas, contendo, respectivamente, uma solução com íons de prata (Ag+), uma solução com íons de Cu2+ e uma solução com íons de Au3+, estão conectadas em série.

Depois de algum tempo, se depositam 3,68 g de prata metálica na célula que contém íons de Ag+. Ao final, as massas de cobre e de ouro depositadas serão, respectivamente:

a) 0,27 g e 0,66 g
b) 0,54 g e 1,12 g
c) 1,08 g e 2,24 g
d) 2,16 g e 4,48 g

06 Deseja-se armazenar uma solução de NiCℓ2, cuja concentração é de 1 mol/L a 25 °C, e para isso dispõe-se de recipientes de:

I. cobre.
II. lata comum (revestimento de estanho).
III. ferro galvanizado (revestimento de zinco).
IV. ferro.

Dados os potenciais-padrão de redução:

Dados os potenciais-padrão de redução

a solução de NiCℓ2 poderá ser armazenada, sem que haja a redução dos íons Ni2+ da solução, nos recipientes

a) I e II, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV

07 (Ufpb 2007) A técnica de proteção catódica é um procedimento eletroquímico que atenua o processo de corrosão dos metais, sendo bastante usada na proteção de gasodutos e tanques de combustíveis. Nesse sentido, uma barra metálica que se oxida antes do metal de que é feito o tanque é a esse conectado, garantindo assim proteção catódica. A figura a seguir representa, esquematicamente, esse procedimento.

Tanque de combustível

Com base nas informações sobre os potenciais padrão de redução, é correto afirmar que a combinação apropriada de metais, para a construção de um tanque de combustível com proteção catódica, corresponde a:

a) Tanque de ferro e barra de cobre
b) Tanque de ferro e barra de magnésio
c) Tanque de magnésio e barra de ferro
d) Tanque de zinco e barra de níquel
e) Tanque de níquel e barra de cobre

Respostas

Questão 1 - Letra B

Questão 2 - Letra D

Questão 3 - Letra B

Questão 4 - Letra A

Questão 5 - Letra C

Questão 6 - Letra A

Questão 7 - Letra B

Literatura Brasileira: Pré-modernismo, Vanguardas Europeias, Semana de Arte Moderna

A arte moderna trouxe novos conceitos e técnicas pelas quais grandes nomes da literatura, pintura, escultura, arquitetura, música e tantos mais puderam representar/recriar/denunciar/expressar o cotidiano, o indivíduo, a história e a sociedade. Dessa forma, o movimento Modernista Brasileiro não foi apenas um movimento literário comum. Resguardadas as devidas importâncias às demais escolas, o Modernismo, no entanto, trouxe o impacto da ruptura com as tendências consagradas. Aqui, houve uma reavaliação cultural e social, principalmente, por coincidir com outros fatos importantes no terreno histórico e político do país.

Os artistas desse período foram testemunhas oculares da implantação da Primeira República (1989-1930) como também das circunstâncias adversas que predominaram essa fase. A participação introdutória de autores como Monteiro Lobato (O Urupês), Euclides da Cunha (Os Sertões), Lima Barreto (Triste Fim de Policarpo Quaresma), Augusto do Anjos (Eu) e Graça Aranha (Canaã) no período denominado Pré-Modernismo preparou o caminho para significativas mudanças vindouras.

As características predominantes nessas produções foram a abordagem de temas cotidianos e históricos, a marginalização das personagens, denúncia social e o uso da linguagem coloquial. Por ser um momento de transição da literatura em busca de novas formas de construir os textos, é possível, também, verificar características de escolas tradicionais tais qual o preciosismo vocabular ou linguagem culta.

A série de eventos que culminaria na Semana de Arte Moderna inicia no contato dos artistas brasileiros com as Vanguardas Europeias. Sendo elas, um conjunto de manifestações artísticas, precedentes à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que buscavam renovação e questionamento cultural nas mais variadas formas de se fazer arte. Cronologicamente, os principais movimentos desenvolvidos nesse período são o Futurismo, Cubismo, Dadaísmo, Expressionismo e o Surrealismo.

As Vanguardas Europeias surgiram nas duas primeiras décadas do século XX causando alvoroço no meio artístico ao apresentar uma arte que rompia com os conceitos consagrados da imitação da realidade, da natureza e do homem. Para entender o estilo desse novo movimento, é necessário saber que:

  1. Todos eles sugeriam uma liberdade criadora, a deformação, a expressão, o questionamento, sobretudo, a inquietação e o inconformismo artístico.

  2. Integração entre as diferentes manifestações artísticas como pintura, escultura, literatura, música, caricatura e arquitetura; deformação da realidade, imagens deturpadas; literatura visual;

  3. Apesar da proposta de criar algo inteiramente novo, os vanguardistas da época não deixaram, por vezes, de se inspirar em elementos considerados como imperecíveis, buscados nos séculos XVI, XVII e XVIII.

O estudo de cada uma dessas vanguardas é importante para saber até que ponto elas influenciaram no surgimento do Modernismo Brasileiro. Eis um resumo:

  • Futurismo – Filippo Tommaso Marinetti, propagador do movimento, publica um manifesto que visava o reconhecimento deste estilo. Portanto, exaltava a velocidade, o movimento e a máquina. Na literatura, propunha a imaginação sem freio, a liberdade da palavra – o uso constante de substantivos e verbos no infinitivo. No Brasil, suas características podem ser encontradas na obra literária de Mário de Andrade.

  • Cubismo – Caracteriza-se pela fragmentação da realidade, planos superpostos e simultâneos, ilogismo e humor. Na pintura, destaca-se o espanhol Pablo Picasso que buscou uma nova linguagem, decompondo o mundo visível (objetos, pessoas, paisagens) em componentes geométricos para decompô-los de outra maneira, sob diversos pontos de vista. Na literatura, faz-se pouco uso de verbos, elegendo, então, uma linguagem predominantemente nominal. No Brasil, a influência dessa vanguarda aparece nas obras de Oswald de Andrade. A exemplo, o poema Hípica.

  • Dadaísmo – Foi o mais radical dos movimentos vanguardistas. Dessa forma, consiste na destruição e anarquia de valores e formas. Usa-se a técnica do ready-made (utilização de formas já prontas). Na pintura, tal técnica é observada nas telas de Marcel Duchamp. Na literatura, o Dadaísmo caracteriza-se pela improvisação, pela desordem, pela rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio. Essas características são marcantes no poema Receita de um poema dadaísta, de Tristan Tzara, precursor deste movimento.

  • Expressionismo - Entre os principais fundamentos destacam-se: a deformação da realidade e a valorização dos conteúdos subjetivos. Na pintura expressionista, podemos destacar Edvard Munch com a obra O grito. No Brasil, a técnica expressionista esteve presente na arte de nomes como Anita Malfatti, Lasar Segall, Portinari. Em destaque, as obras deste último na série Retirantes.

  • Surrealismo - O grande nome da literatura surrealista é André Breton, poeta francês. Dentre as características principais destacam-se: a valorização do sonho, a imaginação, o sobrenatural; busca imagens inconscientes. Na pintura, o maior nome é Salvador Dalí que mostra em suas obras influencia das teorias freudianas.

Embora o contato com as artes desenvolvidas na Europa tenha atravessado as produções de grandes artistas brasileiros, o estilo inovador não agradou o público que levou tempo para se acostumar às novas perspectivas. Os ideais vanguardistas já podiam ser observados em São Paulo por volta da década de 1910, todavia só ganhou visibilidade fora da capital paulista a partir de 1922, após a emblemática Semana de Arte Moderna.

Programada para os dias 11 a 18 de fevereiro de 1922, a exposição de fato aconteceu em dias intercalados – 13, 15 e 17, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna contou com a participação de vários artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, eles pretendiam colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do pensamento europeu, ao mesmo tempo em que pregava a tomada de consciência da realidade brasileira. Em cada dia, as apresentações foram divididas por tema: no dia 13, pintura e escultura; no dia 15, a literatura; e no dia 17, a música. Alguns dos nomes de destaque da Semana de Arte Moderna são:

  • na música: Heitor Villa-Lobbos;
  • na arquitetura: Antonio Moya;
  • na pintura: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Rego Monteiro;
  • na literatura: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Graça Aranha, Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia e outros.

Considerado por muitos estudiosos da literatura como um divisor de águas na cultura brasileira, o evento provocou grandes e profundas transformações nas artes de nosso país – que, a partir daquele momento, romperiam com a cultura europeizante ao propor o abrasileiramento nas artes plásticas, na música e na literatura. Começava uma busca incessante pela construção de uma identidade genuinamente nacional.

Referências
Apostila de Literatura Brasileira – Universidade Tecnológica Federal do Paraná 2010.
CANDIDO, Antonio. Iniciação à literatura brasileira. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul 2010
https://anarquismo.lppe.ifch.uerj.br/textos/texto2.html
https://acervo.estadao.com.br/noticias/topicos,semana-de-arte-moderna,788,0.htm
www.webartigos.com/artigos/vanguardas-europeias-na-literatura/40338

Exercícios

01 - “Centrando-se, assim, no moderno, [...] faziam apologia da velocidade, da máquina, do automóvel (“um automóvel é mais belo que a Vitória de Samotrácia”, dizia Marinetti no seu primeiro manifesto), da agressividade, do esporte, da guerra, do patriotismo, do militarismo, das fábricas, das estações ferroviárias, das multidões, das locomotivas, dos aviões, enfim, de tudo quanto exprimisse o moderno nas suas formas avançadas e imprevistas.” (Massaud Moisés, Dicionário de Termos Literários, Cultrix, p.234)

O texto acima define um dos primeiros “ismos” das vanguardas artísticas europeias que sacudiram o século XX. Trata-se do:

a) Cubismo
b) Dadaísmo
c) Futurismo
d) Expressionismo

02 - “[...] magro e macilento, um tanto baixo, um tanto curvado, pouca barba, testa curta e olhos fundos. O uso constante dos chinelos de trança fizera-lhe os pés monstruosos e chatos; quando ele andava, lançava-os desairosamente para os lados, como o movimento dos palmípedes nadando. Aborrecia-o o charuto, o passeio, o teatro e as reuniões em que fosse necessário despender alguma coisa; quando estava perto da gente sentia-se logo um cheiro azedo de roupas sujas.” AZEVEDO, Aluísio de. O mulato. p. 17. In:<http://www.dominiopublico.gov.br> Acesso em: 21 ago. 2014

Construção de uma pilha

A pintura de Lasar Segall e o fragmento de Aluísio de Azevedo, embora afastados no tempo, servem-se de motivos semelhantes, e caracterizam, respectivamente, o

a) Simbolismo e Naturalismo
b) Arcadismo e Colonialismo
c) Expressionismo e Realismo
d) Romantismo e Parnasianismo

03 - (PUCSP) A Semana de Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo mental, pregava uma maior fidelidade à realidade brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo. Com isto pode-se dizer que:

a) romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja.
b) a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos.
c) movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade.
d) os modelos arquitetônicos do período buscaram sua inspiração na tradição do barroco português.
e) a preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização.

04 - Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros artistas modernistas

a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais.
b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional.
c) representaram a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa.
d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada a tradição acadêmica.
e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas abordados.

05

Construção de uma pilha

Relacionando o texto e a imagem da obra, entende-se que o artista Marcel Duchamp, ao criar os ready-mades, inaugurou um modo de fazer arte que consiste em:

a) designar ao artista de vanguarda a tarefa de ser o artífice da arte do século XX.
b) considerar a forma dos objetos com o elemento essencial da obra de arte.
c) revitalizar de maneira radical o conceito clássico do belo na arte
d) criticar os princípios que determinam o que é um a obra de arte
e) atribuir aos objetos industriais o status de obra de arte

05 - (ENEM) Psicologia de um vencido

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!”
(ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. )

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como:

a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas, o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.
b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e rutilância” e “Influência má dos signos do zodíaco”.
c) a seleção lexical emprestada do cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância”, “frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do homem.
d) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética e o desconcerto existencial.
e) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.

Respostas

Questão 1 - Letra C

Questão 2 - Letra C

Questão 3 - Letra C

Questão 4 - Letra A

Questão 5 - Letra D

Questão 6 - Letra D

Os climas e os domínios morfoclimáticos brasileiros

Nova Ordem Mundial

GEOGRAFIA DO BRASIL

Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada.

Geógrafo Aziz Ab’Saber
Aziz Ab’Saber foi o geógrafo que classificou os domínios morfoclimáticos brasileiros

Os domínios morfoclimáticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza – relevo, clima, vegetação – que se inter-relacionam e interagem, formando uma unidade paisagística.

No Brasil, o geógrafo Aziz Ab’Saber foi o responsável por fazer essa classificação. Para ele, o país possui seis grandes domínios morfoclimáticos:

Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte do Brasil, é formado, em sua maior parte, por terras baixas, predominando o processo de sedimentação, com um clima e floresta equatorial.

Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do território brasileiro, há um predomínio de chapadões, com a vegetação predominante do Cerrado.

Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira atlântica brasileira, onde predomina o relevo de mares de morros e alguns chapadões florestados, como também a quase extinta Mata Atlântica.

Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro, no conhecido polígono das secas, caracterizado por depressões interplanálticas semiáridas.

Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país, com predomínio de planaltos e formação de araucárias.

Domínio das Pradarias: também conhecido como domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações), situa-se no extremo Sul do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, com predominância da formação dos pampas e das pradarias.

Entre os seis domínios morfoclimáticos existem as faixas de transições. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Algumas conhecidas são o Pantanal, o Agreste e os Cocais.

Mapa

Nova Ordem Mundial - Denomina-se por Nova Ordem Mundial o campo político mundial após a Guerra Fria

As bandeiras, respectivamente, da União Europeia, dos Estados Unidos, da China e do Japão, principais atores da Nova Ordem Mundial

A Nova Ordem Mundial – ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria.

Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano político.

A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito.

A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber: o Japão e a União Europeia, em um primeiro momento, e a China em um segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000.

Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos EUA e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômico.

Mudanças na hierarquia internacional

Outra mudança acarretada pela emergência da Nova Ordem Mundial foi a necessidade da reclassificação da hierarquia entre os Estados nacionais. Antigamente, costumava-se classificar os países em 1º mundo (países capitalistas desenvolvidos), 2º mundo (países socialistas desenvolvidos) e 3º mundo (países subdesenvolvidos e emergentes). Com o fim do segundo mundo, uma nova divisão foi elaborada.

A partir de então, divide-se o mundo em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos), estabelecendo uma linha imaginária que não obedece inteiramente à divisão norte-sul cartográfica, c onforme podemos observar na figura abaixo.

Mapa 4
Mapa com a divisão norte-sul e a área de influência dos principais centros de poder

É possível perceber, no mapa acima, que a divisão entre norte e sul não corresponde à divisão estabelecida usualmente pela Linha do Equador, uma vez que os critérios utilizados para essa divisão são econômicos, e não cartográficos. Percebe-se que alguns países do hemisfério norte (como os Estados do Oriente Médio, a Índia, o México e a China) encontram-se nos países do Sul, enquanto os países do hemisfério sul (como Austrália e Nova Zelândia), por se tratarem de economias mais desenvolvidas, encontram-se nos países do Norte. No mapa acima também podemos visualizar as áreas de influência política dos principais atores econômicos mundiais. Vale lembrar, porém, que a área de influência dos EUA pode se estender para além da divisão estabelecida, uma vez que sua política externa, muitas vezes, atua nas mais diversas áreas do mundo, com destaque para algumas regiões do Oriente Médio.

A “Guerra ao terror”

Como vimos, após o final da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram isolados na supremacia bélica do mundo. Apesar de a Rússia ter herdado a maior parte do arsenal nuclear da União Soviética, o país mergulhou em uma profunda crise ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000, o que não permitiu que o país mantivesse a conservação de seu arsenal, pois isso custa muito dinheiro.

Em face disso, os Estados Unidos precisavam de um novo inimigo para justificar os seus estrondosos investimentos em armamentos e tecnologia bélica. Em 2001, entretanto, um novo inimigo surgiu com os atentados de 11 de Setembro, atribuídos à organização terrorista Al-Qaeda.

Torres
A tragédia de 11 de Setembro vitimou centenas de pessoas, mas motivou os EUA a gastarem ainda mais com armas

Com isso, sob o comando do então presidente George W. Bush, os Estados Unidos iniciaram uma frenética Guerra ao Terror, em que foram gastos centenas de bilhões de dólares. Primeiramente os gastos se direcionaram à invasão do Afeganistão, em 2001, sob a alegação de que o regime Talibã que governava o país daria suporte para a Al-Qaeda. Em segundo, com a perseguição dos líderes dessa organização terrorista, com destaque para Osama Bin Laden, que foi encontrado e morto em maio de 2011, no Paquistão.

O que se pode observar é que não existe, ao menos por enquanto, nenhuma nação que se atreva a estabelecer uma guerra contra o poderio norte-americano. O “inimigo” agora é muito mais difícil de combater, uma vez que armas de destruição em massa não podem ser utilizadas, pois são grupos que atacam e se escondem em meio à população civil de inúmeros países.

Exercícios

1 Impactos ambientais sobre os domínios morfoclimáticos do Brasil.

Impacto ambiental deve ser entendido como resultados de ações que modifiquem o ambiente, podendo produzir danos, muitas vezes irreversíveis. Ao longo da história, a ocupação humana dos domínios morfoclimáticos brasileiros provocou impactos ambientais de diversos tipos.
Adas, Melhem; Adas, Sergio. Expedições Geográficas, 7o ano. São Paulo: Moderna, 2011.

A partir do texto acima e dos seus conhecimentos geográficos sobre os impactos ambientais que resultaram da ação antrópica nos domínios morfoclimáticos brasileiros, é correto afirmar que no (as)

a) domínio amazônico e no domínio do cerrado o avanço dos projetos agropecuários, grandes projetos minero-metalúrgicos, garimpos e hidrelétricas, causam desmatamento e queimadas, com graves consequências para a flora e a fauna, além de erosão do solo, inundações, assoreamento, contaminação de rios, que afetam diretamente as comunidades locais e os povos que sobrevivem da floresta.

b) faixas de transição e no domínio das pradarias, o avanço da cultura da soja e a pecuária intensiva causam desmatamento e lixiviação do solo, pois utilizam imensas áreas para desenvolver o processo produtivo, fato que deixa o solo desprotegido e sujeito às intempéries da natureza.

c) domínio das araucárias e no domínio dos mares de morro, é visível a expansão urbana e industrial, inclusive na faixa litorânea, fato que acarreta a contaminação do solo e das vertentes de rios, trazendo como consequência a lixiviação do solo, o assoreamento e a eutrofização.

d) domínio da caatinga, ocorre intenso desmatamento praticado por grandes grupos econômicos e a exploração de lenha para uso doméstico e produção de carvão, fatos que têm causado a perda da biodiversidade, a erosão do solo bem como sua “arenização”.

2 Num clássico trabalho publicado em 1967, o geógrafo brasileiro Aziz Nacib Ab'Saber caracterizou seis grandes domínios morfoclimáticos, apresentados no mapa ao lado, cujas áreas estão relacionadas a regiões climatobotânicas, áreas geopedológicas, províncias fitogeográficas e regiões hidrológicas particularmente bem definidas.

Mapa2

Cada quadro na legenda, de 1 a 6, no mapa, representa um domínio morfoclimático. Numere as caracterizações abaixo, estabelecendo sua correspondência com a legenda do mapa.

(   ) Domínio dos planaltos de araucárias, com predomínio de drenagens perenes e solos diversificados.
(  ) Domínio dos chapadões recobertos por cerrados e penetrados por florestas de galerias, composto por planaltos de estrutura complexa, capeados ou não por lateritas de cimeira, planaltos sedimentares com vertentes em rampas suaves, drenagens espaçadas pouco ramificadas.
(  ) Domínio das terras baixas florestadas com planícies de inundação labirínticas e/ou meândricas, tabuleiros extensos e morros baixos e arredondados nas áreas cristalinas adjacentes, terraços de cascalhos e/ou laterita, rios com elevada carga de sedimentos e drenagens perenes.
(   ) Domínio das depressões interplanálticas semiáridas, revestido por diferentes tipos de caatingas, apresenta fraca decomposição das rochas com frequentes afloramentos, chãos pedregosos e drenagens intermitentes.
(  ) Domínio das pradarias mistas, coxilhas extensivas, grandes matas subtropicais, apresenta fraca decomposição das rochas e presença de banhados.
(  ) Domínio dos mares de morros florestados, apresenta fortíssima e generalizada decomposição de rochas, densas drenagens perenes, extensiva mamelonização.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta, de cima para baixo.
a) 5 – 2 – 1 – 4 – 6 – 3.
b) 1 – 4 – 5 – 2 – 6 – 3.
c) 1 – 2 – 6 – 5 – 3 – 4.
d) 5 – 6 – 1 – 4 – 3 – 2.
e) 3 – 4 – 6 – 5 – 1 – 2.

3 [Na Amazônia] boa parte dos municípios que compõe a “mancha pioneira” apresenta as maiores taxas de desmatamento do bioma amazônico nos últimos anos... e um expressivo e perverso processo de especulação fundiária, no qual a grilagem e a venda ilegal de terras (inclusive pela internet) é o seu principal artífice. [...] A rarefeita presença humana e os meios rudimentares de sobrevivência de boa parte da população local, desprovida de capital e de qualificação, levam à configuração de um espaço descontínuo.
(Daniel Monteiro Huertas. Da fachada atlântica à imensidão amazônica. São Paulo: Annablume, 2009. p. 226. Adaptado)

Na “mancha pioneira”, que forma um arco de desmatamento, são predominantemente encontrados(as):

a) extração de madeira e agricultura de cana e milho.
b) extração de madeira, pecuária e cultivos de soja.
c) pecuária, cultivos de cana e extração de minérios.
d) extração de minérios, agricultura de milho e cana.
e) agricultura de soja e arroz e extração de minérios.

4 Assinale a alternativa que indica corretamente a localização e uma característica predominante dos domínios morfoclimáticos do Cerrado, da Caatinga e dos Mares de Morros.

