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    Fachada da arena será financiada pela caixa

    Aditivo no valor de R$110 milhões foram anunciados pelo Estado – foto: divulgação

    O valor das obras da Arena da Amazônia sofrerá mais um aditivo. Após passar por aprovação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com base na emenda à lei nº 3.780, de 19 de julho de 2012, que permite que o governo do Amazonas redirecione o financiamento a um banco brasileiro, fica determinado agora que a Caixa Econômica Federal financiará a cobertura e fachada do estádio, que já está 56% concluído.

    O valor para a conclusão custava US$100 milhões, que ao ser convertido para a moeda real, o valor alcançará R$110 milhões. Segundo o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), Miguel Capobiango Neto, o valor foi estipulado por questão de segurança. “Nós trabalhamos com o valor de R$110 milhões por uma questão clara de segurança, já que dependíamos da conversão de moedas e usamos essa quantia para evitar outra possível emenda. Em reunião na Caixa Econômica ontem, o valor estava chegando aos R$105 milhões, possivelmente não vamos passar disso”, explicou.    

    O financiamento antes feito pelo banco alemão KFW porque as peças seriam produzidas no país, foi cancelado, pois a empresa não garantiu a entrega em tempo hábil. “O empréstimo do banco alemão poderia ser usado se o serviço fosse feito pela metalúrgica alemã, mas a empresa não conseguiu assumir o compromisso de entregar a cobertura no prazo requerido por nós”, esclareceu o coordenador.

    O coordenador destacou ainda que há uma preocupação com prazos e que por isso, a metalúrgica portuguesa que já participou da construção do Castelão (Fortaleza/CE), da Fonte Nova (Salvador/BA) e da Arena do Grêmio (Porto Alegre/RS, entrou nas negociações por apresentar condições necessárias para assumir e cumprir o contrato. “Nossa preocupação não era somente com a qualidade técnica, mas também com a capacidade de a empresa entregar a cobertura a tempo”, frisou.

    Produção das estruturas metálicas segue em ritmo acelerado na Europa. Primeiras peças devem chegar em Manaus em abril.