Karatê amazonense


Após deixar AM, karateca incentiva mulheres a treinarem defesa pessoal

A jovem Whitney Paloma, de 24 anos, atualmente mora com as filhas e o marido no México, onde se prepara para grandes lutas na carreira profissional

A Karateca chegou à Seleção Brasileira em 2016
A Karateca chegou à Seleção Brasileira em 2016 | Foto: Reprodução/Instagram

Whitney Paloma, de 24 anos, se destacou com o karatê, em Manaus, e chegou à Seleção Brasileira em 2016. No ano passado, foi para o México participar do torneio Open Internacional de Karatê, onde foi campeã derrotando três lutadoras “da casa”. Há oito meses, a atleta reside no país com as duas filhas e o marido, que é lutador profissional de MMA.

“Em relação a oportunidades, acredito que [o México] seja melhor que aí [Brasil], o karatê que é um esporte olímpico tem muitos eventos, porém não dá para competir muito por ser um esporte bem caro! Pelo menos aqui percebi que a galera ajuda e apoia mais nos eventos!”, comentou Paloma.

| Foto: Reprodução/Instagram

No mundo da luta desde os 13 anos, Whitney compete pela Federação Amazonense de Karatê (FAK), pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK) e, agora que expande seu vasto arsenal para o nicho da Luta Livre, Kickboxing e Boxe também pela Federação Mexicana de Luta Livre Brasileira (FMLLB).

“Minha transição para as outras modalidades, como kickboxing e boxe, está sendo boa porque sempre gostei. Agora, a luta livre está sendo uma nova adaptação para mim porque é uma arte que você precisa ter apenas técnica de imobilização, mas estou muito feliz por acrescentar mais uma arte no meu currículo esportivo”, enfatizou Paloma.

Paloma com as duas filhas, que moram no México
Paloma com as duas filhas, que moram no México | Foto: Reprodução/Instagram

Com o próximo torneio já no dia 24 de março - na cidade de Puebla de Zaragoza, onde reside desde julho - agora na modalidade Luta Livre, Whitney busca patrocínios para participar de mais competições e voltar à seleção brasileira. A atleta conta que ela e a família se mantêm com as lutas do marido, Dagoberto da Costa, no MMA (do inglês Mixed Martial Arts). 

“Nós nos mantemos por meio das lutas do Dago, pois os eventos pagam bem e valorizam o atleta profissional. Eu acredito que o cenário feminino da luta vem mudando em todas as artes marciais, acho isso ótimo e inclusive incentivo muito todas as mulheres que conheço a treinarem para que, além das competições, possamos nos defender”, destacou a karateca. 

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Para ela, as artes marciais não devem ser vistas apenas com a finalidade desportiva, já que o machismo é uma preocupação urgente. Segundo o Huffpost Brasil, as taxas de feminicídio cresceram 137% nos últimos cinco anos no México. Em média, dez mulheres são assassinadas por dia no país.

“Eu diria para incentivar as mulheres, que elas possam buscar academias para treinar como defesa pessoal, para elas mesmas! Inclusive, as academias do México estão com esse mês grátis para todas as mulheres que queiram praticar, como, por exemplo, defesa pessoal, devido à violência contra mulheres aqui”, comentou.