Mapa3

a) 1, Cerrado, com clima subtropical; 2, Caatinga, com rios perenes; 3, Mares de Morros, com vegetação do tipo savana estépica.
b) 1, Caatinga, com clima semiárido; 2, Mares de Morros, com mata atlântica; 3, Cerrado, com vegetação do tipo savana.
c) 1, Caatinga, com clima tropical de altitude; 2, Mares de Morros, com rios intermitentes; 3, Cerrado, com mata de araucária.
d) 1, Cerrado, com vegetação do tipo savana; 2, Caatinga, com clima semiárido; 3, Mares de Morros, com mata atlântica

5 responder à questão, leia o fragmento abaixo.

Em 4 de outubro de 1957, quando os soviéticos colocaram em órbita o primeiro satélite artificial - Sputnik-1 , o mundo vivia sob tensão constante. [...]. Hoje, a Guerra Fria não existe mais, mas o clima no espaço ainda está longe de refletir o ambiente de interação globalizada que mudou a economia, a política e a ciência em terra firme. Ao contrário do que acontece em outras áreas tecnológicas, o país que quiser lançar satélites por conta própria hoje tem de aprender sozinho. Os americanos não querem que a tecnologia de lançadores de satélites que pode ser utilizada para lançar bombas caia na mão de determinados países, mesmo que sejam amigos, [...]. Mesmo quando existe um projeto envolvendo vários países, como a Estação Espacial Internacional, a colaboração se dá mais pela divisão do trabalho do que pela transferência da tecnologia entre os países. [...]. Hoje, apenas EUA, União Europeia, Rússia, China, Índia e Japão são capazes de colocar satélites em órbita. Cada um aprendeu a fazê-lo sozinho.
GARCIA, Rafael. 50 anos depois do Sputnik, espaço ainda vê Guerra Fria. Folha de S. Paulo, 30/09/2007.

O fim da Guerra Fria entre os EUA e a URSS e o novo avanço do capitalismo com a globalização mundial estabeleceram uma nova ordem geopolítica. Sobre esse assunto é correto afirmar que:

a) houve a eliminação das fronteiras nacionais com a fusão de países em blocos econômicos regionais e o surgimento do domínio das tecnologias de ponta pelos novos países industrializados e subdesenvolvidos.

b) surgiram áreas de livre comércio como reservas de mercado para multinacionais, disputas entre capitalismo e socialismo representadas por EUA pela União Europeia.

c) houve a divisão do mundo em Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socialistas) e Terceiro Mundo (países capitalistas subdesenvolvidos e os de economia em transição do socialismo para o capitalismo).

d) surgiram blocos econômicos regionais; novos centros de poder - como o Japão e a União Europeia - e tensões entre interesses políticos e econômicos dos países desenvolvidos do Norte e subdesenvolvidos do Sul.

6 A Nova Ordem Mundial assinala o fim da bipolaridade entre União Soviética e Estados Unidos. Então, a partir do início do século XXI, os norte-americanos iniciaram uma guerra ao terrorismo, que passou a ser o novo adversário dos EUA no cenário internacional. Um evento que pode assinalar essa nova empreitada é

a) A Guerra do Iraque, cujo objetivo era aniquilar o terrorista internacional Saddam Hussein.
b) A caçada e morte de Osama Bin Laden, em 2 de Maio de 2011.
c) A Guerra das Coreias, com o objetivo de exterminar terroristas norte-coreanos.
d) A Guerra entre Israel e Palestina, em que os EUA buscaram extinguir facções terroristas israelenses.

7 A ordem mundial atual pode ser destacada pela consolidação dos Estados Unidos como a grande potência militar e a presença desse país ao lado de outras lideranças (UE e China) que se apresentam como grandes potências econômicas. Se seguirmos essa linha de raciocínio, podemos dizer que vivemos em um mundo:

a) unipolar
b) unimultipolar
c) pluropolar
d) multipolar
e) bélico-econômico

8 Leia, analise e responda

“Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial”
(Caetano Veloso – Fora de Ordem)

Em termos gerais, uma ordem geopolítica mundial representa:

a) o contexto bélico do mundo.
b) a relação da diplomacia internacional.
c) a disposição de equilíbrio de forças entre países.
d) um conceito teórico sobre as soberanias ditatoriais.
e) a divisão do mundo entre desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Respostas

Função polinomial do 2º grau

Definição: A função f:R⟶R dada por f(x)=ax2+bx+c, com a,b e c reais e a≠0, denomina-se função polinomial do 2º grau ou função quadrática.

Os números representados por a,b e c são chamados de coeficiente da função.

Zeros da função polinomial do 2º grau.

Os zeros ou raízes da função f(x)=ax2+bx+c são valores de x para os quais f(x)=0, isto é, raízes da equação do 2º grau ax2+bx+c=0.

Tabela raízes da equção do segundo grau

Exemplo: Determinar as raízes da função ax2+7x+6=0

Resolução exercício 1

Logo as raízes são 1 e 6

O gráfico de uma função polinomial do 2º grau ou quadrática é uma curva aberta chamada parábola.

Resolução exercício 1

Geometricamente, os zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau são as abscissas dos pontos em que a parábola intercepta o eixo x.

Vértices

Exercícios

1 - Quando estudamos Cinemática, em Física, aprendemos que podemos calcular a altura de uma bala atirada para cima pela fórmula h(t)=400t-5t2, onde h é a altura, em metros, atingida após t segundos do lançamento. Qual o menor intervalo de tempo para a bala atingir metros de altura?

a) 20s;
b) 15s;
c) 5s;
d) 11s;
e) 17s.

2 - Em um famoso jogo eletrônico de arremessar pássaros, a trajetória do lançamento corresponde a parte de uma parábola, como a da figura.

Parábola

Considere que um jogador fez um lançamento de um pássaro virtual cuja trajetória pode ser descrita pela função h(x)=-x2+4x com x variando entre 0 e 4. O gráfico mostra essa trajetória. O ponto de lançamento do pássaro coincide com a origem do plano cartesiano.

Parábola invertida

Analisando o gráfico, é correto afirmar que o pássaro começa a

a) cair a partir do ponto
b) cair a partir do ponto
c) subir a partir do ponto
d) subir a partir do ponto
e) subir a partir do ponto

3 - Meu avô quer construir, ao lado da mangueira de seu sítio, um lago para criar peixes. A figura a seguir mostra o projeto do engenheiro ambiental no qual a lagoa, vista por um corte horizontal do terreno, é representada por uma parábola, com raízes P1 e P1 distantes 8 metros. O projeto inicial previa a parábola g(x)=x2-8x Para conter gastos, essa parábola foi substituída pela parábola f(x)=(x2/4)-2x.

Parábola invertida

Com essa mudança, a maior profundidade da lagoa, em metros, diminuiu.

a) 4
b) 8
c) 12
d) 16
e) 13

4 - Para evitar uma epidemia, a Secretaria de Saúde de uma cidade dedetizou todos os bairros, de modo a evitar a proliferação do mosquito da dengue. Sabe-se que o número f de infectados é dado pela função f(t)=-2t2+120t (em que t é expresso em dia e t = 0 é o dia anterior à primeira infecção) e que tal expressão é válida para os 60 primeiros dias da epidemia.

A Secretaria de Saúde decidiu que uma segunda dedetização deveria ser feita no dia em que o número de infectados chegasse à marca de 1 600 pessoas, e uma segunda dedetização precisou acontecer. A segunda dedetização começou no

a) 190 dia
b) 230 dia
c) 170 dia
d) 210 dia
e) 200 dia

5 - Uma pequena fábrica vende seus bonés em pacotes com quantidades de unidades variáveis. O lucro obtido é dado pela expressão L(x)=-x2+12x-20, onde x representa a quantidade de bonés contidos no pacote. A empresa pretende fazer um único tipo de empacotamento, obtendo um lucro máximo. Para obter o lucro máximo nas vendas, os pacotes devem conter uma quantidade de bonés igual a

a) 4
b) 6
c) 7
d) 9
e) 10

6 - Um pedra é lançada do solo verticalmente para cima. Ao fim t segundos, atinge a altura h em metros, dada por; h(t)40t-5t2. Qual a altura máxima que a pedra atinge?

a) 4m
b) 50m
c) 30m
d) 80m
e) 20m

7 - (UEA – 2017) O gráfico da função real f(x)=ax2+bx+c, a > 0, é a parábola representada na figura.

Parábola invertida

Sabendo-se que x'+x"=-(b/2), onde x' e x" são raízes de f(x)=0, é correto afirma que a parábola intersecta o eixo das ordenadas no ponto.

a) (0, 12)
b) (12, 0)
c) (0, 4)
d) (0, 16)
e) (16, 0)

8 - Assinale a alternativa que apresenta as raízes da equação: 2x2+25x-75=0

a) S = {2,5; -15}
b) S = {-2,5; 15}
c) S = {-2,5; -15}
d) S = {2,5; 15}
e) S = {2,5; 5}

9 - Se a área de uma região retangular é 15 m2 sendo suas dimensões expressas por (x+1) e (x+3), então é CORRETO afirmar que a medida da maior dimensão e a medida do perímetro dessa região são, respectivamente, iguais a:

a) 3 e 18
b) 5 e 16
c) 6 e 24
d) 6 e 26
e) 7 e 2

10 - Considerando-se as raízes das equações do 2º grau, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Ambas as raízes são positivas e possuem valores diferentes.
(2) Ambas as raízes são negativas e possuem valores diferentes.
(3) Ambas as raízes possuem o mesmo valor.
(4) As raízes possuem valores diferentes e apenas uma delas é positiva.

(   ) x2+2x=8
(   ) x2+3x+2=0
(   ) x2-7x=-12

a) 1 - 2 - 3
b) 3 - 4 - 1
c) 4 - 3 - 2
d) 4 - 2 - 1
e) 3 - 1 - 4

11 - A soma das raízes da equação do segundo grau x2+(m-1)x+3m=0 é igual a 4. Se m é um número real, a maior raiz dessa equação corresponde a:

a) 1 + √13
b) 2 + √13
c) 3 + √13
d) 4 + √13

12 - (VUNESP) A quantidade Q de bicicletas produzidas por ano, em função do tempo t, é dada pela fórmula Q = –t2 + 17t + 60, sendo que t representa o total de anos decorridos desde 1995, ano em que foram produzidas 60 bicicletas. Por exemplo, no ano 2005, t é igual a 10, e Q é igual a 130. Esse modelo prevê que, em algum momento, nenhuma bicicleta será produzida e, a partir de então, terá sua produção interrompida. O último ano em que essas bicicletas serão produzidas será:

a) 2009
b) 2010
c) 2014
d) 2012
e) 2015

13 - A figura abaixo representa o esboço do gráfico da função y=ax2+bx+c, em que a, b e c são números reais e a ≠ 0.

Exercício 13

A partir dessas informações, é correto afirmar que:

a) b2 - 4ac < 0
b) 2a = 2b
c) (a + b + c)2 = 4
d) ab = c

14 - Considere m e n as raízes da equação x2 -18x + 10 = 0, o valor de m2 + n2 é:

a) 304
b) 324
c) 296
d) 390
e) 398

15 - Natália pensou em um número natural diferente de zero, elevou esse número ao quadrado e subtraiu o dobro do mesmo número. Priscila pensou no mesmo número, calculou o triplo desse número e somou 6. Elas obtiveram o mesmo resultado. Analisando esses dados, assinale a alternativa que apresenta o número que elas pensaram.

a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

16 - Uma empresa de panfletos utiliza uma copiadora que reproduz uma quantidade de cópias (y) de acordo com o tempo de funcionamento (x), em horas. O número de reproduções feitas pela máquina é expressa pela seguinte equação do segundo grau y=−x2+2x+3. Sabe-se que este modelo de máquina necessita de intervalos de pausa para continuar a produzir, visto que o uso prolongado (ininterrupto) acarreta uma sobrecarga nos sistemas, fazendo com que ela pare totalmente a produção. Diante dessas condições, é correto afirmar que o tempo necessário para que a máquina pare de funcionar totalmente, caso não se respeite os tempos de pausa, será de:

a) 0,5h
b) 1h
c) 2h
d) 3h
e) 4,9h

17 - (Vunesp) No local onde os clientes aguardam atendimento, em uma agência bancária, havia n fileiras de cadeiras, tendo cada fileira n cadeiras. Com o aumento do fluxo de clientes, foram incorporadas mais três fileiras de cadeiras, iguais às anteriores, e esse local passou a ter 130 cadeiras. O número de cadeiras em cada fileira é igual a

a) 8
b) 9
c) 10
d) 12
e) 13

18 - (Vunesp) Todo o medicamento contido em um recipiente, num total de 1200 mL, foi repartido igualmente em n frascos. Em seguida, o recipiente foi reabastecido com 1200 mL, e o medicamento foi novamente repartido igualmente em outros frascos. Como cada frasco recebeu 50 mL a menos do que na primeira vez, foram necessários mais 2 frascos. A equação que determina corretamente o valor de n é:

a) n2 + 2n - 48 = 0
b) n2 - 2n + 48 = 0
c) 2n2 + 4n - 50 = 0
d) 5n2 - 10n + 200 = 0
e) 5n2 - 20n + 200 = 0

19 - Para o setor de fotocópias de uma empresa, foram compradas 48 caixas de papel sulfite que foram empilhadas em local apropriado. Um funcionário do setor observou que o número de caixas por pilha era igual ao número de pilhas mais 2. O número de caixas de uma pilha era

a) 8
b) 7
c) 6
d) 5
e) 4

20 - Um incêndio ocorrido num distrito industrial ocasionou prejuízos alarmantes, dizimando, inclusive, parte da área de proteção ambiental. Um funcionário do departamento ambiental de uma das empresas constatou que a parte da área de proteção ambiental dizimada, em dam², corresponde ao módulo do valor mínimo assumido pela função f(X) = 2x2 – 120x + 1460. A parte da área de proteção ambiental dizimada foi de:

a) 360 dam²
b) 340 dam²
c) 290 dam²
d) 270 dam²

Próclise, mesóclise e ênclise

A colocação dos pronomes átonos, em relação ao verbo ao qual se agregam, ocorre de três formas, conforme indica o prefixo sublinhado na denominação.

1. Próclise: o pronome se posiciona antes do verbo.
2. Mesóclise: o pronome se posta ao meio do verbo.
3. Ênclise: o pronome se coloca após o verbo.

Próclise

O pronome átono é colocado antes do verbo quando for precedido de:

a) Palavra negativa: "Não lhe devo satisfações".

É fundamental enfatizar que a colocação adequada dos pronomes harmoniza o texto, evitando ambiguidades. Além disso, atua no plano sonoro. Veja: "Eu não vi ela hoje."

Trata-se de uma expressão utilizada de modo frequente em situações de uso informal da língua. No entanto, deve ser evitada em contextos formais, sobretudo pela cacofonia (som desagradável) por ela gerada. Vale reiterar que "ela", no exemplo acima, é complemento e, não, sujeito. Por isso: "Eu não a vi hoje".

Outros exemplos: nunca, jamais, nada, ninguém...

b) Pronome relativo: "Foi meu amigo quem me convidou para a festa."

Mais exemplos: cujo, o qual, que, onde...

c) Pronome interrogativo: "Quem nos explicará as regras?"

Outros exemplos: quanto, qual, como, quando...

d) Conjunção subordinativa: "Ela ficou muito feliz quando a apresentei ao meu primo."

Mais exemplos: que, o qual, se, logo que...

e) Advérbio ou expressão adverbial: "Talvez a jovem se decida ainda hoje."

Outros advérbios: sempre, mais, menos, já...

f) Numeral ou pronome indefinido:

"Ambos se revoltaram com a situação."

"Alguém lhe disse duras palavras."

Mais pronomes: tudo, ninguém, a minoria, poucos...

g) Preposição "em": "Em se tratando de cálculos, Luís apresenta muitas dificuldades.":

Prep. "em" + pronome átono + verbo no gerúndio (terminação “ndo”).

h) Palavra exclamativa ou oração que expressa um desejo: "Que Deus nos acompanhe!"

Mesóclise

O pronome átono é colocado ao meio da forma verbal, flexionada no modo "Indicativo" (que exprime "certeza"), do tempo:

a. Futuro do presente: "Assim que oportuno, contar-lhe-ei detalhes da cerimônia."
b. Futuro do pretérito: "A inovação do setor ajudar-nos-ia significativamente."

Enclise

O pronome átono é posposto ao verbo nas seguintes situações:

a. Sentença afirmativa imperativa: "Alunos, sentem-se, por gentileza!"

b. Infinitivo pessoal: "Ligaram-me rapidamente."

Vale comentar que, em situações informais da língua, é recorrente a anteposição do pronome átono, como em: "Me liga, por favor.".

c. Gerúndio: "Saiu apressadamente, esquecendo-se de seu celular."

d. Orações coordenadas sindéticas: Foi à entrevista de emprego e mostrou-se confiante.

Locuções Verbais - mais de uma opção de colocação pronominal

Próclise e Mesóclise: - verbo auxiliar + verbo principal no "particípio":

  • Naquela ocasião, ele tinha-me confessado.

  • O acidente tê-lo-ia afetado a memória?

Próclise ou Ênclise: verbo pessoal (auxiliar ou não) + verbo infinitivo:

  • Precisamos lhe convencer do contrário. [Comum em situações de uso informal da língua].

  • Precisamos-lhe convencer do contrário.

  • Precisamos convencer-lhe do contrário.

Exercícios

1 - Levando em consideração os postulados que regem a colocação pronominal, sobretudo em se tratando do uso da mesóclise e da próclise, desfaça os casos de próclise, tendo em vista o modelo em questão:

Não lhe direi a verdade
Dir-lhe-ei a verdade

a) Não o condenarei por isso.
b) Jamais o visitarei nas minhas férias.
c) Jamais lhe entregarei a encomenda.
d) Nunca o considerarei como meu amigo.
e) Não a convidarei para as festividades.
f) Nunca lhe darei alguma chance.

2 - (UEL –PR) Logo que você ________, é claro que eu __________ da melhor maneira possível, ainda que isso ______ atrase o serviço.

a) me chamar – atendê-lo-ei – me atrase.
b) chamar-me - atendê-lo-ei – atrase-me.
c) me chamar – o atenderei – me atrase.
d) me chamar – o atenderei – atrase-me.
e) chamar-me – atenderei-o – atrase-me.

3 - (UFAM) A frase em que é admissível a alteração na colocação do pronome átono é:

a) Quando lhe escrever, diga a ela de minha admiração por sua coragem.
b) Haviam-no procurado por toda a cidade.
c) Não se intrometa em maus negócios.
d) Garantir-se-á sigilo absoluto.
e) Hei de acostumar-me à nova situação.

4 - Acerca dos enunciados abaixo, leia-os, reflita a respeito deles e analise-os consoante os conhecimentos de que você dispõe acerca do uso da mesóclise e da próclise, registrando as marcas deixadas pelas suas impressões:

Contar-lhe-iam toda a verdade sobre o passado obscuro.
Não lhe contariam toda a verdade sobre o passado obscuro.

5 - A colocação pronominal está correta em:

a) Não queira-me mal, pois quero-lhe muito bem.
b) Me conte tudo o que se passou com você.
c) Mariquinha tinha casado-se no sábado.
d) Faria-me um grande favor não me procurando mais.
e) Não posso dizer-lhe que a amo, julgar-me-ia um tolo.

6 - Assinale a alternativa incorreta.

a) Tratando-se de você, ele concordará!
b) O deixei na biblioteca.
c) Ele pediu permissão para falar-lhe.
d) Vou levar-te ao museu.
e) Cumprimentou a todos, retirando-se em seguida.

7 - Assinale a opção em que a próclise do pronome oblíquo é facultativa, segundo a norma culta.

a) Ninguém o convenceu a falar. b) Quem me levará até a sala de vídeo? c) É comum este amigo nos socorrer nas dificuldades. d) Deus o abençoe, meu filho! e) Se se empenhou na leitura, será recompensado.

8 - Pronome mal colocado.

a) Lá, disseram-me que entrasse logo.
b) Aqui me disseram que saísse.
c) Posso ir, se me convidarem.
d) Irei, se quiserem-me.
e) Estou pronto. Chamem-me.

9 - Assinale a frase em que a colocação do pronome oblíquo átono não obedece às normas do português padrão

a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
b) Estamos nos sentindo desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não escuta.
c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
d) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
e) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: — Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência.

10 - Colocação errada do pronome átono.

a) Ao ver-nos, cumprimentam-nos.
b) Se me não falha a memória ...
c) Se a memória não me falha ...
d) Chegou-se a mim, me cumprimentando cordialmente.
e) O livro está com você, entregue-mo.

 

Concordância verbal e nominal

I Concordância verbal

A regra básica da concordância verbal é o verbo concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da frase. Abaixo alguns exemplos:

 

1. Sujeito simples – o verbo concordará com ele em número e pessoa.

Exemplo: O artista excursionará por várias cidades do país.

2. Sujeito composto – geralmente, o verbo vai para o plural.

Exemplo: Sua arrogância e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem

• Se o sujeito vier depois do verbo, concorda com o núcleo mais próximo ou vai para o plural.

Exemplo: Ainda reinavam/reinava a confusão e a tristeza. (Dinah S. de Queiroz).

• Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes, o verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas.

Exemplo: Eu e você somos pessoas responsáveis.

3. Expressões como "não só ... mas também", "tanto ... quanto", que relacionam sujeitos compostos, permitem a concordância do verbo no singular ou no plural.

Exemplo: Tanto o rapaz quanto o primo obtiveram/obteve nota máxima no concurso.

4. Sujeito composto ligado por "ou", indicando:

  ✓ Exclusão ou sinonímia – o verbo fica no singular.

      Exemplo: Maria ou Joana será representante.

  ✓ Inclusão ou antonímia – o verbo fica no plural.

      Exemplo: O amor ou o ódio estão presentes.

  ✓ Retificação – o verbo concorda com o núcleo mais próximo.

      Exemplo: O aluno ou os alunos cuidarão da exposição.

5. Quando o sujeito é representado por expressões como "a maioria de", "a maior parte de" e um nome no plural, o verbo concorda no singular (realçando o todo) ou no plural (destacando a ação dos indivíduos).

Exemplo: A maioria dos jovens quer as reformas. / A maioria dos jovens querem as reformas.

6. A regra fundamental de concordância com o sujeito deverá levar o verbo para a 3ª pessoa do plural.

Exemplo: Não sou daqueles que recusa/recusam as obrigações.

OBS.: Neste caso, o referente do pronome relativo que é "daqueles". Entretanto, também é aceito quando refletimos em uma concordância com "um daqueles que".

7. Verbo SER + pronome pessoal + QUE – o verbo concorda com o pronome pessoal.

Exemplos: Sou eu que executo a obra. / Seremos nós que executaremos a obra.

Verbo SER + pronome pessoal + QUEM - o verbo concorda com o pronome pessoal ou fica na 3ª pessoa do singular

Exemplos: Sou eu quem inicio a leitura. / Sou eu quem inicia a leitura.

8. Nomes próprios locativos ou intitulativos - se precedidos de artigo no plural, o verbo irá para o plural; não sendo assim, irá para o singular.

Exemplos: Os Estados Unidos reforçam as suas bases. / Minas Gerais progride muito.

9. Pronome relativo antecedido das expressões "um dos" e "uma das" – o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou do plural.

Exemplo: Ela é uma das que mais impressiona/impressionam.

*Quando apresenta uma ideia de seletividade, fica obrigatoriamente no singular.

Exemplo: Aquela é uma das peças de Nelson Rodrigues que hoje se apresentará neste teatro.

10. Concordância do verbo SER

a) sujeito, nome de coisa ou um dos pronomes + NADA, TUDO, ISSO ou AQUILO + verbo SER + predicativo no plural - o verbo fica no singular ou no plural (mais comum).

Exemplo: A pátria não é ninguém: são todos. (Rui Barbosa)

b) Nas orações interrogativas iniciadas pelos pronomes QUEM, QUE, O QUE - o verbo SER concorda com o nome ou pronome que vem depois.

Exemplo: Quem eram os culpados?

c) 1º termo – sujeito = substantivo; 2º termo = pronome pessoal – o verbo concorda com o pronome pessoal.

Exemplo: Os defensores somos nós.

d) Nas expressões É MUITO, É POUCO, É MAIS DE, É TANTO, É BASTANTE + determinação de preço, medida ou quantidadeo verbo fica no singular.

Exemplo: Dez reais é quase nada.

e) Indicando hora, data ou distância – o verbo concorda com o predicativo.

Exemplo: Hoje são 15 de fevereiro.

11. PASSIVO - na voz passiva sintética, com o pronome apassivador "SE" o verbo concorda com o sujeito paciente (possivelmente um objeto direto).

Exemplo: Escutavam-se vozes.

INDETERMINADO – com o pronome indeterminador do sujeito, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

Exemplo: Precisa-se de operários.

 

II Concordância nominal

As relações que as palavras estabelecem com o substantivo que as rege constitui o que em gramática se chama de sintagma nominal. Essa relação caracteriza os casos de concordância nominal. [Vejamos alguns exemplos:]

1. Concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os artigos que o precedem - os pronomes indefinidos variáveis, os demonstrativos, os possessivos, os numerais cardinais e os adjetivos.

Exemplo: Um luar claro e belíssimo.

2. Concordância do adjetivo com dois ou mais substantivos

a) Substantivos do mesmo gênero - o adjetivo irá para o plural desse gênero ou concordará com o mais próximo (concordância atrativa).

Exemplo: Bondade e alegria raras/rara.

b) Substantivos de gêneros diferentes - o adjetivo irá para o masculino plural ou concordará com o mais próximo.

Exemplo: Atitude e caráter apropriados/apropriado.

c) Adjetivo anteposto aos substantivos - nos dois casos acima, a norma geral é que ele concorde com o substantivo mais próximo.

Exemplo: Mantenha desligadas as lâmpadas e os eletrodomésticos.

d) Substantivos com sentido equivalente ou que expressam gradação - o adjetivo concorda com o mais próximo.

Exemplo: Revelava pura alma e espírito.

 

Casos Particulares

1. POSSÍVEL

a) Precedido de "o mais", "o menor', "o melhor', "o pior" - singular

Exemplo: Estampas o mais possível claras.

b) Precedido de "os mais", "os menores", "os melhores", "os piores" – plural

Exemplo: Estampas as mais claras possíveis.

2. ANEXO/INCLUSO - adjetivos concordam com o substantivo a que se referem.

Exemplo: Envio-lhe anexos/inclusos os documentos. (As expressões "em anexo" e "junto a" são invariáveis.)

3. LESO (adjetivo = lesado, prejudicado) - concorda com o substantivo com o qual forma uma composição.

Exemplo: Cometeu crime de lesa-pátria.

4. PREDICATIVO

a) Substantivo com sentido indeterminado (sem artigo) - adjetivo no masculino.

Exemplo: É proibido entrada.

b) Substantivo com sentido determinado (com artigo) - adjetivo concorda com o substantivo.

É necessária muita cautela.

5. MEIO

a) Numeral = metade (variável) - Exemplo: Falou meias verdades.

b) Advérbio = parcialmente (variável) Exemplo: Encontrava-se meio fatigada.

6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO

a) Pronomes = variáveis - Exemplo: Li bastantes livros.

b) Advérbios = invariáveis - Exemplo: Estavam bastante felizes.

7. SÓ

a) Adjetivo = sozinho (variável) - Exemplo: Eles se sentiam sós.

b) Palavra denotativa de exclusão (invariável) - Exemplo: Só os alunos compareceram à reunião (= somente).

8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO - palavras invariáveis.

Exemplo: Ela é pseudoadministradora. Por isso, fiquemos sempre alerta.

9. QUITE = LIVRE - concorda com aquele termo a que se refere.

Exemplo: Estamos quites com a mensalidade.

10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO - concordam com o gênero e número da pessoa a que se referem.

Exemplo: Ela disse: "Muito obrigada. Eu mesma cuidarei do assunto".

 

Exercícios

1. (CESCEM–SP) Já ___ anos, ___ neste local árvores e flores. Hoje, só ___ ervas daninhas.

a) fazem, havia, existe
b) fazem, havia, existe
c) fazem, haviam, existem
d) faz, havia, existem
e) faz, havia, existe

2. (Cesgranrio) Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção em que a forma verbal está errada:

a) Existem na atualidade diferentes tipos de inseticidas prejudiciais à saúde do homem.
b) Podem provocar sérias lesões hepáticas, os defensivos agrícolas à base de DDT.
c) Faltam aos países subdesenvolvidos uma legislação mais rigorosa sobre os agrotóxicos.
d) Persistem por muito tempo no meio ambiente os efeitos nocivos dos inseticidas clorados.
e) Possuem elevado grau de toxidade os defensivos do tipo fosforado.

3. (Fatec) Assinale a alternativa que completa corretamente as frases. ___ , entre analistas políticos, que, se o governo ___ essa política salarial e se o empresariado não ___ as perdas salariais ___ sérios problemas estruturais a serem resolvidos, e, quando os sindicatos ___ , estará instalado o caos total.

a) Comentam-se; manter; repor; haverão; intervierem.
b) Comenta-se; mantiver; repuser; haverão; intervirem.
c) Comenta-se; mantesse; repuser; haverão; intervierem.
d) Comenta-se; mantiver; repuser; haverá; intervierem.
e) Comentam-se; manter; repor; haverá; intervirem.

4. (Fundação Carlos Chagas) A ocorrência de interferências ___ -nos a concluir que ___ uma relação profunda entre homem e sociedade que os ___ mutuamente dependentes.

a) leva, existe, torna
b) levam, existe, tornam
c) levam, existem, tornam
d) levam, existem, torna
e) leva, existem, tornam

5. (FGV) Nas questões abaixo, ocorrem espaços vazios. Para preenchê-los, escolha um dos seguintes verbos: fazer, transpor, deter, ir. Utilize a forma verbal mais adequada.

a) Se ___ dias frios no inverno, talvez as coisas fossem diferentes.
b) Quando o cavalo ___ todos os obstáculos, a corrida terminará.
c) Se o cavalo ___ mais facilmente os obstáculos, alcançaria com mais folga a linha de chegada.
d) Se a equipe econômica não se ___ nos aspectos regionais e considerar os aspectos globais, a possibilidade de solução será maior.
e) Caso ela ___ ao jogo amanhã, deverá pagar antecipadamente o ingresso.

6. (PUC-SP) Indique a alternativa em que não há erro de concordância.

a) Devem haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.
b) Deve existir poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.
c) Pode existir poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.
d) Pode haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.
e) Podem haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.

7. (UEPG) Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical:

a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha.
b) Aqueles casais parecia viverem felizes.
c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo.
d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram.
e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.

8. (Universidade Federal do Paraná) Considere as seguintes formas verbais:
1. havia recebido
2. tinha recebido
3. estava recebendo
4. iria estar recebendo

Na frase "Todas as notícias daquele dia foram redigidas a partir dos documentos que a direção do jornal recebera do ministério público", a forma verbal destacada pode ser substituída, mantendo-se a relação de sentido temporal e sem prejuízo à obediência à língua culta, por:

a) 4 apenas
b) 1, 2 e 3 apenas
c) 3 e 4 apenas
d) 1 e 4 apenas
e) 1 e 2 apenas

O que é energia?

Não existe uma definição concreta do que seja a energia, mas pode-se relacionar energia com a capacidade de produzir ação e/ou movimento e ela manifesta-se de forma variada. A energia segundo Lavoisier, não se cria e tão pouco se destrói.

Enérgia Mecânica - resumo
Enérgia Mecânica - resumo

 

Enérgia Mecânica - resumo

 

Enérgia Mecânica - resumo
Enérgia Mecânica - resumo

 

Enérgia Mecânica - resumo

Exercícios

01 (ENEM 2015) - Para irrigar sua plantação, um produtor rural construiu um reservatório a 20 metros de altura a partir da barragem de onde será bombeada a água. Para alimentar o motor elétrico das bombas, ele instalou um painel fotovoltaico. A potência do painel varia de acordo com a incidência solar, chegando a um valor de pico de 80 W ao meio-dia. Porém, entre as 11 horas e 30 minutos e as 12 horas e 30 minutos, disponibiliza uma potência média de 50 W.

Considere a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 e uma eficiência de transferência energética de 100%. Qual é o volume de água, em litros, bombeado para o reservatório no intervalo de tempo citado?

a) 150
b) 250
c) 450
d) 900
e) 1440

02 (ENEM) - Um automóvel, em movimento uniforme, anda por uma estrada plana, quando começa a descer uma ladeira, na qual o motorista faz com que o carro se mantenha sempre com velocidade escalar constante.

Durante a descida, o que ocorre com as energias potencial, cinética e mecânica do carro?

a) A energia mecânica mantém-se constante, já que a velocidade escalar não varia e, portanto, a energia cinética é constante.
b) A energia cinética aumenta, pois, a energia potencial gravitacional diminui e quando uma se reduz, a outra cresce.
c) A energia potencial gravitacional mantém-se constante, já que há apenas forças conservativas agindo sobre o carro.
d) A energia mecânica diminui, pois, a energia cinética se mantém constante, mas a energia potencial gravitacional diminui.
e) A energia cinética mantém-se constante, já que não há trabalho realizado sobre o carro.

03 (ENEM 2015) - Um carro solar é um veículo que utiliza apenas a energia solar para a sua locomoção. Tipicamente, o carro contém um painel fotovoltaico que converte a energia do Sol em energia elétrica que, por sua vez, alimenta um motor elétrico. A imagem mostra o carro solar Tokai Challenger, desenvolvido na Universidade de Tokai, no Japão, e que venceu o World Solar Challenge de 2009, uma corrida internacional de carros solares, tendo atingido uma velocidade média acima de 100 km/h.

região Plana

Considere uma região plana onde a insolação (energia solar por unidade de tempo e de área que chega à superfície da Terra) seja de 1 000 W/m², que o carro solar possua massa de 200 kg e seja construído de forma que o painel fotovoltaico em seu topo tenha uma área de 9,0 m² e rendimento de 30%. Desprezando as forças de resistência do ar, o tempo que esse carro solar levaria, a partir do repouso, para atingir a velocidade de 108 km/h é um valor mais próximo de

a) 1,0 s
c) 10 s
b) 4,9 s
d) 300 s
e) 33 s

04 (ENEM 2013) - Quando a luz branca incide em uma superfície metálica, são removidos elétrons desse material. Esse efeito é utilizado no acendimento automático das luzes nos postes de iluminação, na abertura automática das portas, no fotômetro fotográfico e em sistemas de alarme. Esse efeito pode ser usado para fazer a transformação de energia

a) nuclear para cinética.
b) elétrica para radiante.
c) térmica para química.
d) radiante para cinética.
e) potencial para cinética.

05 (ENEM 2012) - Os carrinhos de brinquedo podem ser de vários tipos. Dentre eles, há os movidos a corda, em que uma mola em seu interior é comprimida quando a criança puxa o carrinho para trás. Ao ser solto, o carrinho entra em movimento enquanto a mola volta à sua forma inicial. O processo de conversão de energia que ocorre no carrinho descrito também é verificado em

a) um dínamo
b) um freio de automóvel.
c) um motor a combustão.
d) uma usina hidrelétrica.
e) uma atiradeira (estilingue).

06 (ENEM 2011) - Com a crescente demanda de energia elétrica, decorrente do modo de vida da sociedade moderna, tornou-se necessário que mais de uma fonte de energia seja estudada e aplicada, levando-se em conta os impactos ambientais e sociais a serem gerados em curto e longo prazo. Com isso, o uso da energia nuclear tem sido muito debatido no mundo. O questionamento principal é se valerá a pena construir centrais de produção nuclear ou é preferível investir em outros tipos de energias que sejam renováveis. Disponível em: http://energiaeambiente.wordpress.com. http://www.comciencia.br. Acesso em: 27 jan. 2009 (adaptado). Um argumento favorável ao uso da energia nuclear é o fato de

a) seu preço de instalação ser menor que o das demais fontes de energia.
b) o tratamento de seus rejeitos ser um processo simples.
c) de ser uma energia limpa, de baixo custo, que não causa impactos ambientais.
d) ser curto o tempo de atividade dos resíduos produzidos na sua geração.
e) ser uma energia limpa embora não seja renovável.

07 (ENEM 2005) - Observe a situação descrita na tirinha abaixo.

Tirinha

Assim que o menino lança a flecha, há transformação de um tipo de energia em outra. A transformação, nesse caso, é de energia

a) potencial elástica em energia gravitacional.
b) gravitacional em energia potencial.
c) potencial elástica em energia cinética.
d) cinética em energia potencial elástica.
e) gravitacional em energia cinética.

08 (ENEM 2017) - Raios de luz solar estão atingindo a superfície de um lago formando um ângulo x com a sua superfície, conforme indica a figura. Em determinadas condições, pode-se supor que a intensidade luminosa desses raios, na superfície do lago, seja dada aproximadamente por I(x) = ksen(x) sendo k uma constante, e supondo-se que x está entre 0° e 90º.

Tirinha

Quando x = 30º, a intensidade luminosa se reduz a qual percentual de seu valor máximo?

a) 33%
b) 50%
c) 57%
d) 70%
e) 86%

09 - A eficiência das lâmpadas pode ser comparada utilizando a razão, considerada linear, entre a quantidade de luz produzida e o consumo. A quantidade de luz é medida pelo fluxo luminoso, cuja unidade é o lúmen (lm). O consumo está relacionado à potência elétrica da lâmpada que é medida em watt (W). Por exemplo, uma lâmpada incandescente de 40 W emite cerca de 600 lm, enquanto uma lâmpada fluorescente de 40 W emite cerca de 3 000 lm.

A eficiência de uma lâmpada incandescente de 40 W é

a) maior que a de uma lâmpada fluorescente de 8 W, que produz menor quantidade de luz.
b) maior que a de uma lâmpada fluorescente de 40 W, que produz menor quantidade de luz.
c) menor que a de uma lâmpada fluorescente de 8 W, que produz a mesma quantidade de luz.
d) menor que a de uma lâmpada fluorescente de 40 W, pois consome maior quantidade de energia.
e) igual a de uma lâmpada fluorescente de 40 W, que consome a mesma quantidade de energia.

Ondas

Nesta parte da Física, abordaremos o comportamento ondulatório da matéria e descobriremos que uma onda é um dos conceitos mais fundamentais da física.

Hoje em dia, encontramos ondas em quase tudo que temos contato transportando informações de todos os tipos possíveis, seja na superfície de um lago ou numa mensagem de celular. Neste momento aprenderemos sua natureza, tipos e características.

Conceito

Dentro da literatura existem vários conceitos, mas acredito que o mais amplo está no livro Curso de Física Básica, onde ele conceitua onda como qualquer sinal que se transmite de um ponto a outro de um meio, com velocidade definida. Dessa forma, uma onda transporta energia e momento, por exemplo, a luz se propaga no vácuo com aproximadamente 300.000 km/s e o som se propaga no ar com aproximadamente 340 m/s.

Quanto à direção de propagação, as ondas podem ser unidimensionais (pulso numa corda), bidimensionais (superfície da água) e tridimensionais (som).

Natureza

Existem três formas:

➢ Ondas mecânicas
Estas ondas necessitam de um meio material para se propagar, portanto, não se propagam no vácuo. Obedecem as Leis de Newton. Além de serem as mais comuns, por exemplo: som, ondas na água, ondas sísmicas entre outras.

➢ Ondas eletromagnéticas
Estas ondas não necessitam de um meio material para se propagar, portanto, pode ser o vácuo. Elas são menos familiares, mas são usadas constantemente. Por exemplo, luz visível, ondas de rádio e televisão, micro-ondas, raios-x entre outras.

➢ Ondas de matéria ou de De Broglie
Estas ondas estão associadas a elétrons, prótons e outras partículas fundamentais. São pouco familiarizadas por você, mas são comumente usadas na tecnologia moderna. Este tipo de onda descreve o comportamento dual da matéria.

Tipos

➢ Ondas transversais
Possuem a propagação na direção perpendicular a vibração (oscilação) da onda.

Ondas transversais

➢ Ondas Longitudinais
Possuem a propagação na mesma direção da vibração (oscilação) da onda.

Ondas Longitudinais

Componentes de uma onda

a) Cristas: Pontos mais altos de uma onda.
b) Vales: Pontos mais baixos de uma onda.

Cristas e vales

Período e comprimento de onda

Período é o tempo de uma volta completa, de acordo com o movimento circular. Nesse caso reinterpretaremos como o tempo de repetição (oscilação) do movimento de um ponto numa onda.

Período e Comprimento

Em relação ao comprimento de uma onda, podemos manter a mesma definição, mas neste caso, é a distância entre as repetições da forma de uma onda.

Período e Comprimento

Nota: As 3 medições apresentadas são apenas exemplos práticos para melhor compreensão, mas pode-se estender para quaisquer dois pontos que apresentem as características apresentadas anteriormente.

 

Amplitude e frequência

Pode ser entendido como a altura de uma crista ou profundidade de um vale ao nível de equilíbrio.

Período e Comprimento

De novo, fazendo referência ao movimento circular, frequência é o número de voltas pelo tempo. Reinterpretaremos como a quantidade de oscilações pelo tempo pela seguinte equação.

f=1/T

 

Onda periódicas

São ondas que apresentam o mesmo formato por intervalos de tempos iguais, estás ondas possuem o comportamento de uma função senoidal ou cossenoidal. Através dessa forma constante podemos apresentar algumas equações que descrevem essa periodicidade.

 

Função de onda

Como dito anteriormente essas ondas que possuem esse comportamento periódico ou simples (MHS) podem ser estudadas detalhadamente por apresentarem um comportamento senoidal, e desta forma proporemos uma função horária para o seu movimento.

De acordo com a figura acima, podemos observar a ligação entre o ciclo trigonométrico e uma função senoidal. Este tipo de comportamento é usado para estudarmos uma função de onda. Agora, imagine um ponto de uma onda variando sua posição (x) com o tempo (t)

Onde A é a amplitude, ω é a frequência angular e k é o número de onda. Propondo uma fase inicial (φ0) para a função, temos

y=A∙sen[(ωt-kx)+φ0].

Observe que ω deve ter a unidade [rad/s], portanto podemos interpretá-la como: ω=2π/T

onde T é período. Da mesma forma k deve ter a unidade de [rad/m], ou seja, k=2π/λ,

onde λ é o comprimento de onda.

 

Propagação de um pulso em uma corda

Considere o pulso acima em uma corda homogênea e de seção transversal constante que possui uma massa m e comprimento l. Dessa forma, definimos μ como densidade linear da corda através da seguinte relação: μ=m/l.

Analisando um pulso numa corda, de acordo com as leis de Newton, podemos mostrar que

v= √(T/μ) (velocidade de propagação de um pulso),

para T a tração aplicada na corda. A densidade linear também pode ser entendida como

d=m/V=m/(A∙l)=μ/A - μ=d∙A,

sabendo que d é densidade volumétrica e A é a área de seção transversal da corda.

 

Reflexão e refração de pulsos

Reflexão

Corda presa (fixa): reflexão com inversão de fase, nesse caso a onda refletida forma um vale.

Corda solta (móvel): reflexão sem inversão de fase, nesse caso a onda refletida permanece como uma crista.

Refração

Considere os pulsos refletidos e transmitidos de uma corda para outra;
Corda “leve” para “pesada”: reflexão na corda “leve” (menos densa) com inversão de fase.

Corda “pesada” para “leve”: Reflexão na corda “pesada” (mais densa) sem inversão de fase.

 

Frente de onda

Anteriormente estávamos trabalhando apenas com ondas unidimensionais porque são mais simples e facilitam o entendimento dessa física, mas agora que os conceitos foram estabelecidos podemos apresentar novas formas sem perder, é claro, todas as características aprendidas até agora.

Aqui serão apresentados dois tipos de frentes de onda:

• Frente de onda plana

• Frente de onda esférica

Experimento de fenda única e o Princípio de Huygens

Esse efeito é característico de todos os fenômenos ondulatórios. As frentes de onda sofrem alterações ao se propagarem para além dos obstáculos causando um tipo particular de distribuição conhecido como difração.

A primeira tentativa de explicar o fenômeno foi pelo princípio de Huygens,

"Cada ponto de uma frente de onda pode ser considerado como uma fonte secundária de ondas esféricas."

Desta forma, o princípio não explica determinadas situações. Porém, por enquanto será satisfatório porque apresenta de forma clara a construção da nova frente de onda até definirmos o fenômeno da interferência.

 

Fenômenos ondulatórios

• Reflexão

Observe nesta figura que onda refletida não apresenta mudança no seu comprimento de onda, e isto, é determinante para explicar a Lei da Reflexão (ângulo incidente igual ao refletido).

i=r

• Refração

 

Nesta figura observamos que o comprimento de onda se alterou, este tipo de situação está de acordo com o Princípio de Huygens. Outra forma de percebermos a refração é na superfície da água, onde mostra maior velocidade em regiões mais profundas.

Nesta situação, podemos usar a relação de Snell-Descartes acrescentando agora alguns conceitos aprendidos no capítulo.

Uma consequência muito interessante desse comportamento está mostrado na figura a seguir

 

Exercícios

1) (Unicenp-PR) - O físico que se especializa na área médica desenvolve métodos e aparelhos para diagnóstico, prevenção e tratamento de diversas anomalias ou doenças. O grande poder de penetração das radiações eletromagnéticas de determinadas frequências possibilitou a criação de procedimentos médicos como a tomografia computadorizada, a mamografia e a densitometria óssea. Contudo, certas ondas mecânicas também podem fornecer informações sobre o interior do corpo humano, revelando o sexo dos bebês antes do nascimento ou facilitando diagnósticos cardíacos: os ecocardiogramas. A radiação eletromagnética e a onda mecânica que comumente permitem a realização dos exames médicos citados são, respectivamente:

a) raios “gama” e infrassom.
b) raios infravermelhos e ultrassom.
c) raios ultravioleta e raios “X”.
d) raios “X” e ultrassom.
e) ondas de rádio e infrassom.

 

2) (Tópicos de Física) Analise as afirmativas:

I. Toda onda mecânica é sonora.
II. As ondas de rádio, na faixa de FM (Frequência Modulada), são transversais.
III. Abalos sísmicos são ondas mecânicas.
IV. O som é sempre uma onda mecânica, em qualquer meio.
V. As ondas de rádio AM (Amplitude Modulada) são ondas mecânicas.

São verdadeiras:
a) I, II e III.
b) I, III e V.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
e) I, IV e V.

 

3) (UEA SIS) Considerando a velocidade com que as ondas eletro-magnéticas atravessam o ar, 3,0 x 108, a comunicação via rádio constitui um eficiente meio de comunicação nas regiões amazonenses. Um rádio amador, transmitindo com ondas de 25 m, tem sua transmissão captada por outro radio amador, desde que esse outro rádio mantenha-se sintonizado para captar frequências, em MHz, de

(A) 75
(B) 20
(C) 12
(D) 8
(E) 6

 

4) (UFAM PSC) A figura abaixo representa o perfil de uma onda transversal que se propaga. Os valores da amplitude, do comprimento e da velocidade da onda, sabendo que sua frequência é 200Hz, respectivamente, são:

a) 10cm; 20cm e 30m/s.
b) 20cm; 20cm e 40m/s.
c) 20cm; 10cm e 60m/s.
d) 0,10m; 20cm e 4000cm/s.
e) 10cm; 20cm e 1500cm/s.

 

5) (Fatec-SP) Uma onda se propaga numa corda, da esquerda para a direita, com frequência de 2,0 hertz, como é mostrado na figura.

De acordo com a figura e a escala anexa, é correto afirmar que:

a) o período da onda é de 2,0 s.
b) a amplitude da onda é de 20 cm.
c) o comprimento da onda é de 20 cm.
d) a velocidade de propagação da onda é de 80 cm/s.
e) todos os pontos da corda se movem para a direita.

 

6) (Enem 2013) Uma manifestação comum das torcidas em estádios de futebol é a ola mexicana. Os espectadores de uma linha, sem sair do lugar e sem se deslocarem lateralmente, ficam de pé e se sentam, sincronizados com os da linha adjacente. O efeito coletivo se propaga pelos espectadores do estádio, formando uma onda progressiva, conforme ilustração.

 

Calcula-se que a velocidade de propagação dessa “onda humana” é de 45 km/h, e que cada período de oscilação contém 16 pessoas, que se levantam e sentam organizadamente e distanciadas entre si por 80 cm.

a) 0,3.
b) 0,5.
c) 1,0.
d) 1,9.
e) 3,7.

 

7) (UCDB-MT) A figura apresenta a frequência das ondas do espectro eletromagnético:

 

Admitindo que a velocidade de propagação da luz no ar vale 3,0 x 108 m/s, uma onda com λ=6,0 x 10-7 m seria:

a) uma onda de rádio.
b) luz infravermelha.
c) luz visível.
d) luz ultravioleta.
e) raio X.

 

8) (ENEM) A radiação ultravioleta (UV) é dividida, de acordo com três faixas de frequência, em UV-A, UV-B e UV-C, conforme a figura.

 

Para selecionar um filtro solar que apresente absorção máxima na faixa UV-B, uma pessoa analisou os espectros de absorção da radiação UV de cinco filtros solares:

 

Considere: velocidade da luz c=3,0 x 108 m/s e 1 nm=1,0 x 10-9 m O filtro solar que a pessoa deve selecionar é o

a) V.
b) IV.
c) III.
d) II.
e) I.

 

9) (ENEM) A epilação a laser (popularmente conhecida como depilação a laser) consiste na aplicação de uma fonte de luz para aquecer e causar uma lesão localizada e controlada nos folículos capilares. Para evitar que outros tecidos sejam danificados, selecionam-se comprimentos de onda que são absorvidos pela melanina presente nos pelos, mas que não afetam a oxi-hemoglobina do sangue e a água dos tecidos da região em que o tratamento será aplicado. A figura mostra como é a absorção de diferentes comprimentos de onda pela melanina, oxi-hemoglobina e água.

 

Qual é o comprimento de onda, em ideal para a epilação a laser?

a) 400
b) 700
c) 1100
d) 900
e) 500

 

10) (Mack-SP) Uma pessoa sustenta uma vareta rígida por uma de suas extremidades, segundo a horizontal. Na outra extremidade, está presa uma corda homogênea, de secção transversal constante, de massa 1,00 kg e comprimento 5,00 m. Prendendo-se a outra extremidade da corda a um ponto fixo de uma parede, a pessoa proporciona à vareta um MHS na direção vertical, de duas oscilações completas por segundo, e aplica à corda uma força tensora de intensidade 1,80 N. Sabendo-se que a velocidade de propagação de uma onda na corda é dada por v = √(T⁄Aμ), onde T é a tensão na corda, A é a área da secção transversal e μ, sua densidade. As ondas cossenoidais que se propagam na corda possuem comprimento de onda de:

a) 5,00 m.
b) 4,50 m.
c) 3,00 m.
d) 1,50 m.
e) 0,75 m.

 

11) (ENEM) As ondas eletromagnéticas, como a luz visível e as ondas de rádio, viajam em linha reta em um meio homogêneo. Então, as ondas de rádio emitidas na região litorânea do Brasil não alcançariam a região amazônica do Brasil por causa da curvatura da Terra. Entretanto sabemos que é possível transmitir ondas de rádio entre essas localidades devido à ionosfera. Com ajuda da ionosfera, a transmissão de ondas planas entre o litoral do Brasil e a região amazônica é possível por meio da

a) reflexão.
b) refração.
c) difração.
d) polarização.
e) interferência

 

12) (UFMT) Nos esquemas abaixo, temos a representação de um pulso que se propaga em uma corda. O lado 1 representa o pulso incidente e o lado 2 representa o pulso após ocorrido o fenômeno de reflexão, refração ou ambos. Diante do exposto, julgue os itens.

 

13) (UFBA) A figura a seguir mostra, esquematicamente, as frentes de ondas planas, geradas em uma cuba de ondas, em que duas regiões, nas quais a água tem profundidades diferentes, são separadas pela superfície imaginária S. As ondas são geradas na região 1, com frequência de 4 Hz, e se deslocam em direção à região 2. Os valores medidos, no experimento, para as distâncias entre duas cristas consecutivas nas regiões 1 e 2 valem, respectivamente, 1,25 cm e 2,00 cm. Com base nessas informações e na análise da figura, pode-se afirmar:

(01) O experimento ilustra o fenômeno da difração de ondas.
(02) A frequência da onda na região 2 vale 4 Hz.
(04) Os comprimentos de onda, nas regiões 1 e 2, valem, respectivamente, 2,30 cm e 4,00 cm.
(08) A velocidade da onda, na região 2, é maior que na região 1.
(16) Seria correto esperar-se que o comprimento de onda fosse menor nas duas regiões, caso a onda gerada tivesse frequência maior que 4 Hz.

 

14) (UEA SIS) Um fruto desprende-se da árvore e cai sobre as águas tranquilas e de profundidade constante de uma região alagada, produzindo ondas circulares concêntricas. Próximo ao centro das ondas, dois troncos caídos, dispostos como indica a figura, mostram uma fenda de dimensões próximas ao comprimento de onda das ondas propagadas, por onde parte do pulso pode atravessar.

Posicionamento das cristas das ondas produzidas em determinado instante

O padrão de cristas de onda esperado, após a travessia dos pulsos pela fenda, é mais próximo de

 

15) (ENEM) Ao diminuir o tamanho de um orifício atravessado por um feixe de luz, passa menos luz por intervalo de tempo, e próximo da situação de completo fechamento do orifício, verifica-se que a luz apresenta um comportamento como o ilustrado nas figuras. Sabe-se que o som, dentro de suas particularidades, também pode se comportar dessa forma.

 

Em qual das situações a seguir está representado o fenômeno descrito no texto?

a) Ao se esconder atrás de um muro, um menino ouve a conversa de seus colegas.
b) Ao gritar diante de um desfiladeiro, uma pessoa ouve a repetição do seu próprio grito.
c) Ao encostar o ouvido no chão, um homem percebe o som de uma locomotiva antes de ouvi-lo pelo ar.
d) Ao ouvir uma ambulância se aproximando, uma pessoa percebe o som mais agudo do que quando aquela se afasta.
e) Ao emitir uma nota musical muito aguda, uma cantora de ópera faz com que uma taça de cristal se despedace.

1. FILOSOFIA CLÁSSICA OU ANTIGA

1.1 Filosofia

A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: Philo, deriva de philia que quer dizer amizade, amor. Sophia que, por sua vez, quer dizer sabedoria. Portanto, numa primeira acepção Filosofia significa Amor à sabedoria, de onde deriva Filósofo, que por extensão significa: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber.

1.2 Origens da Filosofia

A Filosofia, tal qual a entendemos, nasceu por volta do séc. VI a. C. na Grécia. É, portanto, na cultura grega da Antiguidade que podemos identificar o pensamento filosófico, base do pensamento racional e científico da civilização ocidental.


(Uel 2015) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da filosofia, assinale a alternativa correta.

a) Os pensadores pré-socráticos explicavam os fenômenos e as transformações da natureza e porque a vida é como é, tendo como limitador e princípio de verdade irrefutável as histórias contadas acerca do mundo dos deuses.

b) Os primeiros filósofos da natureza tinham a convicção de que havia alguma substância básica, uma causa oculta, que estava por trás de todas as transformações na natureza e, a partir da observação, buscavam descobrir leis naturais que fossem eternas.

c) Os teóricos da natureza que desenvolveram seus sistemas de pensamento por volta do século VI a.C. partiram da ideia unânime de que a água era o princípio original do mundo por sua enorme capacidade de transformação.

d) A filosofia da natureza nascente adotou a imagem homérica do mundo e reforçou o antropomorfismo do mundo dos deuses em detrimento de uma explicação natural e regular acerca dos primeiros princípios que originam todas as coisas.

e) Para os pensadores jônicos da natureza, Tales, Anaxímenes e Heráclito, há um princípio originário único denominado o ilimitado, que é a reprodução da aparência sensível que os olhos humanos podem observar no nascimento e na degeneração das coisas.

1.3 Mito X Filosofia

A Filosofia surge dentro do contexto de formação da cidade-estado grega, Pólis, investindo contra o mito, apesar de só lentamente se desvincular deste. A palavra mito vem do grego, mythos. Deriva dos verbos mytheyo (contar, narrar, falar) e mytheo (conversar, contar, anunciar, designar). Significa, portanto, "palavra". Palavra geradora da linguagem. Linguagem no sentido metafórico. O mito é a estrutura do sentido. Mito (linguagem metafórica) se opõe a Logos (linguagem racional).

O mito grego é uma narrativa sobre a origem das coisas, fundamentando a ordem do mundo segundo as leis, relações e feitos dos deuses. Sobre o mito, assinale a alternativa INCORRETA.

A) A genealogia é o modo pelo qual o mito narra a geração dos deuses, das coisas, das qualidades, por outros seres que são seus pais ou antepassados.

B) O mito narra acontecimentos na terra como consequência de alianças e rivalidades entre deuses, a exemplo da Guerra de Troia.

C) O mito narra a origem das coisas no mundo encontrando recompensas e castigos que os deuses dão aos que os obedecem, ou desobedecem, a exemplo do mito de Prometeu.

D) Os mitos são cosmologias e teologias, na medida que explicam o surgimento das coisas e dos deuses.

E) Os mitos são cosmogonias e teogonias, na medida que explicam o surgimento das coisas e dos deuses.

1.4 Algumas áreas fundamentais da Filosofia.

Metafísica/Ontologia: Conhecimento dos princípios e fundamentos essenciais a toda realidade, de todos os seres;

Epistemologia/Gnosiologia: Análise crítica sobre as características próprias do pensar cientifico, quais seus pressupostos essenciais e seus efeitos sobre os homens em suas relações com a natureza e a sociedade, bem como estuda as diferentes modalidades de conhecimento humano;

Ética: Estudo das relações éticas e morais do homem para consigo e a sociedade;

Filosofia Política: Estudo sobre as relações de poder em seus aspectos legais, ideológicos e sociais;

Estética ou Filosofia da Arte: Estudo das formas de artes, trabalho artístico e suas respectivas relações com a maneira própria de ser do homem e a sociedade;

Lógica: Conhecimento das formas e regras gerais do pensamento correto e verdadeiro;

1.5 Períodos da Filosofia Clássica

Período Pré-Socrático ou cosmológico. (Séc. VII a.C ao Séc. V a. C.). Busca compreender a origem material do mundo/cosmo. Destaque para os filósofos Pré-Socrático.

(Ueg 2008) Tales foi o iniciador da reflexão sobre a physis, pois foi o primeiro filósofo a afirmar a existência de um princípio originário e único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio de tudo é a água. Tudo se origina a partir dela. Essa proposta é importantíssima […] podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma c hamar de começo da formação do universo.
REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo: Loyola, 1990.

A passagem do mito à filosofia iniciou-se com os pré-socráticos. O primeiro deles foi Tales de Mileto, que iniciou o estudo da cosmologia. A cosmologia é definida como:

a) A investigação racional do agir humano
b) A investigação acerca da origem e da ordem do mundo
c) O estudo do belo na arte
d) O estudo do estado civil e natural e seu ordenamento jurídico

Período Socrático. (Séc. V a.C ao Séc. IV a.C). A Filosofia volta-se para os dilemas Humanos. Destaque para os embates entre Sócrates e os Sofistas.

Período Sistemático. (Séc. IV a.C ao Séc. III a.C). Platão e Aristóteles dominam a cena filosófica deste período. Destaque para os sistemas filosófico platônico e aristotélico: Idealismo Realista X Hilemorfismo.

(Uepa 2015) Leia o texto para responder à questão. Platão:

A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente.
(Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17)

Os argumentos de Platão, filósofo grego da antiguidade, evidenciam uma forte crítica à:

a) oligarquia
b) república
c) democracia
d) monarquia
e) plutocracia

(Uel 2015) Leia os textos a seguir.

A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo facto de atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma aparição.
Adaptado de: PLATÃO. A República. 7.ed. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993. p.457.

O imitar é congênito no homem e os homens se comprazem no imitado.
Adaptado de: ARISTÓTELES. Poética. 4.ed. Trad. De Eudoro de Souza. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.203. Coleção "Os Pensadores".

Com base nos textos, nos conhecimentos sobre estética e a questão da mímesis em Platão e Aristóteles, assinale a alternativa correta

a) Para Platão, a obra do artista é cópia de coisas fenomênicas, um exemplo particular e, por isso, algo inadequado e inferior, tanto em relação aos objetos representados quanto às ideias universais que os pressupõem.
b) Para Platão, as obras produzidas pelos poetas, pintores e escultores representam perfeitamente a verdade e a essência do plano inteligível, sendo a atividade do artista um fazer nobre, imprescindível para o engrandecimento da pólis e da filosofia.
c) Na compreensão de Aristóteles, a arte se restringe à reprodução de objetos existentes, o que veda o poder do artista de invenção do real e impossibilita a função caricatural que a arte poderia assumir ao apresentar os modelos de maneira distorcida.
d) Aristóteles concebe a mímesis artística como uma atividade que reproduz passivamente a aparência das coisas, o que impede ao artista a possibilidade de recriação das coisas segundo uma nova dimensão.
e) Aristóteles se opõe à concepção de que a arte é imitação e entende que a música, o teatro e a poesia são incapazes de provocar um efeito benéfico e purificador no espectador.

(Uel 2015) Leia o texto a seguir.

É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a essência (o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta causa, que se opõe à precedente, é o "fim para que" e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a geração e movimento).
Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que indica, corretamente, a ordem em que Aristóteles apresentou as causas primeiras.

a) Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal.
b) Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente.
c) Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final.
d) Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.
e) Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente.

Período Helenístico ou grecorromano. (Séc. III a.C ao Séc. VI a.C). Da disseminação do pensamento grego em Roma até o pensamento dos primeiros pais da Igreja.

IMPORTANTE!!!

No período Clássico da Filosofia o enfoque para vestibulares centra-se nas questões históricas referentes ao nascimento da Filosofia. Dessa forma, compreender as condições históricas do seu nascimento, bem como, os processos de afirmação do pensamento filosófico frente ao pensamento mitológico são fundamentais.

Possuir um conhecimento mínimo necessário sobre os filósofos pré-socráticos, fatos relativos à vida e filosofia de Sócrates e sua oposição aos sofistas é outra dica que não deve ser desconsiderada.

Por fim, conhecer os principais temas da filosofia platônica e aristotélica, bem como, as soluções propostas pelos filósofos helenísticos para o problema da vida e da felicidade são dicas importantes não só para os vestibulares, como fundamentais para a compreensão das escolas filosóficas subsequentes.

 

2. FILOSOFIA MEDIEVAL.

A Filosofia Medieval é marcada pela influência do cristianismo. Destaca-se neste contexto, a Patrística, que tem por expoente máximo, Santo Agostinho, que retoma o pensamento platônico, buscando uma síntese entre o idealismo platônico e os dogmas cristãos, e, a Escolástica, fortemente influenciada pela filosofia aristotélica, cujo maior expoente será São Tomás de Aquino.

IMPORTANTE!!!

Apesar da importância fundamental para compreensão das bases moral do ocidente, a Filosofia Medieval não é um tema recorrente nos vestibulares de instituições educacionais não confessionais.

 

2. FILOSOFIA MODERNA.

Esse período, corresponde ao desenvolvimento econômico do capitalismo e do processo crescente de hegemonia europeia sobre o mundo. Os temas filosóficos dominantes são:

O surgimento do SUJEITO do conhecimento como consciência de si reflexiva, isto é, como consciência que conhece sua capacidade de conhecer.

Epistemologia A, preocupada em definir critérios seguros e objetivos para definir a validade do conhecimento verdadeiro. Destaca-se duas perspectivas fundamentais sobre a natureza do saber. O Racionalismo e o Empirismo.

A construção do projeto filosófico da Modernidade, tendo como pilares centrais a crença otimista na ciência, tecnologia e no progresso indefinido possivelmente proporcionado pelo saber racional, bem como as teorias modernas de legitimação do poder político.

Os principais pensadores do período foram: René Descartes, Francis Bacon, John Locke, David Hume, Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Kant, Hegel, etc.

IMPORTANTE!!!

Os temas que merecem destaque neste período são os de natureza epistemológica. As perspectivas e embates entre o Racionalismo francês, representado por René Descartes, e, o Empirismo inglês, representado sobretudo, por Francis Bacon, John Locke e David Hume.

Ainda no aspecto epistemológico, devemos atentar para a perspectiva desenvolvida a partir do Idealismo alemão, principalmente para a filosofia Kantiana (Criticismo Transcendental), bem como, sua concepção ética centrada no Imperativo Categórico.

As Filosofia políticas que fundamentam, no primeiro momento, o Estado Absolutista, e, posteriormente, o Estado Liberal Moderno, base do Estado Democrático de Direito contemporâneo é outro tema importante de ser observado com atenção.

Por fim, compreender as condições históricas da emergência da Modernidade Filosófica, sem a qual, a compreensão da filosofia contemporânea, centrada no conceito de Pós-Modernidade, fica prejudicado.

 

Na obra "A Ideologia Alemã", Marx e Engels realizam uma crítica às concepções idealistas de Feuerbach e lançam as bases para sua compreensão marxista da história.

Assinale a alternativa que indica o primeiro pressuposto da análise histórica, sobre os quais os demais se constroem:

a. ( ) A produção de ideias.
b. ( ) A criação de uma propriedade comunal.
c. ( ) O desenvolvimento da propriedade privada.
d. ( ) A organização dos homens e sua relação com a natureza.
e. ( ) A divisão do trabalho como organização dos homens.

19. Kant distinguiu entre os juízos analíticos e os sintéticos.

A respeito dessas duas classes de juízos, é correto afirmar:

a. ( ) Juízos sintéticos independem da experiência, enquanto que juízos analíticos referem-se a ela.
b. ( ) Juízos analíticos independem da experiência, mas podem ser tanto a priori ou a posteriori.
c. ( ) Juízos analíticos independem da experiência, enquanto que juízos sintéticos referem-se a ela.
d. ( ) Juízos sintéticos exigem uma relação entre sujeito e predicado baseada na identidade.
e. ( ) Juízos sintéticos esclarecem conceitos, enquanto que juízos analíticos aumentam conhecimentos.

20. A noção de transcendência em Kant pode ser definida como o estudo:

a. ( ) do princípio divino de todo conhecimento.
b. ( ) das condições a posteriori do conhecimento.
c. ( ) das experiências como dados do espírito.
d. ( ) das condições a priori do conhecimento.
e. ( ) das experiências como resultados do conhecimento.

21. A noção de imperativo categórico representa a base do comportamento moral, de acordo com o pensamento kantiano.

Com base nessa ideia, é incorreto afirmar:

a. ( ) O juízo moral provém da razão; portanto, a moral é racional.
b. ( ) A moral, por ser racional, consiste numa razão prática pura.
c. ( ) A ação moral baseia-se numa regra universal.
d. ( ) Obedecer à lei racional da moral é um dever do ser humano.
e. ( ) O imperativo categórico é uma expressão das leis da natureza.

22. De acordo com Locke, o conhecimento é formado a partir das experiências. Assim sendo, ele distingue entre as diferentes ideias que podem ser formadas a partir da experiência de um determinado objeto.

Assinale a alternativa incorreta a respeito das ideias em Locke:

a. ( ) A mente possui ideias inatas, que são bases para o conhecimento.
b. ( ) Existem ideias advindas dos sentidos como a visão e a audição.
c. ( ) Ideias de reflexão são provenientes de operações mentais.
d. ( ) A mente forma ideias complexas a partir de ideias simples.
e. ( ) Existem ideias simples, que não são criadas pela mente.

23. Em sua teoria do conhecimento, John Locke utiliza o conceito de qualidades dos objetos, distinguindo entre qualidades primárias e secundárias. Considerando-se um objeto como uma barra de chocolate ao leite comum, qual seria a alternativa em que se apresenta, na ordem, uma qualidade primária e uma secundária dessa barra?

a. ( ) Marrom e retangular.
b. ( ) Marrom e doce.
c. ( ) Doce e marrom.
d. ( ) Doce e retangular.
e. ( ) Retangular e doce.

24. Sobre a teoria do conhecimento em Locke, é correto afirmar:

a. ( ) Como o conhecimento se encerra nas ideias, não se pode falar de um conhecimento "real".
b. ( ) A demonstração é o grau mais fundamental do conhecimento.
c. ( ) O conhecimento é a percepção da concordância ou da discordância de qualquer das nossas ideias.
d. ( ) Embora as ideias sejam a matéria do conhecimento, elas não são, por si mesmas, objeto do conhecimento.
e. ( ) Existem três tipos de proposições: mentais, verbais e julgamentos.

 

4. FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

Na esteira do desenvolvimento do método cientifico e da consolidação do Cientificismo do século XIX, a Filosofia Contemporânea, sobretudo a partir do século XX, olha com desconfiança para o projeto filosófico da Modernidade. Desta maneira, funda a chamada Pós-Modernidade, num lento processo, em que as questões referentes às Pós-Modernidade tornam-se fundamentais. A crítica ao Objetivismo Científico, às Utopias Sociológicas, herdeiras da Modernidade, o Ceticismo, o Relativismo, em suas mais diversas perspectivas, bem como, as Relações de Poder e a Crise do Sujeito estão na ordem dos temas fundamentais da Filosofia Contemporânea.

Os principais filósofos que dentre tantos merecem destaque são: Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Bertrand Russel, Ludwig Wittgenstein, Hebert Marcuse, Jurgen Habermas, Michel Foucault, Jacques Derrida, Jean Baudrillard, etc.

1. No Tractatus Logico-Philosophicus, Wittgenstein trata, dentre outros assuntos, da relação entre o mundo e a linguagem. Assinale a alternativa que reflete essa relação.

a. ( ) Posso afirmar o que o mundo é.
b. ( ) O mundo é a totalidade das coisas, não dos fatos.
c. ( ) Dizer algo do mundo é mostrar algo no mundo.
d. ( ) Posso descrever o mundo dentro dos limites da minha linguagem, e esta por sua vez é limitada pelo mundo.
e. ( ) Na linguagem, a significação de uma expressão qualquer sobre o mundo deve repousar na verdade.

2. O que Wittgenstein entendia por "linguagem privada", em suas "Investigações Filosóficas"?

a. ( ) Uma linguagem que se refere à verdade sobre o mundo conforme a pessoa o entende.
b. ( ) Uma linguagem cujas palavras se referem ao que só a pessoa que fala pode conhecer.
c. ( ) Uma linguagem absolutamente artificial, criada pela pessoa que fala.
d. ( ) Uma linguagem compartilhada somente entre duas pessoas que conversam.
e. ( ) Uma linguagem incapaz de expressar sensações íntimas.

3. Husserl considerava a si mesmo e a Heidegger como os pensadores que desenvolviam e aplicavam a fenomenologia na reflexão filosófica, mas o estudo dos pensadores indica que Heidegger se distanciava do fundador da fenomenologia.

Assinale a alternativa que demonstra esse distanciamento.

a. ( ) Heidegger, ao contrário de Husserl, assumia o conceito de ser como evidente.
b. ( ) Heidegger considerava a fenomenologia como a própria forma de se filosofar, enquanto que Husserl a via como método.
c. ( ) Heidegger evidencia uma preocupação com a metafísica, ao passo que Husserl construiu uma fenomenologia antimetafísica.
d. ( ) Heidegger, ao contrário de Husserl, buscou resolver o problema do ser recorrendo à consciência.
e. ( ) A redução em Heidegger se refere a dados existenciais da consciência, e em Husserl, ao homem concreto.

4. Na sua abordagem da fenomenologia, diferentemente dos demais pensadores, Heidegger busca o entendimento do conceito de ser, que para ele era um termo filosoficamente vazio na reflexão filosófica contemporânea.

Qual das proposições abaixo não pode ser associada ao tratamento do ser em Heidegger?

a. ( ) O Ser-aí possui consciência de sua realidade.
b. ( ) Na noção do Ser-aí, não há relação entre a essência e a existência.
c. ( ) Ser-no-mundo envolve relações de ser com os outros, os quais também são seres-no-mundo.
d. ( ) Para o entendimento do significado de ser, não bastaria retornar à linguagem aristotélica, é preciso buscar a dos pré-socráticos.
e. ( ) O significado do ser necessita da compreensão de um ente que Heidegger designa como Ser-aí.

5. Algumas proposições da linguagem sobre o mundo podem ser sempre verdadeiras, qualquer que seja o estado em que o mundo se encontra.

O que isso significa, de acordo com Wittgenstein?
a. ( ) Um tipo de expressão lógica, qual seja, a tautologia.
b. ( ) Uma verdade a priori, no mesmo sentido dado por Kant à palavra.
c. ( ) Uma informação absolutamente verdadeira e inquestionável.
d. ( ) Uma lei de pensamento que pode ser experimentada continuamente.
e. ( ) Uma proposição lógica possível na linguagem, mas sem correspondência com o mundo.

 

5. SOCIOLOGIA

A Sociologia surgiu no século XIX. Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. Envolve, portanto, o estudo dos grupos e dos fatos sociais, da divisão da sociedade em classes e camadas, da mobilidade social, dos processos de cooperação, competição e conflito.

Augusto Comte (1798-1857) é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez usou a palavra, em 1839, em seu Curso de Filosofia Positiva. Mas foi com Émile Durkheim que a Sociologia passou a ser considerada uma ciência.

Para uma compreensão fundamental da sociedade de uma perspectiva eminentemente sociológica, o Funcionalismo de Émille Durkheim, o Materialismo Histórico de Karl Marx e a Sociologia de Max Webber são imprescindíveis. Embora, a Sociologia seja, cada vez mais, uma área ampla e diversa que analisa todas as facetas da cultura, da estrutura, do comportamento social e interação e mudança da sociedade como um todo.

IMPORTANTE!!!

Os temas recorrentes da Sociologia nos vestibulares giram em torno dos problemas estruturais que de alguma forma ainda estão presentes na sociedade brasileira. Por exemplo, os problemas de desigualdades, estratificação e mobilidade sociais, identidade cultural, mídias e meios de comunicação de massa, educação, relação capital versus trabalho, questões raciais, de gênero, etc.

 

A partir do século XX, as mudanças estão sendo tão intensas que trabalhadores e empresas ainda estão tentando se adaptar a nova realidade. A privatização das empresas permeia no centro dessas mudanças. Mas outras mudanças ocorriam no Brasil, como a concessão para explorar o sistema de transporte, o fim da participação de empresas estrangeiras em:

a) ( ) nos setores alimentares e monopólio de transporte.
b) ( )nos setores de comunicação e monopólio de petróleo.
c) ( ) nos setores de comunicação, aviação e monopólio de petróleo.
d) ( ) nos setores de comunicação e aviação.

46. "As estatísticas também mostram que os jovens que conseguem chegar à Universidade no Brasil pertencem ao grupo com maior nível de renda. Os pobres no Brasil raramente conseguem chegar ao segundo grau. Isso contribuiu para desqualificar a educação como via de mobilidade social. As profundas desigualdades sociais. As profundas desigualdades sociais, típicas da sociedade atual, fazem com que a competição se assemelhe a um jogo de cartas marcadas na qual os mais ricos estão destinados a vencer sempre". Esse fenômeno indica que as pessoas não estão conseguindo posições correspondentes ao seu nível de instrução por:

a) ( ) supereducação b) ( ) mobilidade social c) ( ) desigualdade social d) ( ) globalização

47) Como vive a maioria da população negra no Brasil hoje?

a) ( ) O termo exclusão é o que mais fielmente traduz a condição em que se encontra o povo negro no Brasil e no mundo.
b) ( ) O termo inclusão é o que mais fielmente traduz a condição em que se encontra o povo negro no Brasil e no mundo.
c) ( ) O povo negro é o mais reconhecido hoje no Brasil.
d) ( ) NRA

48) O que é recessão?

a) ( ) é o período em que a economia de uma determinada região cresce desordenadamente. b) ( ) é o período de desorganização social. c) ( ) é o período em que a economia de uma determinada região ou país deixa de crescer. d) ( ) NRA

49) O que representa o pós-modernismo?

a) O pós-modernismo representa o atraso tecnológico.
b) O pós-modernismo invadiu o cotidiano com tecnologia saturando-nos de informações. Lidamos mais com signos que com coisas. Estamos na fase do consumo personalizado.
c) O pós-modernismo é a síntese da miséria humana.
d) O pós-modernismo é o retorno a burocracia, atraso e preocupação com o mundo.

 

BIBLIOGRAFIA

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia: Edição Revista e Ampliada. São Paulo, Martins Fontes, 2007.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo. Editora Ática, 1999.
COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. Moderna, 2005.
JOHNSON, Allan G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológica. Rio de Janeiro, Zahar,1997.
OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução à Sociologia. Editora Ática, 2003.
SANTOS, Mário Ferreira. Filosofia da Crise. 1.ed. – São Paulo, É Realizações, 2017.
SANTOS, Mário Ferreira. Filosofias da Afirmação e da Negação. 1.ed. – São Paulo, É Realizações, 2017.
SANTOS, Mário Ferreira. Filosofia e Cosmovisão. 1.ed. – São Paulo, É Realizações, 2018.

Guerra dos Canudos

A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.

Mapa Arraial de Canudos

Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.

Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições,

incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens.

A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas.

Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25.000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.

A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções

Mapa Arraial de Canudos
Povoação de Canudos, Bahia, Brasil

A figura de Antônio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral.

Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos.

Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".

A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia de esmolas, e viajava pelo Sertão.

O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas ideias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

Campanha militar

A primeira reação oficial do governo da Bahia deu-se em outubro de 1896, quando as autoridades de Juazeiro apelaram para o governo estadual baiano em busca de uma solução. Este, em novembro, mandou contra o arraial um destacamento policial de cem praças, sob o comando do tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Os conselheiristas, vindo ao encontro dos atacantes, surpreenderam a tropa em Uauá, em 21 de novembro, obrigando-a a se retirar com vários mortos. Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial.

Comandada pelo major Febrônio de Brito, em janeiro de 1897, depois de atravessar a serra de Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos jagunços, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa.

Na capital do país, o governo federal ante este fato e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi mortalmente ferido e passou o comando para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.

No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897 então, providenciou-se a quarta e última expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época. No decorrer da luta, o próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo, base das operações.

O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Após várias batalhas, a tropa conseguiu dominar os jagunços, apertando o cerco sobre o arraial. Depois da morte de Conselheiro (supõe-se que em decorrência da desinteria), em 22 de setembro, parte da população de mulheres, crianças e idosos foi colocada à disposição das tropas federais, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado.

Em tal momento de rendição, há relatos de que foi instituída, suspeitadamente por oficiais de baixa patente do exército, o que se denominou de pena da "gravata vermelha" - execução sumária de prisioneiros já subjugados, que eram posicionados de joelhos e degolados. Estima-se que parte da população civil rendida, que ainda não havia sido dizimada pela fome e pelas doenças no arraial, e não somente os prisioneiros combatentes, tenha sido executada dessa forma por tropas federais, o que constituiu num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.

O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.

Consequências da Guerra dos Canudos

Mapa Arraial de Canudos
Antônio Conselheiro morto, em sua única foto conhecida

O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

Mapa Arraial de Canudos
População sobrevivente do conflito em Canudos

Dica de filme e livro: A Guerra de Canudos foi imortalizada por Euclides da Cunha na sua obra Os Sertões, publicada em 1902, e que inspirou Mario Vargas Llosa a escrever seu romance "A Guerra do Fim do Mundo", 1980. Além disso, a guerra inspirou muitos filmes, entre eles o de longa-metragem Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende, 1997.

 

Movimentos nativistas e de libertação

Conjuração Baiana - 1798 - Bahia

A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.

Mapa Arraial de Canudos
Praça da Piedade, local da execução dos conjurados
Mapa Arraial de Canudos
Reunião dos Cavaleiros da Luz discutindo o fim da opressão colonial.

Para compreender a deflagração do movimento, devemos nos reportar à transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763. Com tal mudança, Salvador (antiga capital) sofreu com a perda dos privilégios e a redução dos recursos destinados à cidade. Somado a tal fator, o aumento dos impostos e exigências colônias vieram a piorar sensivelmente as condições de vida da população local.

A população pobre sofria com o aumento do custo de vida, com a escassez de alimentos e com o preconceito racial. As agitações eram constantes. Entre 1797 e 1798 ocorreram vários saques aos armazéns do comércio de Salvador, e até os escravos que levavam a carne para o general-comandante foram assaltados. A população faminta roubava carne e farinha. Em inícios de 1798, a forca, símbolo do poder colonial, foi incendiada. O descontentamento crescia também nos quartéis, onde incidentes envolvendo soldados e oficiais tornavam-se frequentes. Havia, portanto, nesse clima tenso, condições favoráveis para a circulação das ideias de Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

As ideias

Os revoltosos pregavam a libertação dos escravos, a instauração de um governo igualitário, onde as pessoas fossem vistas de acordo com a capacidade e merecimento individuais, além da instalação de uma República na Bahia e da liberdade de comércio e o aumento dos salários dos soldados. Tais ideias eram divulgadas, sobretudo pelos escritos do soldado Luiz Gonzaga das Virgens e panfletos de Cipriano Barata, médico e filósofo.

A revolta

Em 12 de Agosto de 1798, o movimento precipitou-se quando alguns de seus membros, distribuindo os panfletos na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade, alertaram as autoridades que, de pronto, reagiram, detendo-os. Tal como na Conjuração Mineira, interrogados, acabaram delatando os demais envolvidos.

Um desses panfletos declarava:
"Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais."
(in: RUY, Afonso. A primeira revolução social do Brasil. p. 68.)

 

Líderes da Conjuração Baiana

Entre as lideranças do movimento, destacaram-se os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (este com apenas 18 anos de idade), além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens.

As ruas de Salvador foram tomadas pelos revolucionários Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas que iniciaram a panfletagem como forma de obter mais apoio popular e incitar à rebelião. Os panfletos difundiam pequenos textos e palavras de ordem, com base naquilo que as autoridades coloniais chamavam de "abomináveis princípios franceses". A Revolta dos Alfaiates foi fortemente influenciada pela fase popular da Revolução Francesa.

A repressão

A violenta repressão metropolitana conseguiu estagnar o movimento, que apenas iniciava-se, detendo e torturando os primeiros suspeitos. Governava a Bahia nessa época (1788-1801) D. Fernando José de Portugal e Castro, que encarregou o coronel Alexandre Teotônio de Souza de surpreender os revoltosos. Com as delações, os principais líderes foram presos e o movimento, que não chegou a se concretizar, foi totalmente desarticulado.

Durante a fase de repressão, centenas de pessoas foram denunciadas - militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais. Destas, quarenta e nove foram detidas, a maioria tendo procurado abjurar a sua participação, buscando demonstrar inocência.

Após o processo de julgamento, os mais pobres como Manuel Faustino e João de Deus do Nascimento, Luiz Gonzaga e Lucas Dantas foram condenados à morte por enforcamento, sendo executados no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799. Outros, como Cipriano Barata, o tenente Hernógenes d’Aguilar e o professor Francisco Moniz foram absolvidos. Os pobres Inácio da Silva Pimentel, Romão Pinheiro, José Félix, Inácio Pires, Manuel José e Luiz de França Pires foram acusados de envolvimento "grave", recebendo pena de prisão perpétua ou degredo na África. Já os elementos pertencentes à loja maçônica "Cavaleiros da Luz" foram absolvidos deixando clara que a pena pela condenação, correspondia à condição sócio-econômica e à origem racial dos condenados. A extrema dureza na condenação aos mais pobres, que eram negros e mulatos, é atribuída ao temor de que se repetissem no Brasil as rebeliões de negros e mulatos que, na mesma época, atingiam as Antilhas.

Conclusão

A Conjuração Baiana não conseguiu atingir seus objetivos, mas podemos mostrar, através dela, que naquela época a população já buscava tornar-se uma sociedade justa e ter seus direitos de cidadãos.

O movimento envolveu indivíduos de setores urbanos e marginalizados na produção da riqueza colonial, que se revoltaram contra o sistema que lhes impedia perspectivas de ascensão social. O seu descontentamento voltava-se contra a elevada carga de impostos cobrada pela Coroa portuguesa e contra o sistema escravista colonial, o que tornava as suas reivindicações particularmente perturbadoras para as elites. A revolta resultou em um dos projetos mais radicais do período colonial, propondo idealmente uma nova sociedade igualitária e democrática. Foi barbaramente punida pela Coroa de Portugal. Este movimento, entretanto, deixou profundas marcas na sociedade soteropolitana, a ponto tal que o movimento emancipacionista eclodiu novamente, em 1821, culminando na guerra pela Independência da Bahia, concretizada em 2 de julho de 1823, formando parte da nação que se emancipara a 7 de setembro do ano anterior, sob império de D. Pedro I.

 

Guerra dos Mascates

A Guerra dos Mascates ocorreu no ano de 1710 em Pernambuco e, aparentemente, foi um conflito entre senhores de engenho de Olinda e comerciantes do Recife. Estes últimos, denominados "mascates", eram, em sua maioria, portugueses.

Antes da ocupação holandesa, Recife era um povoado sem maior expressão. O principal núcleo urbano era Olinda, ao qual Recife encontrava-se subordinado.

Porém, depois da expulsão dos holandeses Recife tornou-se um centro comercial, graças ao seu porto excelente, e recebeu um grande afluxo de comerciantes portugueses.

Olinda era uma cidade tradicionalmente dominada pelos senhores de engenho. O desenvolvimento de Recife, cidade controlada pelos comerciantes, testemunhava o crescimento do comércio, cuja importância a atividade produtiva agroindustrial açucareira, à qual se dedicavam os senhores de engenho olindenses.

Mapa Arraial de Canudos
A desigualdade econômica e a crise açucareira: motivos fundamentais da Guerra dos Mascates.

O orgulho desses senhores havia colocado em crise a produção açucareira do nordeste. Mas ainda eram poderosos, visto que, controlavam a Câmara Municipal de Olinda.

À medida que Recife cresceu em importância, os mercadores começaram a reivindicar a sua autonomia político-administrativa, procurando libertar-se de Olinda e da autoridade de sua Câmara Municipal. A reivindicação dos recifenses foi principalmente atendida em 1703, com a conquista do direito de representação na Câmara de Olinda. Entretanto, o forte controle exercido pelos senhores sobre a Câmara tornou esse direito, na prática, letra morta.

A grande vitória dos recifenses ocorreu com a criação de sua Câmara Municipal em 1709, que libertava, definitivamente, os comerciantes da autoridade política olindense. Inconformados, os senhores de engenho de Olinda, utilizando vários pretextos, como a demarcação dos limites entre os dois municípios, por exemplo, resolveram fazer uso da força para sabotar as pretensões dos recifenses. Depois de muita luta, que contou com a intervenção das autoridades coloniais, finalmente em 1711 a nomeação de um novo governante que teve como principal missão estabelecer um ponto final ao conflito.

O escolhido para essa tarefa foi Félix José de Mendonça, que apoiou os mascates portugueses e estipulou a prisão de todos os latifundiários olindenses envolvidos com a guerra. Além disso, visando evitar futuros conflitos, o novo governador de Pernambuco decidiu transferir semestralmente a administração para cada uma das cidades. Dessa maneira, não haveria razões para que uma cidade fosse politicamente favorecida por Félix José, desta forma, Recife foi equiparada a Olinda e assim terminou a Guerra dos Mascates.

Em 1714, o rei D. João V, resolveu anistiar todos os envolvidos nessa disputa, manteve as prerrogativas político-administrativas de Recife e promoveu a cidade ao posto de capital do Pernambuco.

 

Revolta dos Beckman

A Revolta de Beckman, também conhecida como Revolta dos Irmãos Beckman ou Revolta de Bequimão, ocorreu no Estado do Maranhão, em 1684.

É tradicionalmente considerada como um movimento nativista pela historiografia em História do Brasil.

Antecedentes

O Estado do Maranhão foi criado à época da Dinastia Filipina, em 1621, compreendendo os atuais territórios do Maranhão, Ceará, Piauí, Pará e Amazonas. Essa região subordinava-se, desse modo, diretamente à Coroa Portuguesa. Entre as suas atividades econômicas destacavam-se a lavoura de cana e a produção de açúcar, o cultivo de tabaco, a pecuária (para exportação de couros) e a coleta de cacau. A maior parte da população vivia em condições de extrema pobreza, sobrevivendo da coleta, da pesca e praticando uma agricultura de subsistência.

Mapa Arraial de Canudos

Desde meados do século XVII, o Estado do Maranhão enfrentava séria crise econômica, pois desde a expulsão dos Holandeses da Região Nordeste do Brasil, a empresa açucareira regional não tinha condições de arcar com os altos custos de importação de escravos africanos. Neste contexto, teve importância a ação do padre Antônio Vieira (1608-1697) que, na década de 1650, como Superior das Missões Jesuíticas no Estado do Maranhão, implantou as bases da ação missionária na região: pregação, batismo e educação, nos moldes da cultura portuguesa e das regras estabelecidas pelo Concílio de Trento (1545-1563).

Posteriormente, pela lei de 1º de abril de 1680 a Coroa determinava a abolição da escravidão indígena, sem qualquer exceção, delimitando, mais adiante, as respectivas áreas de atuação das diversas ordens religiosas.

Para contornar a questão de mão-de-obra, os senhores de engenho locais organizaram tropas para invadir os aldeamentos organizados pelos Jesuítas e capturar indígenas como escravos. Estes indígenas, evangelizados, constituíam a mão-de-obra utilizada pelos religiosos na atividade de coleta das chamadas drogas do sertão. Diante das agressões, a Companhia de Jesus recorreu à Coroa, que interveio e proibiu a escravização do indígena, uma vez que esta não trazia lucros para a Metrópole.

Para solucionar esta questão, a Coroa instituiu a Companhia do Comércio do Maranhão (1682), em moldes semelhantes ao da Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649). Pelo Regimento, a nova Companhia deteria o estanco (monopólio) de todo o comércio do Maranhão por um período de vinte anos, com a obrigação de introduzir dez mil escravos africanos (à razão de quinhentas peças por ano), comercializando-os a prazo, a preços tabelados. Além do fornecimento destes escravos, deveria fornecer tecidos manufaturados e outros gêneros europeus necessários à população local, como por exemplo o bacalhau, os vinhos, e a farinha de trigo. Em contrapartida, deveria enviar anualmente a Lisboa pelo menos um navio do Maranhão e outro do Grão-Pará, com produtos locais. O cacau, a baunilha, o pau-cravo e o tabaco, produzidos na região, seriam vendidos exclusivamente à Companhia, por preços tabelados. Para obtenção da farinha de mandioca necessária à alimentação dos africanos escravizados, era permitido à Companhia recorrer à mão-de-obra indígena, remunerando-a de acordo com a legislação em vigor. Graças à intercessão do Governador Francisco de Sá de Meneses, apenas os jesuítas e franciscanos ficaram livres do monopólio exercido pela Companhia.

Sem conseguir cumprir adequadamente os compromissos, a operação da Companhia agravou a crise econômica e fez crescer o descontentamento na região:

● os comerciantes locais sentiam-se prejudicados pelo monopólio da Companhia;
● os grandes proprietários rurais entendiam que os preços oferecidos pelos seus produtos eram insuficientes;
● os apresadores de indígenas, contrariados em seus interesses, reclamavam da aplicação das leis que proibiam a escravidão dos nativos;
● a população em geral, protestava contra a irregularidade do abastecimento dos gêneros e os elevados preços dos produtos.

A Companhia passou a ser objeto de acusações de não fornecer anualmente o número de escravos estipulado pelo Regimento, de usar pesos e medidas falsificados, de comercializar gêneros alimentícios deteriorados e de praticar preços exorbitantes. Esses fatos, somados às isenções concedidas aos religiosos conduziria a uma revolta.

Eclosão da revolta

Após alguns meses de preparação, Aproveitando a ausência do Governador Francisco de Sá de Menezes, em visita a Belém do Pará, a revolta eclodiu na noite de 24 de fevereiro de 1684, durante as festividades de Nosso Senhor dos Passos.

Sob a liderança dos irmãos Manuel e Tomás Beckman, senhores de engenho na região, e de Jorge de Sampaio de Carvalho, com a adesão de outros proprietários, comerciantes e religiosos insatisfeitos com os privilégios dos Jesuítas, um grupo de sessenta a oitenta homens mobilizou-se para a ação, assaltando os armazéns da Companhia.

Já nas primeiras horas do dia seguinte os sediciosos tomaram o Corpo da Guarda em São Luís, integrado por um oficial e cinco soldados. Partiram dali, com outros moradores arregimentados no trajeto, para a residência do Capitão-mor Baltasar Fernandes, que clamava por socorro, sem sucesso. Registra o historiador maranhense João Francisco Lisboa que "Beckman intimou-lhe a voz de prisão e suspensão do cargo, acrescentando, como que por mofa, que para tornar-lhe aquela mais suave o deixava em casa entregue à guarda da sua própria mulher, com obrigações de fiel carcereira. Baltasar Fernandes gritou que preferia a morte a tal afronta intolerável para um soldado; mas a multidão, sem fazer cabedal dos seus vãos clamores, tomou dali para o Colégio dos Padres, a quem deixaram presos e incomunicáveis com guardas à vista".

Posteriormente à ocupação do Colégio dos Jesuítas, foram expulsos do Maranhão os vinte e sete religiosos ali encontrados.

 

Revolta dos Beckman - A Junta Revolucionária

A 25 de fevereiro, a revolta estava consolidada, organizando-se na Câmara Municipal uma Junta Geral de Governo, composta por seis membros, sendo dois representantes de cada segmento social - latifundiários, clero e comerciantes. Para legitimá-la, foi celebrado um Te Deum. As principais deliberações desta Junta foram:

● a deposição do Capitão-mor;
● a deposição do Governador;
● a abolição do estanco;
● a extinção da Companhia de Comércio;
● a expulsão dos Jesuítas.

A Junta enviou emissários a Belém do Pará, onde se encontrava o Governador deposto do Maranhão, objetivando a adesão dos colonos dali. O Governador recebeu-os, prometendo-lhes abolir a Companhia do Comércio, anistiar a todos os envolvidos, e ainda honras, cargos e verbas (4 mil cruzados) caso os revoltosos depusessem as armas. A proposta foi recusada.

Do mesmo modo, a Junta enviou Tomás Beckman como emissário à Corte em Lisboa, visando convencer as autoridades metropolitanas que o movimento era procedente e justo. Sem sucesso, recebeu voz de prisão no Reino e foi trazido preso de volta ao Maranhão, para ser julgado com os demais revoltosos.

A repressão ao movimento

A Metrópole Portuguesa reagiu, enviando um novo Governador para o Estado do Maranhão, Gomes Freire de Andrade. Ao desembarcar em São Luís, em 15 de maio de 1685, à frente de efetivos militares portugueses, este oficial não encontrou resistência.

Neste ano de revolta, o movimento tivera várias perdas de entusiastas: eram os descontentes, arrependidos, os moderados e os que temiam as mudanças. À chegada de Gomes Freire não se opusera Manuel: tencionava libertar o irmão Tomás. Os emissários do novo governante logo tomaram conhecimento do estado das coisas. Os mais comprometidos com a revolta deliberaram pela fuga, enquanto Beckman permaneceu.

Gomes Freire, então, restabeleceu as autoridades depostas, ordenando a detenção e o julgamento dos envolvidos no movimento, assim como o confisco de suas propriedades. Expediu ordem de prisão contra Manuel Beckman, que fugira, oferecendo por sua captura o cargo de Capitão das Ordenanças. Lázaro de Melo, afilhado e protegido de Manuel, trai o padrinho e entrega-o preso, obtendo a cobiçada recompensa. Entretanto, empossado, os seus comandados repudiaram-lhe o gesto vil, recusando-se a obedecer-lhe as ordens. Queixando-se disto ao governador, afirma-se que Gomes Freire teria lhe respondido que prometera o cargo, não o respeito dos comandados.

Apontados como líderes, Manuel Beckman e Jorge de Sampaio receberam como sentença a morte pela forca. Os demais envolvidos foram condenados à prisão perpétua. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram enforcados a 2 de novembro de 1685 (10 de novembro, segundo outras fontes). A última declaração de Manuel foi: "Morro feliz pelo povo do Maranhão!". Tendo os seus bens ido a hasta pública, Gomes Freire arrematou-os todos e devolveu-os à viúva e filhas do revoltoso.

Consequências

A situação de pobreza da população do Estado do Maranhão perdurou no decorrer das primeiras décadas do século XVIII.

Na segunda metade desse século a administração do Marquês de Pombal (1750-1777) tentou encaminhar soluções para as graves questões da região. A administração pombalina, dentro da política reformista adotada, criou, entre outras medidas, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão.

Aproveitando-se oportunamente de situações externas favoráveis - a Revolução Industrial que ocorria na Inglaterra e a Guerra da independência das treze Colônias inglesas na América - a Companhia, em meados do século XVIII, estimulou o plantio do algodão no Maranhão, financiando esta atividade. A exportação do produto cresceu significativamente naquele contexto. Entretanto, quando a Inglaterra reatou relações com a sua antiga Colônia, a produção maranhense entrou em declínio.

Estas situações, entre outras dificuldades, levaram à extinção do Estado do Maranhão em 9 de julho de 1774. As suas antigas capitanias ficaram subordinadas ao Vice-rei do Brasil, com sede no Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, a expulsão dos Jesuítas, promovida por Pombal, fez desorganizar a atividade da coleta das drogas do sertão na Amazônia.

Historiografia x visão economicista

A classificação da Revolta de Beckman como nativista obedece antes a critérios de sistematização que propriamente a uma motivação verdadeiramente nativa, na opinião de alguns historiadores, influenciados pelo economicismo. Seria, antes, um movimento "isolado e não contestou a dominação metropolitana, mas apenas um de seus aspectos: o monopólio"
(SILVA, Francisco de Assis - História do Brasil, Moderna, S. Paulo, 2ª ed.)

Os fatos, porém, dão outra dimensão, menos simplista: o pedido de apoio ao Pará, e a própria declaração de Beckman, por exemplo, colocam efetivamente este movimento dentre os primeiros onde já se esboçava um verdadeiro sentimento nativista, claramente desencadeado por razões econômicas.

Notas

Menuel Beckman era filho de uma portuguesa com um alemão, e todos o chamavam de "Bequimão".
Tomás Beckman era seu irmão, e também tomou parte na revolta.
No lugar onde Beckman foi enforcado, há atualmente um obelisco*.
Lázaro de Melo, o traidor, cheio de remorsos, acabou se matando.
Os jesuítas protegiam os indígenas, proibindo que eles trabalhassem como escravos.

*Obelisco sm. Monumento quadrangular, alongado, de pedra, sobre um pedestal.

 

Revolta de Filipe dos Santos

Também conhecida como Revolta de Vila Rica, este movimento nativista ocorreu no ano de 1720, na região das Minas Gerais, durante o período do Ciclo do Ouro.

A região de Minas Gerais produzia muito ouro no século XVIII. A coroa portuguesa aumentou muito a cobrança de impostos na região. O quinto, por exemplo, era cobrado sobre todo outro extraído (20% ficavam com Portugal). Esta cobrança ocorria nas Casas de Fundição.

Era proibida a circulação de ouro em pó ou em pepitas. Quem fosse pego desrespeitando as leis portuguesas era preso e recebia uma grave punição (degredo para a África era a principal).

Mapa Arraial de Canudos
Felipe dos Santos: condenado à morte por liderar revolta

Causa e Objetivo

Os donos das minas estavam sendo prejudicados com as novas medidas da Coroa para dificultar o contrabando do ouro em pó. A Coroa Portuguesa decidiu instalar quatro casas de fundição, onde todo ouro deveria ser fundido e transformado em barras, com o selo do Reino (nessa mesma ocasião era recolhido o imposto de cada cinco barras, uma ficava para a Coroa portuguesa).

Assim, só poderia ser comercializado o ouro em barras com o selo real, acabando com o contrabando paralelo do ouro em pó e consequentemente, com o lucro maior dos donos das minas. Então, esses últimos organizaram essa revolta para acabar com as casas de fundição, com os impostos e com o forte controle em cima do contrabando.

O líder e suas ideias

Felipe dos Santos Freire era um rico fazendeiro e tropeiro (dono de tropas de mulas para transporte de mercadorias). Com seus discursos e ideias atraiu a atenção das camadas mais populares e da classe média urbana de Vila Rica. Defendia o fim das Casas de Fundição e a diminuição da fiscalização metropolitana.

Mapa Arraial de Canudos
Casas de Fundição, centro de tributação da colonização portuguesa.

A revolta

A revolta durou quase um mês. Os revoltosos pegaram em armas e chegaram a ocupar Vila Rica. Diante da situação tensa, o governador da região, Conde de Assumar, chamou os revoltosos para negociar, solicitando que abandonassem as armas.

Após acalmar e fazer promessas aos revoltosos, o conde ordenou às tropas para que invadissem a vila. Os líderes foram presos e suas casas incendiadas. Felipe dos Santos, considerado líder, foi julgado e condenado à morte por enforcamento.

Consequências da Revolta

Como consequências, a Coroa procurou limitar as vias de acesso às Minas e o escoamento da produção, visando inibir o contrabando e a evasão fiscal. Para facilitar essa tarefa, foi criada a Capitania de Minas Gerais, separada da Capitania de São Paulo.

Os revoltosos realizaram uma marcha até a sede do governo da capitania em Mariana, e como o governador Conde de Assumar não tinha como barrar a força dos donos das minas, ele prometeu que as casas de fundição não seriam instaladas e que o comércio local seria livre de impostos. Os rebeldes voltaram então para Vila Rica, de onde haviam saído. Aproveitando a trégua, o conde mandou prender os líderes do movimento, cujas casas foram incendiadas. Muitos deles foram deportados para Lisboa, mas Filipe do Santos foi condenado e executado. Assim, essa revolta não conseguiu cumprir seus objetivos e foi facilmente sufocada pelo governo.

Felipe dos Santos foi morto porque ele e sua tropa demoliram as casas de fundição.

Por seu caráter nativista e de protesto contra a política metropolitana, muitos historiadores consideram este movimento como um embrião da Inconfidência Mineira (1789).

 

Revolução Farroupilha

A Revolução Farroupilha, também chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico (1835 - 1845), eclodiu no Rio Grande do Sul e configurou-se na mais longa revolta brasileira.

Durou 10 anos e foi liderada pela classe dominante gaúcha, formada por fazendeiros de gado, que usaram as camadas pobres da população como massa de apoio no processo de luta.

Mapa Arraial de Canudos

Causas

O Rio Grande do Sul foi palco das disputas entre portugueses e espanhóis desde o século XVII. Na ideia dos líderes locais, o fim dos conflitos deveria inspirar o governo central a incentivar o crescimento econômico do sul, como pagamento às gerações de famílias que se voltaram para a defesa do país desde há muito tempo. Mas não foi isso que ocorreu.

A partir de 1821 o governo central passou a impor a cobrança de taxas pesadas sobre os produtos rio-grandenses, como charque, erva-mate, couros, sebo, graxa, etc.

No início da década de 30, o governo aliou a cobrança de uma taxa extorsiva sobre o charque gaúcho a incentivos para a importação do importado do Prata.

Ao mesmo tempo aumentou a taxa de importação do sal, insumo básico para a fabricação do produto. Além do mais, se as tropas que lutavam nas guerras eram gaúchas, seus comandantes vinham do centro do país. Tudo isso causou grande revolta na elite rio-grandense.

A revolta

Mapa Arraial de Canudos
Carga de cavalaria Farroupilha, acervo do Museu Júlio de Castilhos.

Em 20 de setembro de 1835, os rebeldes tomam Porto Alegre, obrigando o presidente da província, Fernandes Braga, a fugir para Rio Grande. Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo o vice, Marciano Ribeiro. O governo imperial nomeou José de Araújo Ribeiro para o lugar de Fernandes Braga, mas este nome não agradou os farroupilhas (o principal objetivo da revolta era a nomeação de um presidente que defendesse os interesses rio-grandenses), e estes decidiram prorrogar o mandato de Marciano Ribeiro até 9 de dezembro. Araújo Ribeiro, então, decidiu partir para Rio Grande e tomou posse no Conselho Municipal da cidade portuária. Bento Manoel, um dos líderes do 20 de setembro, decidiu apoiá-lo e rompeu com os farroupilhas.

Bento Gonçalves então decidiu conciliar. Convidou Araújo Ribeiro a tomar posse em Porto Alegre, mas este recusou. Com a ajuda de Bento Manoel, Araújo conseguiu a adesão de outros líderes militares, como Osório. Em 3 de março de 36, o governo ordena a transferência das repartições para Rio Grande: é o sinal da ruptura. Em represália, os farroupilhas prendem em Pelotas o conceituado major Manuel Marques de Souza, levando-o para Porto Alegre e confinando-o no navio-prisão Presiganga, ancorado no Guaíba.

Os imperiais passaram a planejar a retomada de Porto Alegre, o que ocorreu em 15 de julho. O tenente Henrique Mosye, preso no 8º BC, em Porto Alegre, subornou a guarda e libertou 30 soldados. Este grupo tomou importantes pontos da cidade e libertou Marques de Souza e outros oficiais presos no Presiganga. Marciano Ribeiro foi preso e em seu lugar foi posto o marechal João de Deus Menna Barreto. Bento Gonçalves tentou reconquistar a cidade duas semanas depois, mas foi batido. Entre 1836 e 1840 Porto Alegre sofreu 1.283 dias de sítio, mas nunca mais os farrapos conseguiriam tomá-la.

Em 9 de setembro de 1836 os farrapos, comandados pelo General Netto, impuseram uma violenta derrota ao coronel João da Silva Tavares no Arroio Seival, próximo a Bagé. Empolgados pela grande vitória, os chefes farrapos no local decidiram, em virtude do impasse político em que o conflito havia chegado, pela proclamação da República Rio-Grandense. O movimento deixava de ter um caráter corretivo e passava ao nível separatista.

Mapa Arraial de Canudos

A República

Bento Gonçalves, então em cerco a Porto Alegre, recebe a notícia da proclamação da República e da indicação de seu nome como candidato único a presidente.

Decide então contornar a capital da província para se juntar aos vitoriosos comandados de Netto. Quando vai atravessar o rio Jacuí na altura da ilha de Fanfa, tem seus mais de mil homens emboscados por Bento Manuel e pela esquadra do inglês John Grenfell. Bento Gonçalves, Onofre Pires, Pedro Boticário, Corte Real e Lívio Zambeccari, os principais chefes no local, são presos, e a tropa é desbaratada. O governo imperial, após esta vitória, oferece anistia aos rebeldes para acabar de vez com o conflito. Netto, contudo, concentrou tropas ao recorde Piratini, a capital da República, e decidiu continuar a luta.

Mapa Arraial de Canudos
Sede do governo em Piratini

Bento Gonçalves foi escolhido presidente da República, mas enquanto não retornasse, Gomes Jardim assumiu o governo, organizando a estrutura dos ministérios. Foram criados seis: Fazenda, Justiça, Exterior, Interior, Marinha e Guerra. Cada ministro cuidava de dois ministérios por medida de economia.

Em fins de 1836, sem seu líder e com o governo central fazendo propostas de anistia, a revolução estava perdendo a força, mas no início de 1837 o Regente Feijó nomeou o brigadeiro Antero de Brito para presidente da província. Este, acumulando o cargo de Comandante Militar, passou a perseguir os simpatizantes do movimento em Porto Alegre e tratar os farrapos com dureza. Mas estes atos devolveram o ânimo aos rebeldes, que conseguiram a partir daí uma série de vitórias. A cavalaria imperial desertou em janeiro de 1837 em Rio Pardo, e Lages, em Santa Catarina, foi tomada logo após. Em março, Antero de Brito mandou prender Bento Manoel, por achá-lo pouco rígido com a República. Mas Bento Manoel resolveu prendê-lo e passar novamente para o lado farroupilha. Um mês após, Netto, com mais de mil homens, tomou o arsenal imperial de Caçapava, capturando armas de todos os tipos e ganhando a adesão de muitos soldados da guarnição local. E em 30 de abril, Rio Pardo, então a mais populosa cidade da província, foi tomada.

Em outubro, chegou a notícia de que Bento Gonçalves havia fugido do Forte do Mar, em Salvador, vindo a assumir a presidência em 16 de dezembro. Era o auge da República. A diminuição dos combates, a estruturação dos serviços básicos - correios, política externa, fisco - davam a impressão de que o Estado Rio-Grandense estava em vias de consolidação.

Mas 1838 não foi o ano da vitória como esperavam os farrapos. Apesar de mais uma vitória em Rio Pardo, o fracasso na tentativa de tomar Rio Grande e a falta de condições de conquistar Porto Alegre abatem as esperanças dos republicanos. A maioria das vitórias farrapas neste ano foram em combates de guerrilha e escaramuças sem importância estratégica. Com Piratini ameaçada, a Capital é transferida para Caçapava em janeiro de 1839.

Garibaldi

Em 24 de janeiro de 1837, Giuseppe Garibaldi saiu da prisão onde fora visitar Bento Gonçalves carregando uma carta de corso que lhe dava o direito de apresar navios em nome da República Rio-Grandense, destinando metade do valor da carga para o governo da República. Ainda no Rio, ele toma o navio "Luiza", rebatizando-o de "Farroupilha". É o primeiro barco da armada Rio-Grandense. Depois de muitas aventuras (prisão no Uruguai, tortura em Buenos Aires), Garibaldi apresenta-se em Piratini em fins de 1837. Ao chegar à capital farroupilha, ele recebe uma missão: construir barcos e fazer corso contra navios do império. Dois meses depois, ele apresenta dois lanchões: o "Rio Pardo" e o "Independência". Mas havia um grande problema: a ausência de portos. Com Rio Grande e São José do Norte ocupadas pelo inimigo, e Montevidéu pressionada pelo governo imperial, os farrapos planejam a tomada de Laguna, em Santa Catarina. A ideia era um ataque simultâneo por mar e por terra. Mas como sair da Lagoa dos Patos? John Grenfell atacou o estaleiro farrapo, mas Garibaldi escapou com os Lanchões "Farroupilha" e "Seival" pelo rio Capivari, a nordeste da Lagoa. Daí resultou o mais fantástico acontecimento da guerra, e talvez um dos lances de combate mais geniais da história Foram postas gigantescas rodas nos barcos, e eles foram transportados por terra, levados por juntas de bois, até Tramandaí, a aproximadamente 80km do ponto de partida. O transporte foi feito através de campos enlameados pelas chuvas de inverno.

Mapa Arraial de Canudos
Travessia dos lanchões sobre rodas

O ataque é feito de surpresa, com Davi Canabarro por terra e Garibaldi a bordo do "Seival" (o Farroupilha naufragou em Araranguá-SC) e resulta na conquista da cidade e na apreensão de 14 navios mercantes, que são somados ao "Seival", e armas, canhões e fardamentos. Em 29 de julho de 1839 é proclamada a República Juliana, instalada em um casarão da cidade. Mas o sonho durou apenas quatro meses. Com a vitória de Laguna, os farrapos resolveram tentar a conquista de Desterro, na ilha de Santa Catarina. Mas são surpreendidos em plena concentração e batem em retirada, com pesadas perdas materiais. Os navios de corso, contudo, vão mais longe.O "Seival", o "Caçapava" e o novo "Rio Pardo" vão até Santos, no litoral paulista. Encontrando forças superiores, voltam para Imbituba-SC.

Mapa Arraial de Canudos
Sede da República Juliana, em Laguna-SC

Em 15 de novembro de 1839, um ataque pesado a Laguna, com marinha, infantaria e cavalaria resulta na destruição completa da esquadra farroupilha e na retomada da cidade. Todos os chefes da marinha rio-grandense são mortos, com exceção de Garibaldi. Davi Canabarro recua até Torres, enquanto outra parte das forças terrestres vai para Lages, onde resistem até o começo de 1840.

Declínio

Em 1840 começou a decadência da revolução. Enquanto a maioria das forças rio-grandenses se concentrava no sítio a Porto Alegre, a capital, Caçapava, era atacada de surpresa. Os líderes farrapos consideravam Caçapava quase inexpugnável, em virtude do difícil acesso à cidade. A partir daí, os arquivos da República foram colocados em carretas de bois pelas estradas. Foi o tempo da "República andarilha", até que Alegrete foi escolhida como nova capital. Em Taquari, farroupilhas e imperiais travaram a maior batalha da guerra, com mais de dez mil homens envolvidos. Mas não teve resultados decisivos. São Gabriel foi perdida em junho, e alguns dias depois o General Netto só escapa do imperial Chico Pedro graças à sua destreza como cavaleiro.

Em julho, novo fracasso farroupilha, desta vez em São José do Norte. Bento Gonçalves começa a pensar na pacificação. Em novembro é a vez de Viamão cair, morrendo no combate o italiano Luigi Rossetti, o criador do jornal "O Povo" órgão de imprensa oficial da república. Para piorar a situação, em janeiro de 1841, Bento Manoel discordou de algumas promoções de oficiais e abandonou definitivamente os farrapos.

Caxias

A partir de novembro 1842 o conflito é dominado pela estrela de Luís Alves de Lima e Silva, o Barão (depois Duque) de Caxias. Nomeado presidente da província como a esperança do Imperador para a paz, Caxias usou do mesmo estilo dos farrapos para ganhar o apoio da população. Nomeou como comandantes militares Bento Manoel e Chico Pedro, dois oficiais do mesmo estilo, priorizou a cavalaria, e espalhou intrigas entre os farrapos sempre que pôde. Tratou bem a população dos povoados ocupados e empurrou os farroupilhas para o Uruguai. Estes ainda fizeram outra grande tentativa, atacando São Gabriel em 10 de abril de 1843 e, em 26 do mesmo mês, destroçaram Bento Manoel em Ponche Verde. Mas esta foi a última vitória dos farrapos.

Em dezembro de 42 reuniu-se em Alegrete a Assembleia Constituinte, sob forte discussão política. Era forte a oposição a Bento Gonçalves. Durante 1843 e 1844, sucederam-se brigas entre os farrapos. Numa destas o líder oposicionista Antônio Paulo da Fontoura foi assassinado. Onofre Pires acusou Bento Gonçalves de ser o mandante. Este respondeu com o desafio a um duelo. Neste duelo (28 de fevereiro de 1844) Onofre é ferido, e veio a falecer dias depois.

Paz

Mapa Arraial de Canudos
Obelisco comemorativo ao acordo de Ponche Verde

Ainda em 1844 Bento Gonçalves iniciou conversações de paz, mas retirou-se por discordar de Caxias em pontos fundamentais, assumindo o seu lugar Davi Canabarro. Os farrapos queriam assinar um Tratado de Paz, mas os imperiais rejeitavam, porque tratados se assinam entre países, e o Império não considerava a República um Estado. Caxias contornou a situação, agradando os interesses dos farroupilhas sem criar constrangimentos para o Império.

Mas no final das contas os farrapos já não tinham outra saída senão aceitas as condições de Caxias.

A pacificação foi assinada em 1º de Março de 1845 em Ponche Verde, e tinha como principais pontos:

• O Império assumia as dívidas do governo da República;
• Os farroupilhas escolheriam o novo presidente da província - Caxias;
• Os oficiais rio-grandenses seriam incorporados ao exército imperial nos mesmos postos, exceto os generais;
• Todos os processos da justiça republicana continuavam válidos;
• Todos os ex-escravos que lutaram no exército rio-grandense seriam declarados livres (mas muitos deles foram reescravizados depois);
• Todos os prisioneiros de guerra seriam devolvidos à província.

Além do mais, o charque importado foi sobretaxado em 25%.

Terminou assim a Guerra dos Farrapos, que apesar da vitória militar do Império do Brasil contra a República Rio-Grandense, significou a consolidação do Rio Grande como força política dentro do país.

 

Movimentos nativistas e de libertação

Guerra dos Emboabas

A Guerra dos Emboabas foi um confronto travado de 1707 a 1709, pelo direito de exploração das recém descobertas jazidas de ouro, na região das Minas Gerais, no Brasil.

O conflito contrapunha, de um lado, os desbravadores vicentinos, que haviam descoberto a região das minas e que por esta razão reclamavam à exclusividade de explorá-las; e de outro lado um grupo heterogêneo composto de portugueses e imigrantes das demais partes do Brasil – pejorativamente apelidados de “emboabas” pelos vicentinos –, todos atraídos à região pela febre do ouro.

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O bandeirante Borba Gato: líder dos paulistas na Guerra dos Emboabas

Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir, os paulistas queriam ter mais direitos e benefícios sobre o ouro que haviam encontrado, uma vez que este, estava nas terras em que viviam.

Entretanto, os forasteiros pensavam e agiam diferentemente; estes, por sua vez, eram os chamados emboabas. Os emboabas formaram suas próprias comunidades, dentro da região que já era habitada pelos paulistas; neste mesmo local, eles permaneciam constantemente vigiando todos os passos dos paulistas. Os paulistas eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato; já o líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana.

Dentro desta rivalidade ocorreram muitas situações que abalaram consideravelmente as relações entre os dois grupos. Os emboabas limitaram os paulistas na região do Rio das Mortes e seu o líder foi proclamado "governador". A situação dos paulistas piorou ainda mais quando estes foram atacados em Sabará.

Após seu sucesso no ataque contra os paulistas, Nunes Viana foi tido como o "supremo ditador das Minas Gerais", contudo, este, por ordem do governador do Rio de Janeiro, teve que se retirar para o rio São Francisco.

Inconformados com o tratamento que haviam recebido do grupo liderado por Nunes Viana, os paulistas, desta vez sob liderança de Amador Bueno da Veiga, formaram um exército que tinha como objetivo vingar o massacre de Capão da Traição. Esta nova batalha durou uma semana. Após este confronto, foi criada a nova capitania de São Paulo, e, com sua criação, a paz finalmente prevaleceu.

Derrota dos paulistas

O confronto terminou por volta de 1709, graças à intervenção do governador do Rio de Janeiro, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Sem os privilégios desejados e sem forças para guerrear, os paulistas retiraram-se da região. Muitos deles foram para o oeste, onde mais tarde descobriram novas jazidas de ouro, nos atuais estados do Mato Grosso e Goiás.

Consequencias

Como consequências da Guerra dos Emboabas, podem-se apontar:

• Regulamentação da distribuição de lavras entre emboabas e paulistas.
• Regulamentação da cobrança do quinto.
• São Paulo e as Minas de Ouro se transformaram em capitanias, ligadas diretamente à Coroa, tirando autoridade do governo do Rio de Janeiro (3 de Novembro de 1709).
• São Paulo deixa de ser vila tornando-se cidade
• Acabam as guerras na região das minas, com a metrópole assumindo o controle administrativo da região.
• A derrota dos paulistas fez com que alguns deles fossem para o oeste onde, anos mais tarde, descobririam novas jazidas de ouro nos atuais estados do Mato Grosso e Goiás.

 

Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.

Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.

No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

Mapa Arraial de Canudos
Leitura da sentença dos inconfidentes, por Leopoldino Faria.

Causas

Neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).

Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.

Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

Os Inconfidentes

Tiradentes
Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira

O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Consequências

A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.

Curiosidades

• Na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.
• Tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.
• A casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.
• Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército Português seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.

Exercícios

01 - A campanha militar empreendida para exterminar o arraial de Canudos contou com a participação de um célebre escritor que, a partir do que viu, escreveu uma das obras clássicas da literatura brasileira. Indique a alternativa que aponta corretamente o nome do escritor e a obra produzida.

a. Euclides da Cunha – Os Sertões.
b. Lima Barreto - Os bruzundangas.
c. Mário de Andrade – Macunaíma.
d. Castro Alves – Os Escravos.
e. Graciliano Ramos – Vidas Secas.

02 (UFC) -

Na manhã do dia seis
Canudos foi destruída
Com bombardeios e incêndios
Não ficou nada com vida
Dizem que o Conselheiro
Tinha morrido primeiro
Na Belo Monte Querida

FRANÇA, A.Q. de; RINARÈ, R. do. Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos. Fortaleza; Tupynanquim, 2002, p. 32.

Em relação aos movimentos como o de Canudos, é correto afirmar que:

a. foram movimentos que se limitaram às regiões Norte e Nordeste do Brasil, marcadas pela presença dos latifúndios.
b. foram movimentos sem grande repercussão, visto que se situavam no campo e a maior parte dos trabalhadores do país encontrava-se nas cidades.
c. no campo o domínio dos coronéis era absoluto, e esses movimentos sociais tiveram que se disfarçar como um movimento de conteúdo religioso, para evitar a repressão.
d. foram movimentos nos quais se combinavam conteúdos religioso e social, pois questionavam o poder das autoridades civis e religiosas.
e. foram movimentos de conteúdo exclusivamente religioso, marcados pelo fanatismo, reprimidos por Pedro II e pelos republicanos que se esforçavam para construir um país civilizado.

03 - A comunidade de Canudos, formada na década final do século XIX, contestava a distribuição de terras no sertão nordestino e buscava, com a formação do arraial, tirar parte da população sertaneja da situação de miséria e abandono em que se encontrava. À frente da comunidade havia um líder religioso conhecido como:

a. monge José Maria
b. João Maria
c. João Campos
d. Antônio Conselheiro
e. Antônio Milagreiro.

04 - Indique quais desses acontecimentos inspiraram a Conjuração Baiana.

a. A Viradeira, em Portugal.
b. A Independência do Haiti.
c. A expulsão dos holandeses do Brasil.
d. A União Ibérica.
e. A Revolução Mexicana.

05 (UFPB 2008) - A imagem, abaixo, reproduz um ajuntamento de negros e mestiços.

Ajuntamentos semelhantes ao da gravura tornaram-se freqüentes na cidade de Salvador-Capitania da Bahia, nos fins do século XVIII e primeiras décadas do século XIX. Em 1798, eclodia a Conjuração Baiana contra o governo metropolitano português instalado na capitania, envolvendo segmentos sociais subalternos. Sobre a Conjuração Baiana, é INCORRETO afirmar:

a. A Conjuração Baiana, comparada à Inconfidência Mineira, guarda semelhanças e diferenças: os dois movimentos defendiam a criação de uma república, mas, enquanto os inconfidentes de Vila Rica omitiram-se em relação à escravidão, os de Salvador propunham a sua abolição.
b. A Conjuração Baiana também ficou conhecida como Revolta dos Alfaiates, porque teve como participantes: artesãos e pequenos comerciantes, tais como alfaiates, além de soldados, religiosos, intelectuais e outros integrantes das camadas populares.
c. O movimento de 1798 demonstrou que, apesar do controle ideológico exercido pela metrópole portuguesa sobre a sua Colônia americana, o Brasil não ficou imune às cor¬rentes liberais de pensamento em circula¬ção, naquele momento, na Europa e nos Estados Unidos.
d. A revolta baiana foi um movimento restrito apenas aos escravos e seus descendentes, que mantinham contactos freqüentes com os ex-escravos do Haiti, após a revolta destes e a conseqüente abolição da escravidão naquela colônia francesa.
e. A insurreição baiana teve uma abrangência social mais ampla do que a Inconfidência Mineira, não apenas pelos segmentos sociais participantes daquele movimento, mas porque propunha mudanças mais profundas, tais como o fim dos privilégios econômicos e sociais.

06 - ESPCEX - No início do século XVIII, a concorrência das Antilhas fez com que o preço do açúcar brasileiro caísse no mercado europeu. Os proprietários de engenho, em Pernambuco, para minimizar os efeitos desta crise, recorreram a empréstimos junto aos comerciantes da Vila de Recife. Esta situação gerou um forte antagonismo entre estas partes, que se acirrou quando D. João V emancipou politicamente Recife, deixando esta de ser vinculada a Olinda. Tal fato desobrigou os comerciantes de Recife do recolhimento de impostos a favor de Olinda. O conflito que eclodiu em função do acima relatado foi a:

a. Revolta de Beckman.
b. Guerra dos Mascates.
c. Guerra dos Emboabas.
d. Insurreição Pernambucana.
e. Conjuração dos Alfaiates.

07 - O conflito ocorrido no final do Século XIX, caracterizado pelo caráter messiânico (religioso) e de contestação social, foi a:

a. Guerra do Contestado.
b. Revolta da Armada.
c. Revolta Federalista.
d. Revolta da Vacina.
e. Guerra de Canudos.

08 (PUC-RIO 2008) - A partir de seus conhecimentos sobre a Conjuração Mineira (1789), EXAMINE as afirmativas abaixo:

I – Inspirados pelas idéias iluministas, os conjurados mineiros defenderam a liberdade do comércio e a independência da região das minas.
II – Dentre os grupos sociais envolvidos no movimento, destacaram-se os proprietários de lavras e de terras, oficiais militares, clérigos, letrados e escravos.
III – O exemplo da possibilidade de quebra do vínculo colonial representado pela independência das Treze Colônias exerceu influência entre aqueles que planejaram a conspiração.
IV – O declínio da exploração aurífera, na segunda metade do século XVIII, ao lado da iminente cobrança da derrama foram fatores que contribuíram para aumentar a insatisfação dos colonos mineiros com a Coroa portuguesa.

ASSINALE a alternativa correta:

a. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b. Somente as afirmativas I e III estão corretas.
c. Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
d. Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e. Todas as afirmativas estão corretas.

09 (UFMG 2008) - Leia este trecho, que contém uma fala atribuída a Joaquim José da Silva Xavier:

"... se por acaso estes países chegassem a ser independentes, fazendo as suas negociações sobre a pedraria pelos seus legítimos valores, e não sendo obrigados a vender escondido pelo preço que lhe dessem, como presentemente sucedia pelo caminho dos contrabandos, em que cada um vai vendendo por qualquer lucro que acha, e só os estrangeiros lhe tiram a verdadeira utilidade, por fazerem a sua negociação livre, e levado o ouro ao seu legítimo valor, ainda ficava muito na Capitania, e escusavam os povos de viver em tanta miséria."
(Autos de Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1980. v. 5, p. 117.)

A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os Inconfidentes Mineiros de 1789:

a. acreditavam que o contrabando aumentava o valor recebido pelas pedras e ouro, pois dificultava sua circulação.
b. consideravam que o monopólio comercial explicava por que as regiões de que se compunha Minas Gerais, cheias de pedras e ouro, ficavam mais ricas.
c. defendiam o livre-comércio, por meio do qual pedras e ouro adquiririam seu real valor, uma vez que seriam vendidos aos estrangeiros legalmente.
d. pensavam que os estrangeiros poderiam tirar vantagens do livre-comércio das pedras e ouro, visando a aumentar seus lucros.

10 - Sobre a Revolução Farroupilha, leia as proposições que seguem:

I. A Revolução Farroupilha, também chamada de Guerra dos Farrapos, foi o mais longo movimento de revolta civil brasileira. Eclodiu na província do Rio Grande do Sul e durou dez anos, de 1835 a 1845. II. Foi um movimento de revolta promovida pelos estancieiros gaúchos, denominação dada aos proprietários de grandes fazendas criadoras de gado na região. III. Como causa econômica desta revolução, podemos citar o fato de que a província do Rio Grande do Sul tinha uma economia baseada na pecuária, com a criação de gado e produção do charque. Os estancieiros gaúchos, porém, reclamavam da concorrência que sofriam do charque platino e que também era comercializado nas províncias brasileiras. Como os impostos de importação do charque platino eram mais baixos, isto facilitava sua comercialização a um preço melhor que o charque gaúcho. IV. Em 1835, os rebeldes dominaram Porto Alegre, a capital da província do Rio Grande do Sul. O governo central reagiu imediatamente, mas não conseguiu derrotá-los. A rebelião farroupilha expandiu-se e, em 1836 foi proclamada a República de Piratini. V. Giuseppe Garibaldi tornou-se o primeiro presidente da República de Piratini.

Assinale a alternativa correta

a) Apenas a proposições III está incorreta. b) Apenas as proposições I, II, e IV estão corretas. c) Apenas as proposições I e III estão corretas. d) Apenas as proposições I, II, III e IV estão corretas. e) Todas as proposições estão corretas.

11 (UFS) - " ... desligado o povo rio-grandense da comunhão brasileira, reassume todos os direitos da primitiva liberdade; usa destes direitos imprescritíveis constituindo-se República Independente; toma na extensa escala dos Estados Soberanos o lugar que lhe compete ..."

Na evolução histórica brasileira, pode-se associar as ideias do texto à:

a) Sabinada
b) Balaiada
c) Farroupilha
d) Guerra dos Emboabas
e) Confederação do Equador

O Socialismo/Comunismo

A expansão do capitalismo industrial no século XIX enriqueceu a burguesia, mas criou uma multidão de explorados. A situação de miséria dos trabalhadores estimulou a reflexão de alguns pensadores europeus, que propuseram o socialismo para eliminar as desigualdades sociais. Entre eles destacam-se Owen, Fourier e Phoudon. São representantes do socialismo utópico. pois acreditavam que o mundo poderia ser modificado pela boa vontade dos empresários ou pelo entusiasmo de algumas pessoas idealistas.

Todos os socialistas defendiam iniciativas políticas e econômicas que propunham:

a) O predomínio do bem comum no lugar do individual;
b) A eliminação das classes sociais (ricos e pobres, patrões e empregados);
c) O fim da propriedade privada dos meios de produção (indústrias, fábricas, máquinas);

Os principais pensadores socialistas foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, os pais do socialismo científico ou marxismo. Em seu livro mais famoso, O Capital, Marx tentou demonstrar cientificamente que o capitalismo era um sistema injusto e irracional. Para ele o capitalismo era injusto porque só haveria um meio da burguesia lucrar: explorando a força do trabalho do proletariado. Tudo o que o proletariado produz além do valor do seu salário é embolsado pelo patrão: isso é o que Marx chama de mais-valia.

Em outra obra, chamada Manifesto Comunista, eles propunham que o proletariado (operariado) destruísse o Estado burguês pela revolução e acabasse com a propriedade privada dos meios de produção (as terras, as minas, as máquinas, as empresas em geral, os bancos). Tais meios de produção sempre estiveram nas mãos de uma minoria rica. Na nova sociedade tudo pertenceria à coletividade. Tudo seria de todos e o os frutos, distribuídos de acordo com o trabalho de cada um, de forma igualitária. Esse novo sistema foi chamado de comunismo. O proletário seria a grande força da transformação social que iria destruir o capitalismo e construir o socialismo.

Para alcançar o comunismo, Marx e Engels conclamaram os operários a se unirem, formando sindicatos e partidos políticos. Representantes de movimentos operários do século XIX reuniram-se para formar uma grande organização internacional denominada Primeira Internacional Comunista. Dessa organização participaram socialistas e anarquistas. O grande objetivo era ajudar as lutas dos trabalhadores no mundo inteiro. Apesar da troca de idéias, a 1a internacional durou pouco tempo (de 1864 a 1876). Acabou sendo dissolvida porque seus membros tinham idéias muito diferentes uns dos outros.

Antecedentes da Revolução Russa

Na Rússia, em 1917, houve a primeira tentativa de se construir uma sociedade socialista. Era um dos países mais atrasados e opressores do mundo. Cerca de 80% da população vivia no campo e o índice de analfabetismo beirava os 90%. Havia muita desigualdade social. A nobreza russa possua muitos privilégios e uma vida de luxo e ostentação. Era dona de quase todas as terras e os camponeses eram muito explorados por ela.

Nas grandes cidades (São Petersburgo e Moscou) havia um razoável desenvolvimento industrial, mas grande parte das indústrias pertencia a investidores estrangeiros. Os trabalhadores ainda não tinham direitos trabalhistas – era comum jornadas de 12, 14, 16 horas diárias, sem férias, sem aposentadoria, sem direito a greve, sindicatos, etc. A Rússia era governada por um czar (imperador) com poderes quase absolutistas. Não havia Parlamento, nem Constituição. Era proibida a existência de qualquer partido político. A imprensa era censurada.

O Ensaio Geral

A situação social piorou entre 1904 e 1905 com a desastrosa guerra entre Rússia e Japão pelo controle da Manchúria (região ao nordeste da China). Nessa guerra a Rússia levou a pior e aumentou as dificuldades do seu povo.

Em janeiro de 1905 milhares de pessoas se juntaram numa passeata pacífica. Os manifestantes pretendiam entregar uma petição ao czar Nicolau II, na qual expunham suas queixas e reivindicações. Os soldados do Imperador abriram fogo contra a multidão massacrando centenas de pessoas. Esse episódio ficou conhecido como Domingo Sangrento e desencadeou numerosas rebeliões pelo império. Uma delas foi dos marinheiros do ‘’Encouraçado Potemkim’’, episódio imortalizado no filme de mesmo nome. Ocorreram greves gerais que paralisaram a economia do país. Todo o país exigia direitos democráticos.

Os trabalhadores dos centros industriais formaram sovietes - conselhos que reuniam representantes de diversas fábricas da Rússia.

Diante das pressões, Nicolau II acabou cedendo parcialmente às manifestações populares. Foi promulgada uma Constituição e organizado um Parlamento chamado de Duma (formado por uma maioria de nobres e ricos burgueses). Assim, conseguiu governar por mais 12 longos anos.

Duas revoluções no mesmo ano: A revolução burguesa de março e a revolução socialista de novembro de 1917

Haviam duas organizações revolucionárias favoráveis à implantação do socialismo na Rússia por volta de 1914 - os mencheviques e os bolcheviques. Os primeiros, mais moderados, propunham uma aliança com os burgueses liberais para a realização de reformas que conduzissem o país, aos poucos, ao socialismo. Acreditavam que a Rússia deveria tornar-se antes um país capitalista moderno, democrático e industrializado. Já os bolcheviques, liderados por Lênin, defendiam uma ação revolucionária imediata, com a derrubada do czarismo e do sistema capitalista.

O envolvimento da Rússia na Primeira Guerra Mundial abalou o império, que não possuía preparo e recursos para enfrentar uma guerra tão longa. As derrotas consecutivas e a morte de 3 milhões de russos só no primeiro ano de guerra, desmoralizou o exército, colocando-o contra o governo czarista.

O envolvimento da Rússia na Primeira Guerra Mundial abalou o império, que não possuía preparo e recursos para enfrentar uma guerra tão longa. As derrotas consecutivas e a morte de 3 milhões de russos só no primeiro ano de guerra, desmoralizou o exército, colocando-o contra o governo czarista.

Internamente a situação do país era péssima. A falta de alimentos, a escassez de mercadorias e o aumento dos preços trouxeram fome e miséria. Nas cidades, ocorreram numerosos saques, ataques a prédios públicos, greves, passeatas de protesto. A população clamava por terra, pão e paz.

No início de 1917 o país estava ingovernável. Diante da pressão popular e do exército, Nicolau II renunciou. Formou-se um governo provisório composto por socialistas moderados (mencheviques) e burgueses liberais. Na capital e por toda a Rússia, formaram-se sovietes reunindo trabalhadores, camponeses e soldados.

O novo governo russo manteve a Rússia na guerra e adotou algumas medidas liberais: anistia aos presos políticos, liberdade de imprensa, redução da jornada de trabalho para oito horas, etc. Mas a população estava impaciente: queria medidas mais radicais. Liderados por Lênin e Trotski, os bolcheviques ganharam popularidade canalizando a vontade do povo nas Teses de abril. Tais teses, elaboradas por Lênin, propunham a saída da Rússia da guerra, a divisão das grandes propriedades entre os camponeses e a regularização do abastecimento de alimentos. Sob o lema “paz, terra e pão” e “todo poder aos sovietes” os bolcheviques lideraram tropas populares que tomaram os principais edifícios da capital, obrigando o governo provisório a renunciar. Os bolcheviques assumiram o poder na Rússia.

O governo de Lênin (1917 – 1922) e a criação da União Soviética (1923)

No comando do governo estava Lênin. Trotski era encarregado dos negócios estrangeiros, e Stálin, chefiava os negócios internos. De início, os bolcheviques determinaram a paz com a Alemanha, tirando a Rússia da guerra; fizeram uma reforma agrária, redistribuindo as terras aos camponeses pobres; nacionalizaram as indústrias, fábricas e bancos, incluindo empresas estrangeiras; colocaram o controle das fábricas sob responsabilidade dos comitês operários.

Essas medidas marcaram o rompimento radical com o sistema capitalista mas colocaram os bolcheviques contra os mencheviques, burgueses e czaristas (que passaram a ser chamados de russos brancos ou contra-revolucionários). Os russos brancos eram apoiados pelas potências aliadas (França e Inglaterra) que temiam que a revolução se espalhasse em seus territórios. As duas facções mergulharam a Rússia numa violenta guerra civil, que só terminaria em 1921, com a vitória dos bolcheviques.

A Rússia ficou devastada após esse episódio e sua economia arrasada. Para estimular a recuperação econômica, Lênin criou a NEP (Nova Política Econômica), que autorizava o retorno parcial do capitalismo, permitindo a formação de pequenas empresas e fábricas privadas, a venda livre de produtos pelos camponeses nos mercados e o pagamento de salários. Pretendia dessa forma motivar a produção e garantir a produção. Graças à NEP, a produção agrícola e industrial russa foi retomada.

Por outro lado, o governo russo estava ficando cada vez mais fechado politicamente e antidemocrático. O poder político centralizou-se ainda mais no Partido Comunista, o único partido permitido no país. Pouco antes de falecer (1924), Lênin estava preocupado porque os sovietes (órgãos que representavam os trabalhadores) estavam enfraquecidos. Os trabalhadores estavam perdendo a sua participação política e os funcionários do partido estavam acumulando muitos poderes.

O governo de Stálin (1924 – 1953)

Com a morte de Lênin, o poder soviético passou para Stálin. Com ele o regime comunista tomou outro rumo. A partir de 1928, a economia soviética viveu a socialização total, com a abolição da NEP e a instauração dos planos qüinqüenais que objetivavam modernizar e industrializar a União Soviética. O 1o deles buscou o aumento da produção, estimulando a industrialização pesada (siderurgia, maquinaria, usinas petrolíferas, etc).

No meio rural foi instalada a coletivização agrícola, implantando-se duas formas de estabelecimentos rurais: as fazendas estatais e as cooperativas de trabalhadores. Os reflexos do estabelecimento dos planos qüinqüenais foram positivos, gerando um considerável progresso na URSS e tornando uma das maiores potências do globo.

No plano político, Stálin consolidou seu poder assumindo o total controle do Partido Comunista, transformado no poder máximo que supervisionava todos os outros poderes. Centralizando todo o poder do Estado soviético, Stálin livrou-se da oposição, afastando todos os opositores, por meio de julgamentos, condenações, expulsões do partido e punições – processos que ficaram conhecidos como expurgos de Moscou.

Sem alarde ou protestos, abafados pelo medo, inúmeros líderes políticos e cidadãos comuns foram aprisionados, executados ou mandados para prisões em regiões geladas como a Sibéria. O governo de Stálin foi um dos mais tiranos da História, afastando-se das idéias socialistas defendidas por Marx e Engels.

A Guerra Fria

• Após a Segunda Guerra houve a ascensão de duas grandes potências: os Estados Unidos e a União Soviética;
• Estes países foram diretamente responsáveis pela derrota imposta aos nazistas;
• A rivalidade e o constante estado de tensão marcaram as relações entre os EUA e a URSS;
• O mundo temia a eclosão de uma nova guerra mundial.

Por que de aliados, EUA e União Soviética passaram a inimigos?

• Estados Unidos e União Soviética possuíam sistemas de organização política e econômica totalmente distintos.
• Esta oposição acabou gerando um conflito ideológico que se estendeu por praticamente todo o mundo, dividido e polarizado entre o capitalismo, sistema defendido pelo EUA, e o socialismo, regime implantado na URSS;
• A esse conflito entre as ideologias capitalista e socialista damos o nome de Guerra Fria.

Capitalismo e Socialismo

• A denominação Guerra Fria indica que não houve um confronto militar direto entre os países defensores destes dois sistemas econômicos;
• O conflito ficou marcado pelo “choque” de idéias e pelo confronto militar indireto entre as duas potências;
• O mundo ficou dividido entre dois pólos distintos: os adeptos do capitalismo e do socialismo;
• Surgia assim o bloco socialista e o bloco capitalista.

O Pós-guerra e a Doutrina Truman

• Em 1947, o presidente norte-americano, Henry Truman, deu início a uma intensa propaganda anticomunista em seu país;
• Os discursos do presidente americano, que ficaram conhecidos Doutrina Truman, condenavam o regime soviético e convocavam os demais países capitalistas do Ocidente a combaterem as tentativas de expansão do socialismo; br • A União Soviética tentava manter suas áreas de influência no Leste Europeu.

Ações Norte-Americanas Para Conter o Avanço Soviético

Plano Marshall:plano de ajuda econômica para financiar a reconstrução dos países atingidos pela guerra;
• O pensamento que movia os EUA a oferecerem empréstimos aos países destruídos pela guerra era exatamente manter afastada qualquer influência soviética e a possível tendência de algum país, em crise econômica, a aderir ao regime socialista;
• Em 4 abril de 1949, os países capitalistas da Europa criaram a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar cujo principal objetivo era garantir auxílio militar mútuo em caso de algum desses países sofresse algum ataque;
•Países participantes da OTAN: EUA, Reino Unido, França, Canadá, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Itália, Portugal, Grécia, Turquia e Alemanha Ocidental.

Ações Soviéticas Para Conter os Norte-Americanos

• A preocupação dos soviéticos era evitar que os países que estavam sob sua influência fossem atraídos pelo bloco capitalista;
• A URSS, organizou o Conselho de Assistência Mútua, o Comecon, fundado em 1949 para auxiliar a reconstrução dos países do bloco socialista;
• Criaram em 1955, o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar que reuniu os países socialistas da Europa: União Soviética, Albânia, Bulgária, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental, Hungria, Polônia e Romênia.

O Socialismo Além da URSS

• China: – Em 1949, o governo chinês era comandado por Chiang Kai-shek, apoiado pelos Estados Unidos;
– Sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista Chinês chegou ao poder por meio de uma revolução que teve início entre os camponeses para gradativamente se expandir para os centros urbanos;
– Forma-se a República Popular da China;
– Na ilha de Formosa (Taiwan), forma-se a China Nacionalista, sob o comando de Chiang Kai-shek;
– Pela posição estratégica da China no continente asiático e pelo tamanho do território e da população, o êxito dos revolucionários chineses representou uma grande vitória para a URSS.

• Cuba: – A Revolução Socialista de 1959 derrubou o governo do ditador Fulgêncio Batista e estabeleceu o socialismo;
– Fidel Castro foi o grande líder revolucionário e que comanda até hoje a ilha caribenha;
– A modificações impostas pela Revolução Socialista se concentraram, principalmente no plano econômico e social;
– A mais significativa mudança foi à implantação imediata de uma reforma agrária, ou seja, assim que o governo assumiu o governo, Fidel Castro desapropriou diversos latifundiários (donos de grandes propriedades rurais) e distribuiu a terra para diversas famílias pobres;
– As empresas estrangeiras foram nacionalizadas;
– Em 1961, as empresas cubanas foram estatizadas, isto é, se tornaram controladas pelo governo consolidando-se definitivamente o regime socialista em Cuba;
– Indignados com os rumos da política imposta por Fidel Castro, os EUA, em 1961, estabeleceram um bloqueio econômico à Cuba;
– Com essa atitude os EUA deixaram de compra produtos originários de Cuba;
– O boicote abalou de forma significativa a economia cubana;
– A partir desse episódio, a economia de Cuba passou a estar totalmente dependente da União Soviética;
A invasão da Baía dos Porcos: tentativa de golpe, articulada pelo governo dos Estados Unidos, para derrubar o ditador socialista Fidel Castro. Promovida pelo presidente John Kennedy em 1961, a invasão fracassou e os soldados cubanos saíram vitoriosos na defesa contra a possível intervenção dos EUA;
A Crise dos Mísseis:foi iniciada pelo projeto soviético de instalar, na Ilha de Cuba, uma base para o lançamento de mísseis atômicos. Os EUA reagiram prontamente com uma ação militar: decretaram o bloqueio naval e isolaram Cuba;
– Diante da ameaça de um conflito a URSS recuou da proposta de instalar mísseis em Cuba e os EUA comprometeram-se a não invadir Cuba.

Exercícios

1. A partir de 1948, evidenciou-se a divisão do mundo em dois blocos antagônicos - o Bloco Ocidental, liderados pelos Estados Unidos, e o Bloco Oriental, sob a influência da União Soviética. Fazem parte desse processo a:

I - criação do COMECON (1948), em relação ao plano Marshall (1947);
II - assinatura do pacto de Varsóvia (1955), em oposição ao seu equivalente ocidental - a OTAN (1949);
III - a eclosão de grandes conflitos internacionais (Coréia, Vietnã, Oriente Médio), que levaram ao afastamento do bloco comunista da ONU;
IV - a tentativa de desarmamento mundial, através dos Acordos de Camp David, entre os Estados Unidos e a República Popular da China. br

Assinale se estão corretas apenas:
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) I e IV
e) II e IV

2. Com o desenvolvimento da política de Glasnost, a história da URSS aparentemente está dividida entre a era de Gorbachev e a era Stalin. Entretanto, a desestalinização iniciou-se em 1956, com o XX o Congresso do Partido Comunista da União Soviética, no qual Nikita Kruchev:

a) apresentou um relatório que, denunciando as arbitrariedades dos seguidores de Stalin acabou por provocar a reação dos setores militares soviéticos e o fechamento da URSS ao Ocidente.
b) apoiando as realizações econômicas de Stalin, apresentou um relatório em que as justificava em nome da manutenção da vitória da revolução.
c) apresentou um relatório em que analisava as relações de Stalin com o Kuomitang de Chiang Kai Shek e propunha a união política da URSS com a China para barrar o avanço do capitalismo americano na Ásia.
d) apoiando as propostas americanas de "degelo", organizou um programa político que determinava o princípio da coexistência política com o Ocidente e uma aliança com os EUA para troca de tecnologia.
e) apresentou um relatório denunciando as arbitrariedades e os erros de Stalin e abriu a URSS ao Ocidente, estabelecendo o princípio da coexistência pacífica.

3. Marque a opção que apresenta um acontecimento relacionado com as origens da Guerra Fria:

a) Construção do Muro de Berlim (1961).
b) Intervenção militar norte-americana no Conflito do Vietnã (1962).
c) Criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN (1949).
d) Eclosão da crise dos mísseis em Cuba (1962).
e) Invasão da Baía dos Porcos (1961).

4. A abolição do princípio da propriedade privada, a estatização dos meios de produção e a assinatura de um tratado de paz com a Alemanha, marcando a saída do país da guerra, foram as principais medidas adotadas na Rússia por:

a) Stálin, em agosto de 1929.
b) Lênin, em outubro de 1917.
c) Trotsky, em abril de 1924.
d) Kerensky, em fevereiro de 1917.
e) Kornilov, em setembro de 1921.

5. Observe os itens a seguir, como análises do desenvolvimento capitalista:

I. A Revolução Industrial significou uma revolução tecnológica, correspondendo à passagem do uso das ferramentas às máquinas, da energia humana à motriz, do sistema doméstico ao fabril.
II. No capitalismo mais avançado do século XX, de uma maneira geral é a produção em larga escala que comanda o mercado, criando as necessidades de consumo e os consumidores.
III. A tendência mundial, nas duas últimas décadas do século XX, é a de aumentar a importância do Estado não só como planejador mas como produtor direto.
IV. A crise do final da década de 1970 e dos anos 80 provocou um rearranjo e um movimento generalizado na direção de um novo modelo de crescimento capitalista global. A reorganização da base produtiva apoiou-se na abertura de novos setores de investimentos, ligados à informática, à biotecnologia, à química fina, entre outros.

Quais desses itens acima estão corretos?

a) todos os itens;
b) os itens I e IV;
c) os itens I, II e IV;
d) os itens I e II;
e) os itens I, III e IV.

6. Em junho de 1947, o governo dos EUA passou a implementar um projeto de reconstrução da Europa denominado Plano Marshall. Qual dos tópicos a seguir NÃO é uma causa desse plano:

a) o temor trazido pela criação do Mercado Comum Europeu (MCE);
b) o deslocamento do controle do capitalismo da Europa para os EUA e sua crescente influência sobre os países europeus;
c) a necessidade que a Europa tinha de reunir recursos para pagar o seu principal credor, os EUA, que lhe forneceram desde alimentos até materiais bélicos durante a II Guerra Mundial;
d) a necessidade de se reconstruírem as cidades e de recuperarem a indústria e a agropecuária europeia, devastadas durante a II Grande Guerra;
e) o interesse que os Estados Unidos tinham em fortalecer a ordem capitalista na Europa Ocidental e, assim, impedir a expansão do socialismo no continente.

7. "Desde os primeiros dias da Revolução, o nosso partido teve a convicção de que a lógica dos acontecimentos o levaria ao poder." (Leon Trotsky)

Tal convicção foi posteriormente confirmada e a Revolução Russa de 1917 caracterizou-se como um dos mais importantes acontecimentos históricos da primeira metade do século XX, na medida em que significou a tentativa de se implantar o primeiro Estado socialista, experiência até então, sem precedentes. Dentre os fatores que favoreceram a eclosão dessa Revolução, identificamos corretamente o(a):

a) acirramento da crise econômica e social decorrente da participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, que agravou a carestia generalizada de alimentos e as greves, e enfraqueceu a autoridade governamental do Czar.
b) desenvolvimento tardio do capitalismo industrial na Rússia, que favoreceu o afastamento da aristocracia rural e do exército da base de poder da monarquia czarista, substituídos pela burguesia e o operariado.
c) substituição da autocracia czarista por um governo fundamentado em uma monarquia parlamentar liberal, que ampliou os direitos políticos individuais fortalecendo os partidos políticos, inclusive os mencheviques revolucionários.
d) Revolução burguesa de 1905, que concedeu autonomia política e administrativa às nacionalidades que formavam o Império Russo, implementando uma política de reforma agrária que extinguiu os privilégios da aristocracia fundiária e da Igreja Ortodoxa.
e) vitória dos bolcheviques e mencheviques nas eleições da Duma legislativa (1906) convocada pelo Czar, após o "Domingo Sangrento", na qual obtiveram uma maioria parlamentar que possibilitou a implantação de diversas reformas econômicas socializantes.

8. A criação do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do BIRD (Banco Interamericano para Reconstrução e Desenvolvimento) estão vinculados, diretamente, à:

a) Conferência de Yalta (Criméi, em 1945, que estabeleceu as agências financiadoras para a reconstrução da Europa e Ásia no pós-guerra;
b) Desvalorização do dólar em relação ao ouro implementada por Nixon no início dos anos setenta;
c) Conferência de Bretton-Woods (EUA), em 1944, com a formação do Banco Mundial;
d) Conferência de Potsdam (Berlim), em 1945, que determinou a área de ação destas instituições;
e) Substituição do padrão ouro pela libra esterlina com intuito de fortalecer e desenvolver as economias dos países pós-guerra.

9. Em abril de 1917, o líder bolchevique Lenin, exilado em Zurique (Suíça), voltou à Rússia lançando as Teses de Abril. Nesse programa político é incorreto afirmar que Lenin propunha a/o:

a) formação de uma República de sovietes;
b) concessão à defesa nacional, dando total apoio ao governo provisório;
c) nacionalização dos bancos e das propriedades privadas;
d) reconstituição da Internacional;
e) controle da produção pelos operários.

10. "Come ananás, mastiga perdiz. Teu dia está prestes, burguês" (Vladimir Maiakóvski, trad. de Augusto de Campos. Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski - "Poemas", São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 82.) "Come Ananás... é um exemplo de poesia de luta. Jornais dos dias da Revolução de Outubro noticiaram que os marinheiros revoltados investiam contra o palácio de inverno cantando esses versos. É fácil compreender sua popularidade: o dístico incisivo, de ritmo tão martelado, à feição de provérbios russos, fixava-se naturalmente na memória e convidava ao grito, ao canto." (Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski - "Poemas", São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 19.)

A poesia citada foi elaborada no contexto

a) da resistência russa ao avanço das tropas de Napoleão no início do século XIX.
b) dos ataques russos à cidade de Stalingrado, tomada pelos nazistas em 1942.
c) dos grupos contrários a Mikhail Gorbatchov em 1991.
d) da revolução socialista na Rússia, em 1917.
e) da invasão russa ao Afeganistão, em 1979.

11. Podemos definir o macartismo como:

a) Uma dura campanha de investigações dirigida por parlamentares norte-americanos, voltada a quem fosse considerado suspeito de subversão ou colaboração com os países comunistas.
b) Uma campanha antisemita que se estabeleceu nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial e que investigava as vinculações entre os judeus e os dirigentes soviéticos.
c) Uma campanha de investigações que se voltou contra sindicalistas, intelectuais e cientistas e poupou os artistas de Hollywood, os diretores de cinema e os escritores norte-americanos.
d) Uma campanha publicitária que procurava enaltecer o Senador Joseph McCarthy, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos da América e que era profundamente anticomunista.
e) Uma política de aproximação entre os EUA e a União Soviética liderada, na década de 1940, pelo socialista Joseph McCarthy, em virtude da necessidade de derrotar o nazi-fascismo.

12. Controle público absolutamente indispensável. (...) Corrupção inevitável (...) A prática do socialismo exige uma completa subversão no espírito das massas (...). Instintos sociais em lugar dos instintos egoístas (...). Mas ele [Lênin] se engana completamente no emprego dos meios. Decreto, poder ditatorial dos inspetores de fábrica, sanções draconianas, terror (...). A única via que leva a um renascimento é a própria escola da vida pública, uma democracia mais ampla (...). É justamente o terror que desmoraliza. Rosa Luxemburgo. A Revolução Russa (1918), apud Marc Ferro. A Revolução Russa de 1917, 1974. Adaptado.

A partir do fragmento, é correto afirmar que

a) o processo de criação do Estado socialista na Rússia, a partir de 1917, faz-se com métodos violentos, defendidos pela autora: esvaziamento do poder dos sovietes, fortalecimento da polícia secreta, burocracia e implantação de uma ditadura para realizar as mudanças econômicas tão importantes naquele momento de crise.
b) o texto da militante comunista é uma crítica à forma como a Revolução de 1917, liderada por Lênin, organizou o Estado de forma centralizadora, burocrática, sem tolerar a oposição, impunha a requisição de grãos, a estatização com o comunismo de guerra, afastando-se da democracia.
c) a militante anarquista russa critica a forma como a liderança menchevique usa meios violentos para implantar o socialismo, baseado na reforma agrária, no controle dos bancos, dos transportes e das riquezas do subsolo, na tentativa de diminuir as distâncias sociais e aumentar o poder dos sovietes.
d) a autora considera que a Revolução Russa de 1917 havia avançado no seu projeto de construção do Estado socialista e no êxito de suas realizações econômicas: controle da máquina administrativa para evitar a corrupção, a organização do Estado de forma democrática e o estabelecimento da propriedade coletiva.
e) a militante comunista alemã, a partir de uma crítica contundente, aponta erros na rota planejada por Lênin para o Estado socialista russo e sugere caminhos como: o controle público da economia, o terror com a polícia secreta, sanções contra a corrupção administrativa e, por fim, a ditadura para garantir os princípios socialistas.

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